<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319</id><updated>2012-02-16T09:24:36.840-02:00</updated><category term='reflexões'/><category term='Ecologia'/><category term='Conto'/><category term='Família'/><category term='Crônicas'/><category term='Comédia'/><category term='Surreal'/><category term='Poema'/><category term='Amor'/><category term='Pensamentos'/><category term='Sobrenatural'/><category term='Terror'/><category term='Suspense'/><category term='História'/><category term='dedicatória'/><category term='noticias'/><category term='mítico'/><category term='Erotico'/><category term='Arte'/><category term='Relato'/><category term='guerra'/><category term='Humor'/><category term='Parabola'/><category term='Apocalipse'/><category term='Politica'/><category term='medieval'/><category term='assassinato'/><category term='Ficção cientifica'/><title type='text'>Cia dos Contos</title><subtitle type='html'>Onde os contos viram realidade.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>100</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-8869015600682779319</id><published>2011-02-21T15:49:00.001-03:00</published><updated>2011-02-21T15:49:36.792-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Surreal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Visita ao Farol</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Podia ver pela janela do seu quarto a luz piscante do farol ao longe. “Por que pisca se não há mais uso nenhum?” se perguntava o garoto deitado em sua cama. Passado um tempo, o piscar da lâmpada cessou. O garoto então ficou curioso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Sem se levantar, abriu a gaveta do criado mudo ao lado da cama e retirou uma lanterna. Era sempre bom ter uma dessas guardada ao lado da cama. Apertou uma vez o botão para acende-la e outra vez para apaga-la, sempre apontando-a para o farol. Nada aconteceu. Esperançoso o menino repetiu mais uma vez. E então o farol respondeu. Uma piscadinha rápida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;E nessa brincadeira o menino passou a noite. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Só adormeceu quando o dia já amanhecia e não podia mais ver a luz do farol.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na noite seguinte, mal o sol se pôs e o menino já estava em sua cama, com a lanterna em mãos. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Mais uma vez o farol respondera para si. E mais uma noite em claro passara brincando de conversar com o farol.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Na terceira noite, o processo se repetiu. Tão logo o sol se pôs e o menino já estava a subir correndo as escadas de sua casa em direção a sua cama. Mas naquela noite, o farol não acendeu. O menino então, numa mescla de decepção com raiva, passou a acender e apagar furiosamente sua lanterna até que então a lâmpada queimou. Frustrado, já ia virando-se para dormir quando ouviu duas batidinhas leves em sua janela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Correu até ela, abriu-a, mas não viu ninguém do lado de fora. Porém, no parapeito da janela havia uma pedrinha perfeitamente esférica. Enrolada a ela, havia uma fita de cetim vermelha, com os seguintes dizeres bordados em branco: “Por que não vem me visitar?”. E então o farol piscou uma vez, a primeira naquela noite.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Excitado, o garoto pegou seu roupão, vestiu seus chinelos e cautelosamente pulou para fora da janela. Agora, o farol piscava incessantemente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Corria pelo descampado, com o orvalho da noite presente na grama molhando seus pezinhos infantis e logo depois com areia de praia grudada aos mesmos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Foi então que o menino viu atado ao cais, um barquinho de pequeno porte cheio de balões de festa vermelho. Balançava suavemente sob as ondas calmas do mar. Correu até ele e tão logo pode, entrou e desatou a corda. O barquinho então imediatamente começou a deslocar-se em direção ao farol que agora piscava de forma quase frenética.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O barquinho obedientemente encostou-se a beira do farol e o menino então pulou para fora. A porta estava aberta. Entrou correndo e sem perder o ritmo subiu as escadas em espiral que levavam a ponta do farol. Era uma escada longa e íngreme, mas mesmo assim o garoto não perdera se quer uma vez o fôlego nem parara para respirar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Por fim, chegou ao fim da escada. Havia um burburinho de vozes e risos infantis, mas antes que pudesse identificar qualquer uma das crianças uma delas entrou a sua frente e disse sorrindo:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Bem vindo ao seu novo lar!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Foi então que percebeu que todas as crianças ali eram iguais a si. Todas com o mesmo cabelo, o mesmo roupão, o mesmo chinelo. Algumas brincavam, outras dormiam, outras folheavam gibis... Mas todas idênticas a si. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Então uma delas mais a frente se aproximou do menino e puxou-o pela mão, conduzindo-o a um interruptor.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Sua vez de acender o farol. – disse ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Ao longe o menino via o barquinho voltando… e uma lanterna piscando na janela de seu quarto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-8869015600682779319?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/8869015600682779319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=8869015600682779319&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8869015600682779319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8869015600682779319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2011/02/visita-ao-farol.html' title='Visita ao Farol'/><author><name>Caroleta =D</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/TLb6_a9RFkI/AAAAAAAAAEQ/nKYrWLXmT7E/S220/OgAAAHai7NLaT5xITFxVTNj0KxE-9KZy-fd41qkQ1OdD7tuh95PRa2Ced1Wp7W1B41HeZLLgVaACREmI09XMFMUqgmQAm1T1UEG2jkjMyaLMAuTzWv1FEvH24YA0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3170798074774581531</id><published>2011-01-20T18:19:00.001-02:00</published><updated>2011-01-20T18:19:18.755-02:00</updated><title type='text'>A Encomenda</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal"&gt;Caminhava com a cabeça baixa pela calçada molhada. O casaco preto farfalhava no vento da noite e o coturno espirrava água ao passar pelas poças. A mulher a sua frente já sabia que estava sendo seguida, mas não acelerara o passo muito menos olhara para trás. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Estudara tempo o suficiente aquela mulher para saber que na verdade ele estava sendo conduzido para uma armadilha. Apressou o passo e alcançou a mulher, caminhando ao lado da mesma.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Então finalmente me alcançou?- disse ela tranquilamente, mas sem olhar para o homem ao seu lado. – Sabia que eu posso muito bem começar a gritar no meio dessa gente toda e simular um assalto não é mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Sim. E também sei que não o faria.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Por que mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Porque do mesmo modo que estou perseguindo você, você está me levando para uma emboscada. Você tem dívidas com pessoas que não acham minha companhia bem vinda e eu sou o seu pagamento. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Investigou tudo muito bem não?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Esse é meu ganha pão.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Mentira- disse ela por fim parando e olhando para o rosto do rapaz a sua frente. – Você é um assassino de aluguel. Investigar é apenas uma parte disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Perspicaz de sua parte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- E então? Já sabe como vai dar cabo de mim? – perguntou a moça sorridente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O homem a fitou por um momento. Logo depois sorriu também.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Mas é claro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Antes que a moça pudesse esboçar qualquer reação de fuga, o homem levantou as mãos para o alto. Ela permaneceu imóvel, olhando horrorizada para o assassino a sua frente. Sua íris havia se tornado de um âmbar vívido e brilhante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Por fim o homem baixou as mãos sorrindo para ela.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Olhe a sua volta. – disse tranquilamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Lentamente ela viu. Tudo estava paralisado. Todas as pessoas estavam congeladas. O relógio da grande igreja também havia parado de funcionar. &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;As nuvens no céu que estavam a encobrir a lua pararam de se mover. O balão que a criança havia acabado de deixar escapar estava imóvel no ar juntamente com o impulso que o garoto dera para tentar alcançá-lo. Tudo estava imóvel e silencioso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- O que você fez...? –disse ela com a voz fraca.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ele sorriu brevemente, misterioso. Os olhos continuavam a lampejar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;-Você acha que sou famoso em meu ramo por quê? Você acha que eu nunca falhei por quê?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A mulher a sua frente estava perplexa. Seu rosto, antes bonito e misterioso, agora era sem graça e lívido. Havia perdido todo seu charme e imponência.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Se vai cumprir seu serviço ande logo. – disse ela por fim.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O assassino olhou surpreso.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Você é a primeira que não tenta fugir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- E quem disse que eu não tentaria?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A moça então desembalou a correr em meio à multidão estática. O assassino corria atrás. Eventualmente ela esbarrava em alguma das “estatuas”, derrubando-as e que por sua vez se transformavam em um fino pó branco perolado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Não precisou correr muito para alcançá-la. Ele era um homem e naturalmente mais rápido que ela. Além do mais, ela corria com os cabelos soltos. E foi por eles que ele a puxou. Engatilhou a arma em sua cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;- Me desculpe moça… Mas a vida dos meus filhos depende da sua. Do contrário, passarão fome.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Com os olhos cheios de lágrimas, a mulher respondeu:&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- E você acha que eu não tenho filhos? Que eu não os amo?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O homem suspirou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;- Esse é o preço que se paga por esse ofício.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Puxou o gatilho. O estampido ecoou no silêncio das ruas. A mulher despencou o sangue escorrendo do furo recém feito. Não havia sentido dor. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Deixou-a ali, caída no chão, com a expressão de piedade ainda expressa no rosto. Logo tudo voltaria ao normal e ela seria, segundo a mídia, apenas mais uma vítima de uma bala perdida no calor da violência das grandes cidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3170798074774581531?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3170798074774581531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3170798074774581531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3170798074774581531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3170798074774581531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2011/01/encomenda.html' title='A Encomenda'/><author><name>Caroleta =D</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/TLb6_a9RFkI/AAAAAAAAAEQ/nKYrWLXmT7E/S220/OgAAAHai7NLaT5xITFxVTNj0KxE-9KZy-fd41qkQ1OdD7tuh95PRa2Ced1Wp7W1B41HeZLLgVaACREmI09XMFMUqgmQAm1T1UEG2jkjMyaLMAuTzWv1FEvH24YA0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5206926932640212240</id><published>2011-01-07T13:51:00.001-02:00</published><updated>2011-01-07T13:51:41.920-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>A Foice</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Havia cores no paraíso e flores no olhar. Nas lágrimas não havia desespero. Não havia resistência no sorriso. Não havia a dor, não havia o medo. Era pacato e leve, de tão leve floreado.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Era frio a ponto de não se sentir frio e quente a ponto de não se sentir calor. Não era morno, mas era ameno. O cheiro era feliz e a felicidade doce.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Em meio a tanta serenidade, ela espreitava negra. Não era afável muito menos má. Era impassível do seu modo, derradeira do seu jeito.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Era sua função e não havia consciência ou racionalidade que a mudasse, mesmo porque a racionalidade era si mesma embora a achassem irracional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Ali estava a morte, olhando pra criança que brincava no parque, sozinha. A gélida e destineira foice dançava de um lado para o outro. Não havia o que a criança temer porque naquela vida, naquela idade e naquele lugar não há nada para se temer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Entediada com o monte de areia que supostamente eram um castelo, a criança resolveu que ia subir na árvore. As goiabas estavam maduras. Não era uma má idéia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sorrateira como sempre, a morte aproximou-se da criança e parou ao pé da árvore. Observou-a subir cada vez mais alto, com a destreza que só as crianças possuem. Ela queria uma gorda goiaba que estava no ponto mais alto da árvore.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Os pezinhos ágeis apoiavam nos galhos. Porém havia chovido e muito limo havia se formado nos galhos. Quando estava quase alcançando seu objetivo, o pezinho escorregou. A criança veio abaixo. A morte ergue sua foice, precisa e derradeira e desceu-a sobre a criança. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Assustada e chorando, o menininho viu-se pendurado pela roupa em um galho a menos de cinqüenta centímetros do chão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A morte então guardou sua foice e partiu. Ainda não havia chego à hora daquele ser e essa era uma das pouquíssimas vezes em que havia usado sua foice para algo que não fosse ceifar vidas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5206926932640212240?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5206926932640212240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5206926932640212240&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5206926932640212240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5206926932640212240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2011/01/foice.html' title='A Foice'/><author><name>Caroleta =D</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/TLb6_a9RFkI/AAAAAAAAAEQ/nKYrWLXmT7E/S220/OgAAAHai7NLaT5xITFxVTNj0KxE-9KZy-fd41qkQ1OdD7tuh95PRa2Ced1Wp7W1B41HeZLLgVaACREmI09XMFMUqgmQAm1T1UEG2jkjMyaLMAuTzWv1FEvH24YA0.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-2971356537198379640</id><published>2010-12-29T17:08:00.001-02:00</published><updated>2010-12-29T17:17:16.947-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>O Outro</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   &gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 10px; -webkit-border-vertical-spacing: 10px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; font-size: 13px; line-height: 22px; "&gt;Eram as flores que lhe apagavam o olhar. Não podia correr até elas porque o sol lhe seria fatal, apenas as observava por entre o fino tecido da cortina. Ali, preso naquele casulo que não lhe pertencia e sua mãe arranjara sentia-se angustiado e infeliz. Por mais que o amor rondasse, ali não era seu lugar. Tinha coisas incompletas no outro plano enquanto as desses já estavam completas. O ciclo já havia se fechado e sua mãe não entendia isso.&lt;br /&gt;Levantou-se da cadeira em que estava sentado no quarto, e caminhou até o espelho. Não gostava de sua aparência. Nem um pouco. Talvez aquele tivesse sido um garoto relativamente bonito em vida. Mas em morte não. Em morte, ele era um boneco de cera, de faces encovadas, olheiras proeminentes e palidez cadavérica. E afinal, não era isso o que era? Um cadáver?&lt;br /&gt;Suspirante dirigiu-se à escada de madeira que dava para o hall. Repousou sua mão no corrimão também de madeira. Não sentiu nada. Era insensível ao toque, ao frio, ao quente, à dor… e talvez esse também fosse um dos fatores mais agoniantes de sua semi-existência. Por mais que soubesse do amor incondicional de sua mãe nunca mais pudera sentir seu toque, seu cheiro ou seu carinho. Era insensível a tudo.&lt;br /&gt;Bateu na porta do quarto da mãe.&lt;br /&gt;Uma mulher de cabelos negros e olhos calmos abriu a porta.&lt;br /&gt;- Diga meu filho. – disse ela com bondade.&lt;br /&gt;- Estou entediado… - respondeu o garoto amargurado.&lt;br /&gt;- Por que não monta um quebra cabeças?&lt;br /&gt;- Porque já fiz isso. Quer correr pelos campos mãe. Estou cansado dessa casa.&lt;br /&gt;A mulher suspirou.&lt;br /&gt;- Meu amor… você sabe que eu ainda não consegui chegar a uma conclusão e solução para esse problema nem para sua insensibilidade. Eu passo horas, aqui, enfiada nesse quarto pesquisando… mas nada...&lt;br /&gt;- Mãe, não é para eu estar aqui. É para eu estar do outro lado. Meu ciclo aqui já chegou ao fim e o do outro lado está atrasado.&lt;br /&gt;Os olhos da mulher encheram-se de lágrimas.&lt;br /&gt;- Não, você tem que ficar aqui comigo! Aqui!&lt;br /&gt;A mulher então o pegou pelo pulso e arrastou-o escada a cima. Ele não relutou. Entrou no quarto com o garoto, que se sentou na cama, e saiu sem dizer uma palavra, apenas fechando a porta.&lt;br /&gt;Suspirou novamente. Lembrava-se do dia de sua morte claramente. Estava acamado, muito doente por conta da pneumonia que o atacara. Os delírios de febre estavam cada vez mais decorrentes. Sua repentina melhora naquele dia representava, como em todas as doenças, uma queda irremediável no próximo. Estava à beira da morte, o médico já havia dito isso a sua mãe.&lt;br /&gt;Ela então entrara desesperada no quarto, carregando entre os braços algo coberto com lençóis brancos, porém sujos de terra. Chorava compulsivamente, de um jeito que dava verdadeira pena. A mulher colocara o “embrulho” no chão.&lt;br /&gt;- Mãe o que é isso? –perguntou com a voz fraca.&lt;br /&gt;Ela nada respondeu.&lt;br /&gt;Saíra apressada do quarto. Ele, sem forças para se levantar, apenas ficou olhando o monte de lençóis sujos no chão. Não demorara muito para voltar. Trazia consigo uma xícara com um líquido que exalava um cheiro agradável de rosas e canela e alguns artefatos seus de costume.&lt;br /&gt;- Tome meu menino. – disse ela sentando-se ao lado do menino na cama. – Não está muito quente.&lt;br /&gt;Com dificuldade, se ajeitou na cama olhando para as coisas que a mãe tinha no colo.&lt;br /&gt;- Mamãe. Você já testou todos os seus encantamentos. Não pode curar os males físicos tal como cura os males da alma.&lt;br /&gt;- Eu sei que não. E não é isso que vou fazer.&lt;br /&gt;- É o que então?&lt;br /&gt;- Beba seu chá.&lt;br /&gt;O menino assentiu. Sempre respeitara as ordens da mãe. O chá descera agradavelmente por sua garganta, preenchendo-lhe o peito. O mundo parecia bem mais agradável agora. As dores e o cansaço iam embora rapidamente.&lt;br /&gt;A mãe ajeitava algumas pedras e incensos ao seu lado, apressada.&lt;br /&gt;- Mamãe… acho que deu certo… estou me sentindo melhor…&lt;br /&gt;- Sim meu amor, esse é um dos efeitos.&lt;br /&gt;- Estou com sono.&lt;br /&gt;- Sim eu sei. Durma.&lt;br /&gt;- Eu não quero…&lt;br /&gt;O mundo rodava lento. Não queria dormir… mas era quase incontrolável.&lt;br /&gt;- Você vai acabar dormindo.&lt;br /&gt;E quando acordara estava daquele jeito. Viu seu corpo inerte, morto na cama e sua mãe o contemplando emocionada.&lt;br /&gt;Aos poucos, as coisas semi vividas no outro plano vieram a sua mente. O tempo lá corria de modo diferente. Sua mãe nunca deveria ter violado a lei dos mortos.&lt;br /&gt;Queria livrar-se logo daquilo. Porém não sabia como fazer isso. Sair ao sol não seria uma solução. Apenas deterioraria seu corpo físico. A alma permaneceria intacta e aprisionada a esse plano. Sempre que saía a mãe levava a chave do quarto, o que lhe impedia de procurar o reverso do feitiço que o mantinha aprisionado naquela carcaça.&lt;br /&gt;Continuou pensativo. O destino de cada ser humano já está traçado muito antes de cada um deles nascer. Cada dia está detalhadamente escrito e entrelaçado a muitos. Por mais que muitos condenem os assassinos, não há nada que se possa fazer. Ele não pode fazer nada porque o seu crime já estava escrito em seu destino.  O problema é que o destino termina onde a morte começa. Nunca algo é escrito além. A sua existência naquele momento eram páginas em branco. E talvez o sentido estivesse aí.&lt;br /&gt;Se matasse sua mãe de modo a ter acesso aos seus livros, não haveria culpa. Por alguma razão isso estava no destino de sua mãe, mas não no seu. Por fim caberia a ele pesquisar o reverso do encantamento e libertar-se. Provavelmente não encontraria sua mãe do outro lado porque cada um tem o lado que merece. Esperava que o dela fosse bom. De forma alguma desejaria mal ou sofrimento para sua própria mãe.&lt;br /&gt;Mais uma vez levantou-se de sua cadeira. Seguiu a esquerda no corredor, caminhando até a última porta onde era o banheiro.&lt;br /&gt;Abriu o armarinho. Remexeu um pouco entre os frascos até achar o que queria. Um frasquinho marrom de vidro, com um rótulo escrito em letras de forma: “Clorofórmio”.&lt;br /&gt;Embebeu uma ponta de uma toalha de banho com o líquido e partiu ligeiro para o quarto da mãe. Deu duas batidinhas leves. Logo a mulher apareceu à porta. Não teve tempo de reagir quando o menino pôs a toalha umidificada pelo clorofórmio em seu rosto. Logo desmaiou. Com a mesma toalha fez um monte e tampou o rosto da mãe inconsciente. Não demorou muito e o movimento de “sobe e desce” de seu tórax cessou.&lt;br /&gt;Tirou a toalha de se rosto. Estava sereno como sempre foi. Queria chorar, soltar toda a sua mágoa, o seu desespero. Mas o seu casulo não permitia.&lt;br /&gt;Entrou no quarto de sua mãe. Era a primeira vez que entrava ali. Ela nunca deixara antes. Era um quarto abafado, desprovido de luz. Varias prateleiras circundavam as paredes, todas repletas de livros e vidros com coisas que só conhecia pelo nome.&lt;br /&gt;Havia duas mesas no centro da sala. Na primeira havia uma quantidade livros abertos, folhas meio jogadas, canetas sem carga e anotações. Era ali que a mãe estudava. Na segunda havia alguns vidros, pedras e alguns restos de coisas que não sabia definir. Era ali que a mãe experimentava.&lt;br /&gt;Revirou algum dos livros. Velhos, a maior parte em latim. Tinha boas noções de latim, o que lhe permitia uma boa compreensão dos textos. Engraçado já havia achado o erro da mãe na tentativa de “curar” os seus defeitos. E descobriu que jamais ela solucionaria o problema. Todos os encantamentos eram para pessoas vivas. E definitivamente vivo era uma coisa que ele não estava.&lt;br /&gt;Um livro de capa preta marcado com uma fita de cetim vermelha chamou-lhe atenção. Pegou-o com cuidado e abriu-o na página marcada. Ali estava o que a mãe havia feito consigo. Ela conseguira uma façanha e tanto, dada a complexidade das instruções. Ela não deixara que sua alma se transferisse completamente e aprisionou-a em outro corpo. O que o deixou mais horrorizado era que o termo “aprisionado” era perfeitamente aplicável. Segundo os escritos, a função não era manter uma sobrevida e sim prender a alma a este plano e isso queria dizer que do mesmo modo que estava preso á um corpo, poderia estar á um vaso ou qualquer outra coisa.&lt;br /&gt;Folheou mais um pouco. O contra feitiço deveria estar por ali… achou.&lt;br /&gt;. Leu o que precisaria usar para fazer o feitiço. Por sorte eram coisas que sua mãe tinha estocado ali naquela sala. Por fim foi ver as instruções. E aí percebeu o grande erro que havia cometido em matar sua mãe.&lt;br /&gt;Não teria como terminar o feitiço. Era necessário que adormecesse com um chá que o livro ensinava a fazer e aí sim uma segunda pessoa concluiria o encanto.&lt;br /&gt;Sentou-se desolado. Se seu destino eram páginas em branco devido sua morte, tinha o livre arbítrio de mudar o destino de outras pessoas, mas não podia mudar sua própria existência. Sua mãe morta nunca mais lhe ofereceria carinho, mesmo que ele não sentisse nem seu toque nem seu cheiro. Estava fadado a “viver” eternamente dentro daquele cadáver, isolado do mundo e de todos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-2971356537198379640?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/2971356537198379640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=2971356537198379640&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2971356537198379640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2971356537198379640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2010/12/o-outro.html' title='O Outro'/><author><name>Caroleta =D</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/TLb6_a9RFkI/AAAAAAAAAEQ/nKYrWLXmT7E/S220/OgAAAHai7NLaT5xITFxVTNj0KxE-9KZy-fd41qkQ1OdD7tuh95PRa2Ced1Wp7W1B41HeZLLgVaACREmI09XMFMUqgmQAm1T1UEG2jkjMyaLMAuTzWv1FEvH24YA0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3759235825858024967</id><published>2010-12-15T14:37:00.000-02:00</published><updated>2010-12-15T14:38:19.368-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>A Coleção de Bonecas</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O céu estava azul e limpo, nem se quer uma nuvem no céu apaziguava o sol leve, porém intenso. O trigo dourado refulgia sob seus raios, tombado pela leve e gélida brisa que soprava durante a manhã. A pequena camponesa, tão branca quanto à neve que cairia nos próximos meses, com as bochechinhas gorduchas rosadas pelo frio e de cabelos tão dourados quanto o trigo, andava pelo meio da plantação, olhando os pequenos insetos que por ali ficavam. Eventualmente tropeçava em um ou outro buraco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Bom dia, senhor Espantalho!- disse ela contente para o velho, murcho e esfarrapado espantalho que ela tanto insistira para a mãe costurar. – Você nunca me responde não é mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O espantalho permaneceu imóvel, na sua quietude de farrapos e migalhas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Hum vou andar mais um pouco. Ainda não fui falar bom dia ao senhor Coelho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Além da plantação, por de trás da cerca e das moitas, um par de olhos azuis muito intensos observava cada passo da menina. Ela sempre fugia dele, talvez fosse pelo seu cheiro rançoso ou por sua aparência desgrenhada, ou pelos dois.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A menina por sua vez chegara à outra moita onde embaixo se escondia um coelho não tão grande nem tão pequeno. Era branco, salpicado de manchas pretas. Os olhos aguados olhavam a menina. Acostumado com a sua presença, não fugira quando a garota se ajoelhara para olhar em baixo da moita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Bom dia senhor Coelho! Vê como os trigos estão grandes e bonitos? Logo estarão prontos para a colheita e vovó fará pães e bolos. Te trarei como sempre é só não sair daí. Até logo senhor Coelho!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A menina levantou-se, limpando a saia e joelhos sujos de terra. Já ia partindo quando uma voz atrás de si disse:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- E a mim, não diz bom dia?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A menina parou gélida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Por que não me responde? Você não é como o espantalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Continuou imóvel.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Vamos meu anjo, olhe minha face. Nunca te fiz mal, por que reagir assim?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Sai daqui. Vou chamar minha avó!- disse com a voz chorosa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Mas ela está tão bem lá dentro, em seus afazeres. Acho que ela não vai gostar se você chamá-la.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Pare…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Vamos, venha comigo… Você não quer brincar? Eu tenho muitas bonecas…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Assustada, a garota saiu correndo pelo trigal, fazendo seu cabelo farfalhar, confundindo-se com o trigo. O homem permaneceu parado, olhando a menina fugir mais uma vez. Era a última vez que ela fugiria. Sorriu expondo seus dentes podres e limosos e virou-se, partindo para sua gruta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A menina entrou correndo dentro da casa. Chorava copiosamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- VOVÓÓÓ. VOVÓÓÓÓÓ!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Uma senhora de aparência doce e calma veio correndo de encontro enquanto limpava as mãos no avental. A menininha assustada abraçou-a pela cintura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- O que foi meu anjo? – perguntou, abaixando-se para abraçar a menina assustada. – Você se machucou querida?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Vo-vovó… O homem… O homem da gru-gruta vovó... – e caiu em pranto novamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A avó puxou uma cadeira e sentou a menina no colo, ninando-a.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Meu amor… Não existe ninguém naquela gruta meu anjo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Tem sim!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Calma, calma... Eu vou mandar o vô ir lá ver assim que chegar amanhã pode ser?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;-Pode…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left:35.4pt"&gt;- Agora vai lá na sala assistir TV.&lt;br /&gt;- Ta…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Pelo resto do dia a menina ficou dentro de casa. Esquecia-se do acontecido conforme as horas passavam. Se estivesse saído, teria visto que o espantalho que tanto esperava falar havia sumido do trigal.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Logo a noite caíra e chegara a hora de a menina dormir. Ajeitou-se confortavelmente em sua cama, puxara o ursinho e submergira em seu mundo de sonhos e fantasias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Acordou algum tempo depois. Na escuridão, ouvia algum barulho estranho. Um cheiro conhecido de capim velho invadia o quarto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Vó? – disse com a voz fraquinha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;A luz acendeu-se. Por um momento a menina pareceu confusa e logo após aterrorizada. Bem na sua frente estava o homem da gruta, vestido de espantalho, aqueles olhos azuis penetrantes a olhando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Olá. - disse ele suavemente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;A menina abrirá a boca para gritar quando ele deu-lhe um soco na cabeça, fazendo com que caísse desacordada. Enfiou a menina em um saco de estopa e saiu calmamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Você vai ficar linda na minha coleção de bonecas… Linda… - falou bem baixinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Caminhou com a garota no colo por uns dez minutos até chegar a sua gruta. Era razoavelmente grande e uma fogueira garantia a iluminação. Em cima da fogueira, uma panela enferrujada borbulhava um líquido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Repousou a menina em um canto, tirando-a de dentro do saco. Dirigiu-se a panela, remexendo o líquido dentro. Já havia formado uma película por cima. Solidificava-se com extrema facilidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Meio zonza, a menina abriu os olhos. Onde estava? O cheiro de… Palha velha! Arregalou os olhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Nas paredes, a forma de varias meninas com tamanho parecido ao seu sobressaíam-se. Eram formas de resina… Plástico, algo do tipo. Podia ver por entre a capa que as protegiam os seus restos. Algumas estavam terrivelmente apodrecidas, verdes, inchadas, com os ossos aparentes, com vermes as decompondo… Porém de outras só restara os ossos amontoados. A resina que as cobria garantia que seus traços delicados não se perdessem no tempo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Horrorizada, mal podia se mexer, muito menos balbuciar qualquer coisa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Lindas não? – falou o homem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Assustou-se. Havia praticamente esquecido da presença do homem. Levantou-se de um pulo e tentou correr, mas o homem a segurou pelo braço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Shhhiiu. Não fuja. As minhas bonecas querem uma irmãzinha…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Me larga! Me larga! Eu vou contar pra minha avó e…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sentia o mundo girar. Agora via o homem segurando uma seringa muito velha e vazia nas mãos. Ele havia lhe aplicado uma injeção…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;Sentiu-se carregada até ser encostada em um vão na parede, ao lado de uma menina em estado de putrefação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;O mundo girava lento… Não tinha forças pra se mexer ou querer se quer correr. Era tudo tão cansado… E o ficará devendo um pão ao senhor Coelho… E nem vira o senhor Espantalho falar…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;O homem voltara com a panela que fervia no fogo e derramou o líquido contido sobre a menina. Ela sentiu lentamente aquilo escorrendo por seu corpo e rosto, mas não sentiu dor nem medo. Antes que o líquido terminasse de percorrer seu corpo os sentidos finais já havia lhe abandonado. Fazia então, parte da coleção de bonecas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3759235825858024967?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3759235825858024967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3759235825858024967&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3759235825858024967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3759235825858024967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2010/12/colecao-de-bonecas.html' title='A Coleção de Bonecas'/><author><name>Caroleta =D</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/TLb6_a9RFkI/AAAAAAAAAEQ/nKYrWLXmT7E/S220/OgAAAHai7NLaT5xITFxVTNj0KxE-9KZy-fd41qkQ1OdD7tuh95PRa2Ced1Wp7W1B41HeZLLgVaACREmI09XMFMUqgmQAm1T1UEG2jkjMyaLMAuTzWv1FEvH24YA0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-6354659419549599251</id><published>2010-12-04T14:41:00.001-02:00</published><updated>2010-12-04T14:44:28.270-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>O Veneno</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;A rainha tinha fome. Muita fome. Sentada em seu majestoso trono empoeirado, com seu vestido luxuoso, porém empoeirado, com seu cabelo majestosamente penteado, porém ensebado e com seus sapatos que um dia foram muito, mas muito brilhantes e lustrosos. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Dois guardas postados ao seu lado vestiam armaduras opacas e desgastadas, segurando lanças tortas e enferrujadas. É o tempo do glamour imaculadamente limpo havia-se ido há muito. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tocou o sino ao seu lado. Logo, um criado tão moribundo quanto um cadáver em decomposição correu para beijar-lhe os pés. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Levante-se. – ordenou a rainha. Tão logo, o criado ergueu-se.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que deseja majestade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A rainha, ao olhar para o rosto do criado, riu maleficamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Se eu acreditasse em destino, diria que ele conspirara a meu favor agora. – disse ela recuperando-se. – De todos os criados desse palácio, logo você, justamente qual eu queria, veio me atender!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Em que posso servi-la minha rainha?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A rainha olhou através da janela empoeirada, o clima desértico do lado de fora. Um cacto ressequido penava sobre o sol escaldante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você tem um filho, certo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim... Gaus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E quantos aninhos Gaus têm?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Oito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ótimo. Traga-me ele.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O criado parou estático.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que vai fazer com meu filho?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Saciar minha fome e minha sede.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mesmo com a absurda crosta de sujeira que recobria o rosto do homem, foi possível vê-lo empalidecer. Ele já estava acostumado com os sacrifícios da rainha. Embora indignado, nunca achara que isso aconteceria com seu filho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As lágrimas começaram a riscar a fuligem de seu rosto, deixando marcas por onde escorriam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Traga-me ele!-ordenou a rainha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não... Por favor... Mate a mim, mas não a ele!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A rainha parou. Olhou o homem por um momento e depois começou a rir, rir como não ria há muitos e muitos anos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;-VOCÊ? O que você pode me oferecer além dessa pele pútrida? Uma doença pestilenta e olhe lá!- disse ela enquanto tentava conter sua crise de risos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não, eu imploro!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A mulher então se tornou séria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ou você vai buscar seu filho ou eu mando meus guardas trazerem-no empalado em suas lanças!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O criado petrificou no chão. Estava tudo perdido, tudo. Cabisbaixo, consentiu com a cabeça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você tem meia hora. –taxou a rainha&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;************************&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lay saiu do palácio desolado, chorando soluçante. Seu único filho caíra nas mãos da rainha. Era inútil tentar fugir. Subnutridos e desidratados como estavam, sob tal sol escaldante, era impossível ir muito longe.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem sabe não morreria logo depois ao filho. Quem sabe não o matassem também. Quem sabe uma das mil e uma cobras que viviam a espreitar a casa não...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Hesitou em seu caminhar. Lembrou-se que havia guardado uma cobra dentro de um pote na casa para preparar no jantar. Sabia então como vingar a morte do filho com a rainha.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Chegou ao pobre e ensebado casebre. Tal como qualquer lugar no planeta, aquele era outro muito sujo, poeirento e nojento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando entrou, encontrou o filho que dormia calmamente sobre o seu colchão de feno. Os cabelinhos sujos encobriam a bochecha suja de fuligem e seu rostinho de anjo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lay olhou com dor para o filho. Dirigiu-se penosamente até a cozinha. A cobra mantinha-se viva e inquieta dentro do pote.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Pegou-a com destreza. Ela enrolava nos braços do homem, furiosa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Em lágrimas, caminhou decido até onde o filho dormia e expôs as presas da cobra à nuca do garoto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Gaus abriu os olhinhos e pôs a mão na nuca, assustado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ta tudo bem, ta tudo bem… - disse o pai pondo-o no colo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mas dói pai!- falou Gaus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim eu sei que dói. Papai agora vai te levar até a rainha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- A rainha? Eu não gosto dela pai!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ela vai cuidar de você filho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Sim. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E por que chora pai?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Por nada meu amor, por nada. Agora quietinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Novamente Lay saiu do casebre, carregando o filho no colo. O menino ia quieto no colo do pai. Não era uma caminhada muito longa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Pai… falta muito…?- perguntou Gaus com a voz fraca.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Só um pouquinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O homem apertou o passo. O filho começava a perder as forças e era importante que ele chegasse vivo ao castelo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Andou por mais uns cinco minutos até que adentrou aos jardins do palácio. Antigamente eram muito verdes e floridos, rodeados por azaléias, rosas vermelhas e brancas além de arvores muito floridas. Hoje só restaram galhos ressequidos por se decompor.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os guardas já não estavam em frente ao portão enferrujado. Eram poucos os que ainda serviam à guarda real.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Subiu a escadaria de mármore além do jardim, entrando no salão principal onde ainda repousava monotonamente a rainha. Entrou fazendo uma reverência.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Você demorou!-reclamou a majestade. - Mas vejo que trouxe o que pedi.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não achava Gaus. Estava brincando por aí. - disse impassível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- E por que ele está no seu colo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Muito cansado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- A mim parece doente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Mais saudável que muitos nessa aldeia minha senhora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Enfim. Vamos ao que interessa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A rainha tocou o sino ao seu lado e dois criados moribundos apareceram correndo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Aqui! Preparem o garoto para mim! E ai de vocês se demorarem!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os criados retiraram o menino, agora inconsciente, do colo do pai que não relutou. A rainha observou com leve intriga, mas logo se esqueceu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Lay ainda permanecia no salão olhando para a rainha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Já pode ir embora. Já trouxe o que eu pedi, pode voltar a seus afazeres.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Faço questão de ficar. - disse o homem com a voz endurecida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Admiro sua frieza. Eles não vão demorar. Estou com muita sede e não há muito que se fazer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O queixo do homem tremeu levemente, o ódio subiu-lhe a cabeça e as lágrimas aos olhos. Porém engoliu todos os sentimentos e continuou a fita-la.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Na ausência de um relógio que funcionasse, Lay não conseguiu dimensionar quanto tempo passara ali olhando para a rainha displicente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Logo um criado aparecera, trazendo uma jarra cheia de um líquido rubro, sobre uma bandeia embaçada e com um copo empoeirado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O homenzinho parou a frente do trono, ajoelhou-se e ergue a bandeja.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Ah, até que enfim! Servido meu caro rapaz? – perguntou para Lay enquanto servia-se de um copo do sangue do menino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não... Muito obrigada…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Não ia dar nem que quisesse.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Virou de uma vez só o copo. Alguns filetes escaparam-lhe da boca e pingaram em sua roupa. Finalmente o copo se esvaziara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Vai ficar aí me olhando até que horas? – perguntou a rainha ao ver que Lay continuava ali.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Até eu julgar necessário. – disse calmamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Logo você sentirá o magnífico cheiro de carne assada. É muito bom. Principalmente tratando-se de uma criança…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É, sentirei.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Me parece tão tranqüilo… Nem parece o homem possesso que saíra a pouco deste mesmo lugar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É as opiniões mudam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É… Não estou me sentindo bem…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O criado continuava ajoelhado segurando a bandeja com a jarra, porém agora oscilante devido o peso da mesma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Falta de ar… &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- É… Acontece às vezes mesmo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- O que quer dizer com isso?- disse a rainha ofegante. Sua face começava a ficar arroxeada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Quero dizer que antes de sair de minha casa, envenenei meu filho com uma picada de cobra. E que você bebeu o sangue envenenado. – disse Lay calmamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O criado que segurava a bandeja assustou-se e deixou-a cair. O sangue espalhara-se aos pés da rainha enfurecida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- NÃO! –gritou a rainha. Tentou-se levantar, mas as pernas não a sustentaram. Foi ao chão, sobre a poça de sangue.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;- Acabou rainha. É o fim de seu reinado. O fim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Virou as costas lentamente e deixou a rainha agonizante no chão, o gostinho da satisfação na boca, o sorriso da vingança estampado na cara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-6354659419549599251?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/6354659419549599251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=6354659419549599251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6354659419549599251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6354659419549599251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2010/12/o-veneno.html' title='O Veneno'/><author><name>Caroleta =D</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/TLb6_a9RFkI/AAAAAAAAAEQ/nKYrWLXmT7E/S220/OgAAAHai7NLaT5xITFxVTNj0KxE-9KZy-fd41qkQ1OdD7tuh95PRa2Ced1Wp7W1B41HeZLLgVaACREmI09XMFMUqgmQAm1T1UEG2jkjMyaLMAuTzWv1FEvH24YA0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5254256179578449879</id><published>2010-10-26T13:05:00.000-02:00</published><updated>2010-10-26T13:06:29.525-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Erro</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 13px; line-height: 22px; "&gt;Eu nasci&lt;br /&gt;Em uma época errada&lt;br /&gt;Cercada de gente errada&lt;br /&gt;Onde me ensinam coisas erradas&lt;br /&gt;E mal sabem ver o próprio erro.&lt;br /&gt;Eu vivo&lt;br /&gt;Numa vida errada&lt;br /&gt;De conceitos errados&lt;br /&gt;De costumes errados&lt;br /&gt;Onde o certo é errado&lt;br /&gt;O errado também é errado.&lt;br /&gt;A minha roupa é errada&lt;br /&gt;O meu cabelo é errado&lt;br /&gt;A minha aparência é errada&lt;br /&gt;A minha moral é errada&lt;br /&gt;E as palavras que digo tão erradas quanto tudo.&lt;br /&gt;Eu sou o erro que persiste&lt;br /&gt;O erro incorrigível&lt;br /&gt;O deslocamento da razão.&lt;br /&gt;Eu estou errada em meio a tudo&lt;br /&gt;Mas o erro são os outros.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5254256179578449879?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5254256179578449879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5254256179578449879&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5254256179578449879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5254256179578449879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2010/10/erro.html' title='Erro'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/TLb6_a9RFkI/AAAAAAAAAEQ/nKYrWLXmT7E/S220/OgAAAHai7NLaT5xITFxVTNj0KxE-9KZy-fd41qkQ1OdD7tuh95PRa2Ced1Wp7W1B41HeZLLgVaACREmI09XMFMUqgmQAm1T1UEG2jkjMyaLMAuTzWv1FEvH24YA0.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5131174207405917898</id><published>2010-10-11T21:23:00.000-03:00</published><updated>2010-10-11T21:24:12.715-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pensamentos'/><title type='text'>Reflexões</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Se meus olhos pudessem enxergar tudo aquilo que não fosse mundano, fútil e descartável, vestir-me ia com o manto do destino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas só me restam as reflexões dos momentos de calmaria, que nunca se repetem muito menos ocorrem quando a mulher formatada socialmente habita a minha pessoa durante a rotina.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A rotina força o ser a não pensar, ocupa a mente. Se pensassem da forma propriamente dita, se refletissem, muitas seriam as mentes fracas que sucumbiriam à loucura. Nem eu mesma sei se a definição de sanidade a qual aplicam se encaixa à mim nesses momentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Afinal, quem determina o que é bom e o que é ruim? Quem garante que dentro de cada um de nós não mora um sádico sufocado? Quem garante que os de mente sã na verdade não são os loucos e os loucos são os sãos? &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu gostaria de dizer muito além das palavras. Sensações não podem ser representadas por sinais gráficos, pela fala, pelos gestos. Transcendentais demais para isso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não necessito de uma conclusão. Estas são reflexões que divagam em minha mente nos momentos de cansaço. Escrever nada mais é que uma necessidade. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5131174207405917898?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5131174207405917898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5131174207405917898&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5131174207405917898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5131174207405917898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2010/10/reflexoes.html' title='Reflexões'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5881135336350233169</id><published>2010-07-31T16:28:00.001-03:00</published><updated>2010-07-31T16:28:57.043-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>O Lado</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Desse lado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do outro também&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O outro lado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E os lados a qual me oponho&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Não seguem mais seus ideais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E tudo é indiferente aos ideais&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E os ideais não são mais ideais &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E as idéias não são mais ideais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E os ideais não são mais idéias&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tudo foge&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Corre&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Passa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Repassa&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Percebe&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Distorce&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quebra &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Morre.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nasce&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Os dias&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;As horas&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O relógio&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O doce&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O amargo&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O salgado&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E a passagem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E a volta&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E não volta.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Era de se esperar&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que no desespero acalentador da poeira&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Houvesse demônios sugadores&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E anjos apaziguados&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas há apenas a imutável poeira.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tão leve voa os grãos de areia&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tão leve voa os pensamentos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tão leve voa desse lado&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;mso-ansi-language:PT-BR;mso-fareast-language:PT-BR; mso-bidi-language:AR-SA"&gt;Tão leve voa do outro lado&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5881135336350233169?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5881135336350233169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5881135336350233169&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5881135336350233169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5881135336350233169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2010/07/o-lado.html' title='O Lado'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-6085596618910108327</id><published>2010-06-18T10:07:00.002-03:00</published><updated>2010-06-18T10:29:03.066-03:00</updated><title type='text'>Trevas</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: 12px; "&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: large; "&gt;Capitulo 1: Perto do anoitecer - Parte II.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;Ao entrar na casa, o caseiro ao seu lado, Sarah respirou o ar parado e poeirento, virou-se para ele e disse:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;-Obrigada Sr. Mário, pode deixar as malas aí mesmo, que depois eu as levo para o quarto.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- Por nada, Dona Sarah, se a Sra. precisar de mais alguma coisa...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- Preciso que o Sr. me traga água e acenda o fogão para eu tomar banho mais tarde.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- Sim Sra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;O caseiro saiu, deixando-a só. Sarah olhava a sua volta e recordava-se de sua infância; enquanto divagava, sentiu um arrepio na espinha e uma presença às suas costas, virou-se e deu de cara com o Sr. Mário que trazia dois baldes cheios de água.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;- Essa água dá? Perguntou o caseiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; "&gt;- Sim, Obrigada. Agradeceu Sarah, ainda com palpitações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; "&gt;- Mais alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; "&gt;- É só isso por enquanto, obrigada, eu...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; "&gt;- Qualquer coisa, e à qualquer momento a Sra. me procure na casa dos funcionários, ao lado...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; "&gt;Novamente ela estava só, foi à cozinha e o fogo ardia como se já estivesse aceso à horas. Sarah pensou que o caseiro deveria ser muito habilidoso para acender o fogo. Colocou então a água no fogo, pois sabia que no fogão à lenha demoraria algum tempo para que estivesse na temperatura adequada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; font-size: medium; "&gt;Quando finalmente a água estava na temperatura ideal, ele pegou os baldes e colocou o conteúdo deles na velha banheira, imediatamente se arrependeu de não ter pedido mais água, mas se ela pedisse agora, demoraria mais ainda para tomar banho, então despiu-se e entrou na água assim mesmo e, pela primeira vez desde que entrara na casa, sentiu-se confortável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-6085596618910108327?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/6085596618910108327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=6085596618910108327&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6085596618910108327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6085596618910108327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2010/06/trevas.html' title='Trevas'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5076733938510126350</id><published>2010-06-05T18:33:00.000-03:00</published><updated>2010-06-05T18:34:08.543-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Reptilia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;A cama estava confortavelmente lhe esperando. Fechou os livros em cima da escrivaninha, apagou a luminária de mesa e foi-se deitar. Amanhã continuaria os estudos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;           &lt;/span&gt;Pegou um cobertor no guarda roupa, jogou o travesseiro de qualquer jeito na cama, apagou a luz e deitou-se. Sentia aquela sensação gostosa ao se deitar, quando estamos com a coluna cansada demais. Estava frio. Cobriu-se até a altura do queixo com o cobertor. O despertador apitava meia noite. E a escuridão rodava e rodava diante de seus olhos que aos poucos se fechavam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Acordou assustado. Havia ouvido um barulho dentro do quarto. Um estalo, um ruído diferente, meio áspero. Os olhos arregalaram-se em alerta. A respiração era a menor possível. Silencio. Maldito gato que andava pela laje. Parecia estar ao seu lado, o infeliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Virou-se ainda tremulo para o lado, puxando o cobertor na linha dos olhos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Começava a adormecer quando sentiu algo que o puxava pelo calcanhar, algo frio e gosmento. Pulou assustado, o coração acelerado, saindo pela boca. Correu desesperado até o interruptor e pressionou-o com as mãos trêmulas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Os olhos, acostumados à escuridão, doeram quando a luz acendeu e a visão ficou ofuscada por um momento tornando-se limpa em poucos segundos. Estava ali, saindo de baixo de sua cama, algo qual jamais vira em toda sua vida. Horrenda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Era extremamente articulado, o que permitia movimentos desconfortáveis ao olhar, lembrando as famosas cenas de pessoas possuídas em filmes de terror. Era uma pele verde e escamada, extremamente brilhante e úmida. As mãos eram longas e esguias, terminadas em unhas amareladas e perigosamente pontiagudas. Agora que reparara, seu calcanhar sangrava. Os olhos eram um globo amarelo e uniforme. A cabeça era uma esfera perfeita e a boca uma fenda. Apesar das características reptilianas, possuía o corpo de um humano. Pelo menos até onde se podia ver já que usava uma espécie de saia que arrastava o chão. Possuía o quadril adornado com uma espécie de cinto de ouro cravejado em Jades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Abriu a porta e correu para o corredor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- MÃÃÃÃÃÃÃE! PAAAAAAAAAAAAI!-gritou aos prantos. No fundo, bem no fundo, sabia que mesmo estando ao lado do quarto dos pais eles não o ouviria. Simplesmente não podiam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;A criatura aproximou-se asqueirosamente. O medo o paralisou. Era o fim. Correr pra que? Correr pra onde? Ninguém podia ajudá-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Aquele globo amarelo faiscou agourosamente. Parecia até mesmo tornar-se mais âmbar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;A respiração fazia um ruído raspado. O hálito não tinha cheiro algum.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;A mão esquerda do ser foi certeira ao pescoço do garoto. Ergueu-o acima de sal cabeça, mas, sem asfixiá-lo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;O menino por sua vez, debatia-se desesperado. Tentava chutar, mas, não alcançava. Tentava cravar as unhas na mão do ser e também não conseguia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Logo a mão direita vinha para si. O dedo indicador apontado, aquela unha (ah, aquela unha) tão afiada quanto uma guilhotina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Não ouve dor. A unha descreveu uma linha em seu pescoço. O sangue jorrou pelo pijama tingindo-o. Sentia-o escorrendo quente pelo peito, espesso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;O mundo começava a rodar a sua volta. O ser mantinha-se impassível. Não havia dor. Somente desespero.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;O corpo tornava-se frio... A pele perdia a sensibilidade... Sentiu que fora solto. No chão, passou seus últimos segundos olhando para o a criatura. Mantinha-se inexpressiva, mas, conseguia sentir o prazer emanando através de sua pele ofídica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Quando o relógio despertou às 7 horas da manhã ninguém o desligou. O menino dormia seu sono eterno, aconchegantemente coberto. O rosto antes corado agora se fundia ao lençol branco. Em sua mão inerte, uma grande e ovalada jade desafiava a gravidade, permanecendo muito mal apoiada por entre seus dedos mortos...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5076733938510126350?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5076733938510126350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5076733938510126350&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5076733938510126350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5076733938510126350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2010/06/reptilia.html' title='Reptilia'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5205772581045179342</id><published>2010-05-04T12:50:00.000-03:00</published><updated>2010-05-04T12:53:42.343-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>O Colecionador</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O quarto azulejado estava imaculadamente esterilizado, tão branco quantos as neves que caem no inverno. Havia no centro uma maca de inox onde algo estava coberto com um lençol. Os pés cintilavam à luz das lâmpadas fluorescentes. No extremo dela havia uma espécie de mesa com rodinhas, contendo alguns aparelhos médicos, tais como bisturi, tesoura, linha, agulhas.... Havia também uma bisnaga onde se via escrito em um pedaço de fita crepe: “Álcool” e um vidro alto, semelhante a um baldinho de praia, onde havia um líquido transparente, no qual se rotulava: ”Formol”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Na lateral da maca, havia outra mesa com rodinhas, esta maior que a outra. Possuía aproximadamente umas cinco prateleirinhas todas abarrotadas com tigelas de todos os tamanhos e formatos. Passavam despercebidas sob olhares desatentos, tão brancas quanto à sala.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O ambiente possuía duas portas, ambas brancas. Uma era de madeira comum deduzindo-se então que seja a saída (ou a entrada, dependendo do referencial). A outra era de ferro maciço e possui uma grande engrenagem. Era a porta de uma câmara fria, sem sombra de dúvidas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Em cima de um banquinho, ao canto da sala, uma radio negro “Philips”, ligado à tomada, destoava da alvidez do local. Um led vermelho piscava incessantemente na frente. Ao lado, uma modesta pia e uma torneira amarelada extremamente brilhante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A porta de madeira se abriu com um rangido. Um homem, vestido roupas brancas entrou na sala. Trajava um avental sobre as vestes, um par de luvas, uma máscara e uma touca de feltro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Dirigiu-se ao rádio e apertou o play.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Caminhou cantarolante à maca. Olhou para o corpo. Tinha um bom gosto impecável para suas amantes, isso era algo qual não podia se negar. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Esticou os braços e estalou os dedos. Depois de tantos anos, ainda calculava aonde seriam os cortes. Não que fosse necessário, mas, sempre gostava de inovar um pouquinho.&lt;span class="apple-style-span"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Pegou o bisturi na bandeja.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Posicionou-o verticalmente à garganta da jovem. Pressionou um pouco e então, começou a puxar. O bisturi desceu macio até a altura do ventre. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Virou o bisturi de forma horizontal. Um corte para a esquerda e outro para a direita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Delicadamente, puxou a pele. Ali estava o feto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;Retirou-o. Sem dúvida um dos mais feios qual já havia visto. Não tinha muito mais que 20 cm. Era pálido feito os azulejos da sala, quase asqueroso. Sua coluna era visível sob pele e as veias eram nítidas. O braço esquerdo possuía uma leve deformação na altura do cotovelo. Provavelmente, se em vida, não teria articulação naquele braço. &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Cortou o cordão umbilical rente ao umbigo. Pegou uma das tigelas. Pôs o bebe dentro e pegou a bisnaga de álcool, derramou um pouco e começou a limpa-lo com algodão. Gostava das coisas impecavelmente conservadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Tomou o pote com formol à mão e mergulhou a criança dentro. Rosqueou a tampa e conservou ao lado. Apesar de uma peça constante em sua coleção, não os apreciava muito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Agora vinha a parte a qual mais gostava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Averiguou um pouco a situação. Não fugiria do padrão comum. Só as menos desejadas eram desmembradas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Olhou mais um pouco. Deveria ter pensado antes de abrir um corte tão grande. Ela era, sem dúvida nenhuma, linda. Não a colocaria nas caixas. Não merecia uma beleza tão estonteante ser mutilada.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Pegou uma agulha cirúrgica e a linha. Delicadamente começou a traçar os pontos, um a um. Era um serviço demorado e, por mais bem feito que fosse não ficaria bonito. Uma pena. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Terminado a costura, partiu para as outras partes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Pegou uma das pálpebras, de forma bem delicada, e começou a costurá-la à face. Fez o mesmo com a outra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Vai que ela resolvesse abrir os olhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Olhou para os lábios... Um dia foram tão vivos. Agora eram tão pálidos, frios e insensíveis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Costurou-os também.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Vai que ela resolvesse falar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Suspirou. Como dava trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Agora, iria retirar aquela coisa medonha e asqueirosa que distorcia a beleza das mulheres. Como tinha nojo de cabelos! Aquelas crinas longas, ásperas, acumulavam sujeira. Sem dúvida, muito nojento. Além de matar os traços mais belos que uma mulher pode ter.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Pegou a máquina de cortar cabelos e ligou na posição zero. A máquina ia retirando cabelo do mesmo modo que um cortador de gramas carpi um campo de futebol.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;De quando em quando, parava embulindo. Segurava o vomito. Ah, como era nojento!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;As mechas negras e longas caiam em tiras no chão. E pensar que teria que varrer tudo…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A última mecha caiu. Olhou para o rosto da mulher. Linda como as rosas vermelhas que possuía no jardim. Estava pronto o serviço.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Caminhou até a câmara fria. Girou a tranca com um pouco de força. A porta se abriu e um bafo gélido acariciou-lhe o rosto. Tateou a procura do interruptor. Ali estava.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A luz acendeu mostrando uma imensa coleção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;A câmara não era muito grande. Do lado esquerdo haviam gavetas muito parecidas a arquivos de escritório. Em cada uma havia uma etiqueta de identificação. Vera, Laís, Alessandra, Emanuela. Algumas se demonstravam mais amareladas e gastas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Do lado direito havia frascos com fetos em uma prateleira que ia do teto ao chão. Eram de vários tamanhos e jeitos. Um possuía os traços de um portador de Síndrome de Down.. Curiosamente, muitos eram meninas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O mais curioso, porém, era o que se via logo ao abrir a porta. Não muito próximo ao teto, havia treliças que cruzavam todo o recinto. Nas treliças havia vários ganchos pendurados. Em alguns desses ganchos jaziam mulheres.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Todas nuas, sem os cabelos e penduradas pela nuca. Brancas como a lâmpada que iluminava a sala, com os lábios roxos, devidamente costurados tal como os olhos. Algumas possuíam mais pontos no tórax, outras nem tanto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Não podia deixa muito tempo aberto. Correu pegar o vidro com o feto. Cruzes, que criança feia!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Colocou-o de qualquer meio jeito nas prateleiras. Mais um para a coleção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Voltou rapidamente à mesa onde jazia a moça. Pegou-a delicadamente no colo e carregou-a até a câmara.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Vejam garotas, vocês possuem uma amiguinha nova!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Os cadáveres mexeram debilmente a cabeça em direção ao homem. Os fetos abriram os olhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Não, vocês não podem vê-la. Seria muito muito muito perigoso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;As cabeças voltaram. Os fetos adormeceram novamente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Prometo que não vai doer Larissa. Não doeu até agora, minha querida.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O homem se esticou e pegou um gancho. Com muito cuidado, cravou-o na nuca da jovem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Viu, nem doeu.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Fazendo um esforço descomunal, pendurou-a na treliça.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- E como anda Vera, minhas garotas?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Os cadáveres voltaram suas cabeças novamente ao homem. Os fetos permaneceram imóveis, exceto um que possuía os olhos extremamente esbugalhados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- Verei, verei…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Abriu uma das gavetas do arquivo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Pedaços simetricamente cortados jaziam ali. Um olho de íris muito azul o fitava, no canto.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- É… mamãe está ok, menino!Nem um sinal de putrefação.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;O feto fechou os olhos, como que aliviado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;- É… tudo ok garotas. Voltarei assim que puder… ou com uma amiguinha.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;As mulheres permaneceram imóveis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;Apagou as luzes e fechou a porta, resguardando bem sua bizarra coleção.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5205772581045179342?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5205772581045179342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5205772581045179342&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5205772581045179342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5205772581045179342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2010/05/o-colecionador.html' title='O Colecionador'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5564537485593133485</id><published>2010-04-04T22:02:00.003-03:00</published><updated>2010-04-04T22:56:00.936-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobrenatural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Trevas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Capitulo 1: Perto do anoitecer - Parte I.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela tinha medo do escuro; sempre tivera pavor da noite. Quando criança, ficara presa num guarda-roupas por cerca de uma hora, o suficiente para apavorá-la e para que nunca mais ficasse em qualquer lugar sem luz. Sua casa tinha gerador, para o caso de faltar energia, seu escritório no centro da cidade era o prédio mais bem iluminado da região; tamanha sua aversão pelas trevas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A noticia que recebia agora do seu médico era terrível, nunca se vira em situação pior. Tudo iniciara a alguns meses quando começou a ter dificuldades para enxergar, consultou, então, um oftalmologista, o diagnostico a surpreendeu, o tratamento não era caro, mesmo se o fosse, ela dispunha de muito dinheiro. Acima de tudo o tratamento a apavorava. Ela teria de passar uma semana afastada de toda e qualquer luz artificial mais potente que uma vela, e de preferência dormir sem nem mesmo a luz das velas, nas trevas completas; ela adquirira sensibilidade à luz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para tratar-se, foi à uma fazenda afastada da cidade, a mesma na qual costumava passar as férias escolares quando criança, lá ainda existia um guarda-roupas no seu antigo quarto; onde, pela primeira vez, experimentara o medo. Chegara, finalmente, a hora em que enfrentaria seu medo, mas sobreviveria a tal tratamento? Suportaria passar sete dias sem qualquer contato com luzes artificiais ou sem as conveniências tecnológicas  que lhe permitiam fugir ao medo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela preferia ficar uma semana no escuro à ficar cega e passar a vida na escuridão, então fez as malas e partiu, quase, imediatamente para a fazenda. E quando lá chegou, foi bem recebida pelo caseiro e sua família que viviam  numa pequena casa próxima à sede da fazenda. O casarão, embora desabitado à mais de vinte anos, estava praticamente idêntico ao que fora quando os avós de Sarah lá viveram, mesmo que agora houvessem algumas rachaduras na tinta da parede, ou que houvesse um pouco de poeira sobre o soalho de madeira, a casa estava, no geral, em ótimo estado e, evidentemente, o caseiro fizera muito bem seu trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5564537485593133485?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5564537485593133485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5564537485593133485&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5564537485593133485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5564537485593133485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2010/04/trevas.html' title='Trevas'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-7484033737704181530</id><published>2009-12-14T13:20:00.000-02:00</published><updated>2009-12-14T13:21:47.600-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Com amor e carinho</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;A crueldade é astuta. Ela brinca, é irônica. Ela sabe como e a quem afetar. É uma entidade que acredito ter uma característica essencial. Como disse, ela é irônica e o jeito doce de quem a possui é o mesmo em qualquer continente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Eu era madura, porém frágil. Ela era inocente e frágil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Larissa olhava encantada, as bolas de natal pelas ruas. Ela parava em cada vitrine e olhava com os olhinhos brilhando. Os meus também brilhavam, mas, eram lágrimas de dor. Desde que meu marido falecera, nossa vida se arruinou aos poucos. Perdemos tudo aos poucos. Até que não pude mais iluminar nosso natal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Nossa casa era cinza e fria, mas, Larissa a enfeitava do modo que podia. Haviam algumas bolas e festões dispersos em nosso quarto. Ela fazia com o maior amor do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Não merecia o que recebeu. Nem eu, nem ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Aquele homem freqüentava a quitanda qual eu trabalhava fazia uns dois meses. Larissa ficava comigo lá, já que eu não tinha com quem deixar. Seu Cássio, meu ex-patrão, dono da quitanda, sempre foi bondoso e entendia minhas dificuldades.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Aos poucos, aquele estranho que ali freqüentava, se tornou um conhecido. Se tornou André. Larissa gostava dele. Ele lhe trazia balas e doces. Eu o achava um homem de bom coração. Tinha mais ou menos uns trinta e cinco anos e era muito bem aparentado. Conversávamos por longas horas. Era um homem culto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Com a proximidade do natal, o movimento na quitanda se intensificou. Larissa se cansava cada dia mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;No dia 24 de dezembro ele apareceu. Mais belo e arrumado do que nunca. Como sempre, chegou com um belo sorriso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- O que deseja André?- perguntei&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- Na verdade não vim comprar nada hoje Susane...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- E veio fazer o que então?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- Será que me permite levar Larissa para tomar um sorvete de natal?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- Aaaaah, mãe deixa, por favor! – pediu-me Larissa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;No momento, hesitei. Mas depois fiquei com pena dela. Há tempos não se divertia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- Voltam daqui meia hora?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- Meia hora- confirmou-me André, sorrindo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- Tchau mamãe!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Larissa me deu um de seus beijos carinhosos, cheios de doçura. Foi o ultimo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Passaram-se os trinta minutos, uma hora, uma hora e meia, duas horas… eles não voltavam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Eu e meu ex-patrão ligamos para polícia. Mandaram-me para casa. Ficamos lá aflitos, esperando notícias. Mas nada… as horas se arrastaram. Eu sozinha no mundo. Se não fosse seu Cássio não sei o que teria feito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;O meu relógio de pulso apitou. Meia noite. Já era natal e meu anjo não estava presente. A campainha tocou. Corri desesperada para atender achando que Larissa entraria sorrindo. Abri a porta e me deparei com o vazio da rua.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Ao olhar pra baixo vi uma caixa roxa com um laço prata em cima e um cartão dizendo: &lt;i&gt; “Com amor e carinho para Susane.”&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Peguei a caixa… era pesada. Seu Cássio que, havia me acompanhado até a porta, ajudou-me a colocá-la em cima da mesa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Com as mãos trêmulas, abri.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Dentro havia uma massa disforme e ensangüentada. Eu podia ver dedinhos destroçados… ossinhos quebrados. E, acima de toda a carnificina, um delicado laço de cetim rosa e um bilhete.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;i&gt;”Feliz natal para você Susane… eis aqui meu presente. Espero que goste, fiz com todo o amor e cuidado do mundo. &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;i&gt;De coração.&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;i&gt;André “ &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;i&gt;           &lt;/i&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-7484033737704181530?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/7484033737704181530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=7484033737704181530&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/7484033737704181530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/7484033737704181530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/12/com-amor-e-carinho.html' title='Com amor e carinho'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3452897327399218808</id><published>2009-12-09T17:01:00.003-02:00</published><updated>2009-12-09T17:22:24.678-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Izzy no mundo dos sonhos</title><content type='html'>Izzy caminha pelas ruas de paralelepípedos, sentia-se perdida e desorientada. A luz do sol parecia mais forte aqui, porém não fazia calor, era um tempo fresco, o uma brisa suave tocava seu rosto, seus cabelos esvoaçavam tranquilos. As pedras no chão pareciam brilhar, as paredes das casas pareciam brilhar.As casas em geral tinham cores vivas, não eram de paredes cinzas ou descascadas; cores como amarelo, verde, azul, rosa e até laranja, mas tudo muito bem ornamentado. As portas não eram retangulares simples, não, o topo era arredondado, algumas com maçanetas centrais.&lt;br /&gt;Avistou uma praça com uma belíssima arvore no centro, grandiosa e brilhante em alguns pontos; teve a sensação de que a árvore se mexia vagarosamente.&lt;br /&gt;Sentou-se em um banco de madeira, olhou para frente, sentia-se assustada, não sabia como chegou ali, só se lembra de já estar ali.&lt;br /&gt;“Onde será que estou?” – perguntava a si mesma desesperada, com olhar choroso – “Como volto para casa?”&lt;br /&gt;Ouviu uma suave melodia, bem baixinho adentrar seus ouvidos, tentou entender a melodia, cada nota existente nela, parecia o som de piano.&lt;br /&gt;_Oi, sério, nunca te vi aqui – disse uma voz suave, gentil, jovem masculina que fez com que Izzy desse um pulo de susto.&lt;br /&gt;_Oi...não entendi – disse Izzy desconcertada, o susto fez com que perdesse o foco.&lt;br /&gt;_Nunca te vi aqui, costuma vir sempre para este belo lugar? – O jovem de pele clara, olhos negros, e cabelos enrolados em cachos falava com uma voz angelical, suave e tranqüila – Impossível eu nunca ter reparado em alguém tão linda assim.&lt;br /&gt;_Na verdade, nunca vim aqui – Izzy foi tomada pelo rubor do elogio – É minha primeira vez.&lt;br /&gt;_Uia! A primeira vez – começou ele com sua voz suave – dizem ser inesquecível.&lt;br /&gt;Izzy ficou muda, ainda com as bochechas avermelhadas pelo elogio.&lt;br /&gt;_Podemos tirar a prova.&lt;br /&gt;_Claro – concordou ela desconcertada – Como?&lt;br /&gt;_Chegue mais perto – chamou o desconhecido.&lt;br /&gt;Izzy vagarosamente se aproximou do garoto, ficando mais vermelha.&lt;br /&gt;_Agora, vem cá, deixa eu lhe falar no ouvido, assim, fica em segredo. – Ele estava sério, seu olhar compenetrado, estava concentrado no que dizia – Existem coisas que é melhor manter guardado, bem guardado.&lt;br /&gt;_Sim – ela só conseguiu concordar, um pânico seguido de uma euforia crescia em seu peito.&lt;br /&gt;_Como é sua primeira vez aqui, serei suave para que não se assuste. – Ele mantinha o mesmo tom de voz de quando chegou, parecia até mesmo algo mágico, sua voz prendia atenção, talvez fosse pelo tom que usava, um tom de mistério – Mas veja, aqui, você encontrará mais que pessoas para conversar; aqui, seu tédio será morto.&lt;br /&gt;_Nossa – sua expressão foi de medo, terror.&lt;br /&gt;_Aqui você pode tornar real seus sonhos mais bizarros, mas cuidado... – seu tom ia adquirindo mais e mais o tom do suspenso, de um contador de histórias&lt;br /&gt;Izzy se mantinha rígida, petrificada no mesmo lugar ao lado do garoto, olhava para chão agora fora de foco.&lt;br /&gt;_Se sonhos podem se tornar reais, pesadelos também podem. – Ele olhava para ela, para ver qual era sua expressão, que mudava de espanto a terror. Cuidado com seus passos. Mas, fique tranqüila, estarei sempre aqui para lhe estender uma das mãos. Já que, a outra usarei para segurar em algo. Mas, o maior segredo disso tudo...&lt;br /&gt;Parou de falar, olhou ao redor como quem vigia a guarda, olhou para ela que também olhou para ele. Respiravam vagarosamente, o pânico ainda expresso na face dela.&lt;br /&gt;_Chegue mais perto – Izzy se aproximou mais, agora seu corpo encostou no dele, os lábios dele ficaram ao ouvido, bem próximos agora – O maior segredo é o que os outros sentem. Sim, tudo o que se sente, aqui, se torna físico e claro. Imagine agora, você poderá ver a felicidade e se deliciar com isso ou, verá a tristeza e fugirá dela apavorada, apesar de que verá até mesmo o medo.&lt;br /&gt;Ele parou de falar por um minuto, tomou ar e prosseguiu ainda com o tom de suspense em sua voz.&lt;br /&gt;_Não espalhe para os outros – olhava em volta enquanto falava – Sou eu quem rege tudo isso.&lt;br /&gt;A expressão de Izzy foi de admiração e espanto, ainda não entendia tudo o que ele falava, mas, por algum motivo, essa ultima afirmação lhe deixou espantada.&lt;br /&gt;_Posso te fazer princesa deste mundo fantasioso que muitos não crêem mais. – Ele gesticulava enquanto falava – Já pensou? Poder manipular os sonhos? Consegue imaginar algo assim? – Parou – Por que aquieta-se?&lt;br /&gt;_Estou com medo – disse, encolhendo-se envergonhada.&lt;br /&gt;_Não tenha medo, em um mundo como este, o que vale de verdade é seu desejo. Deseje e terá, não tão simples assim, mas terá. – Ele sorria para ela, tentando aliviar o medo que sentia.&lt;br /&gt;O céu se encheu de um brilho azul que fascinava quem olhava, enquanto ele falava e se expressava tudo à volta mudava, brilhava, ou alterava a forma, era incrível.&lt;br /&gt;_Mas, deixa eu lhe contar algo a mais, venha, não se afaste – Ela se aproximou novamente, ficando bem perto dele – Aqui, poderá sentir algo como uma corrente elétrica passando por todo o seu corpo, mas lhe fará bem; bem de mais. Você tremerá e sorrirá, somente os que são “bem vistos” sente isso. Não confundo, o que sentirá não prazer, não não, isso é superior ao mero prazer da carne, é o prazer da alma. Não se assuste, no começo tudo parece confuso.&lt;br /&gt;_Se você estiver aqui do meu lado, não tenho por que temer. – Ela falou em um meio sorriso.&lt;br /&gt;_Não, não tem. – Ele falou sorridente – Eu, Angelus, volto quando necessário, quando estiver com medo, me chame que venho aqui; a menos que eu esteja me alimentando, quando começo, quase nada pode me fazer parar. Então, respire fundo e aguarde, chegarei a tempo de lhe salvar.&lt;br /&gt;Ela sorriu e nada pode dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3452897327399218808?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3452897327399218808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3452897327399218808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3452897327399218808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3452897327399218808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/12/izzy-no-mundo-dos-sonhos.html' title='Izzy no mundo dos sonhos'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-8947506963707711361</id><published>2009-12-07T21:52:00.000-02:00</published><updated>2009-12-07T21:53:16.833-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>A Fanática</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;-Isto é tudo culpa desses ateus! Deus está dando o troco, descendo sua fúria sobre nós!- gritou à fanática brandindo o livro sagrado para o alto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- Dá pra calar a boca?- pediu a garota sentada no canto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- Você! Sua vadiazinha nojenta! Feche a boca e reveja seus pecados! É desse tipo abusadinho que Nosso Senhor gosta de ajudar, esse tipinho promíscuo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;A garota enfurecida levantou-se e foi para cima da mulher.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- Ei! Ei! Parem as duas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Luis entrou no meio da briga, de modo a apartá-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- Devolva minha bíblia!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;O cabelo grisalho caía-lhe pela face, a blusa estava arregaçada no ombro e meia calça desfiada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;- Devolva a bíblia a ela, Cíntia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;Cíntia riu alto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Você sabe o que eu faço com seu deus? ISSO!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;A garota rasgou a bíblia, com satisfação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- NÃO! SUA… SUA NOJENTINHA, PROMÍSCUA, SUA PUTA, SATANISTA, HEREGE!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- CALE A BOCA! ONDE ESTAVA SEU DEUS QUANDO LEVARAM MEU NAMORADO?! QUANDO VI COMEREM MEUS PAIS COMO SE FOSSEM UM PEDAÇO DE PÃO!ONDE?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- ERAM TODOS IMPUROS! Deus mandou seus anjos para higienizar nossa população.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Por favor, parem as duas. – pediu Luis&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;As demais pessoas olhavam um tanto quanto se divertindo. Uma cabecinha loira aos poucos se mexia no canto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Higienização?! Estamos com fome, sem tomar banho, num galpão fétido e você quer me falar que é para o bem?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- É a nossa penitencia garota medíocre…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Não xingue a Cíntia… - falou uma voz infantil ao lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- SAIA DE PERTO DELA, CRIANÇA!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Laura agarrou a criança no colo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- JULIO! Me dê ele aqui… - gritou Cíntia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Me solta sua velha louca! Me larga!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Julio cravou suas pequenas unhas no rosto da mulher que o largou. Cíntia o pegou no colo e este a abraçou forte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Vocês vão arder todos no inferno! Nem mais as crianças são puras!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Luis assistia a briga. Só interviria caso voltassem a se atracar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Quer mesmo me convencer que aquelas coisas foram enviadas por deus?! Isso foi obra nossa!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Pessoas que terão o seu lugar ao lado do trono garantido!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Me poupe! Você me enoja…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Cíntia virou as costas e saiu com a criança no colo. Já passavam das 3h da manhã. Exceto algumas crianças, ninguém dormia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Laura arrastou um caixote e subiu nele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Ouçam-me!- gritou subindo e se expondo a luz da lua que entrava pela janela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Laura desce daí agora!- ordenou Luis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Vocês devem aceitar deus em seus corações! Ele lhes trará a paz e a salv…&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;- Corram!-gritou uma mulher&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Atrás da fanática, vinha uma criatura alada. A pele negra e seca, as asas sem penas. O corpo viscoso e reptiliano, quais muitos já haviam visto. A correria foi grande e descontrolada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Laura tentou correr, mas o mutante derrubou-a com os pés.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Cíntia assistia. Segurava Julio no colo, garantindo que não visse nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Me ajudem! Socorro!- gritou Laura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Vamos Cíntia!- gritou Luis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Cíntia parou por um momento. Ia fazer algo muito cruel, porém, prazeroso. A criatura urrava de prazer pela nova caça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Cadê seu deus Laura?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;- Sua pu…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Arial"&gt;&lt;span style="mso-tab-count: 1"&gt;            &lt;/span&gt;Laura não teve tempo de completar a frase. Cíntia se virou a tempo, mas, conhecia aquele som da carne sendo rasgada. Correu até Luis que a esperava na porta e inconseqüentemente fugiram para a noite.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-8947506963707711361?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/8947506963707711361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=8947506963707711361&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8947506963707711361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8947506963707711361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/12/fanatica.html' title='A Fanática'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3830839538270215857</id><published>2009-11-26T21:58:00.004-02:00</published><updated>2009-11-29T03:34:51.970-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>O Outro lado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Naquele dia, o sol nasceu indolente e ainda estava escuro quando me levantei. O mundo estava diferente como se na alvorada se ocultasse uma mensagem. E a mensagem escrita por aquela manhã fria era triste, cinza, assustadora e, embora ainda estivesse longe, um abutre de calamidade pairava sobre mim e seus olhos de terror me fitavam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa hora minha vontade falhou, pois me era insuportável a idéia das agonias que me aguardavam. O pânico tomou conta de mim e a esperança a muito me abandonara; agora eu marchava para meu desalentado destino e enfrentá-lo-ia mesmo sem a coragem necessária para isso; pois assim são os heróis, fazem o que precisam fazer, mesmo que lhes custe a vida ou mesmo a dor do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto percorria minha  &lt;i&gt;Via Crucis&lt;/i&gt; encontrei um grupo de garotos que ia na direção do mesmo &lt;i&gt;Gólgota&lt;/i&gt; que eu: A escola. Com eles ia meu colega de classe, Gustavo Lider, a quem eu dera dois peixinhos dourados em seu aniversário, na véspera de nosso tormento. Ele parecia, se é que isto era possível, ainda mais abatido que eu, mas nossa cruz era a mesma, uma terrível tortura aplicada, talvez, há séculos: uma prova de matemática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante todas as aulas sofri a angustia da espera, pois quando sabemos que um tormento é certo e inevitável sentimo-no até que chegue. Na última aula começou a crucificação, mas a prova não se mostrou completamente impossível de realizar até chegar a questão de número cinco que aos invés de números continha letras, e quem já ouviu falar em contas com letras? Perguntei então ao Lider:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Qual é a resposta da número cinco?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- A resposta é 42. Respondeu-me e na hora da saída despediu-se dizendo:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Até mais e obrigado pelos peixes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3830839538270215857?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3830839538270215857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3830839538270215857&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3830839538270215857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3830839538270215857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/11/o-outro-lado.html' title='O Outro lado'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-2133975868161268558</id><published>2009-11-07T18:24:00.001-02:00</published><updated>2009-11-07T18:24:31.154-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Fim da Linha</title><content type='html'>Chovia muito naquela noite… o pára-brisa insistia em ficar embaçado.  O limpador ia freneticamente de um lado ao outro. Dentro do carro, havia quatro homens, todos vestindo uniformes azuis de brim, da empreiteira.&lt;br /&gt;- Vai demorar Zé? Essa chuva ta muito forte… - perguntou um deles.&lt;br /&gt;- Já é pra gente ta chegando… - respondeu o motorista.&lt;br /&gt;- Essa serra que não acaba nunca… essa chuva que não para nunca…&lt;br /&gt;- Ta com medo é Pedro?- perguntou o homem ao lado do motorista.&lt;br /&gt;- E você não?!&lt;br /&gt;- Deixa de ser mole homem! Tamo chegando já!&lt;br /&gt;O homem permaneceu em silêncio, vendo as gotinhas correrem por sua janela.&lt;br /&gt;- Que quietude é essa Manuel?- perguntou o motorista.&lt;br /&gt;O outro homem, até então quieto, respondeu:&lt;br /&gt;- Fome… discuti com a patroa antes de sair, nem comi.&lt;br /&gt;- Discutiu por quê?- perguntou o companheiro ao lado.&lt;br /&gt;- Ela não queria que eu viesse junto…&lt;br /&gt;- Oche! E quem vai sustentar teus filhos?!&lt;br /&gt;- Foi isso que eu disse a ela…&lt;br /&gt;Calaram-se mais uma vez, ouvindo o rádio.&lt;br /&gt;            A chuva apertou mais.&lt;br /&gt;            - Ô Zé, não é melhor a gente encostar um pouco? Ta chovendo muito cara!- perguntou o homem ao seu lado.&lt;br /&gt;            - Tamo chegando já Luiz… sério.&lt;br /&gt;            A serra havia se tornado íngreme e de curvas fechadas. O limpador já não dava mais conta.&lt;br /&gt;            Estavam em um trecho particularmente escuro…&lt;br /&gt;            - Ô Zé, para de correr… ta chovendo demais… - pediu Pedro.&lt;br /&gt;            - Baaah… Aí ó, última curv…&lt;br /&gt;            - OLHA O CAMINHÃO ZÉ!- gritou Luis.&lt;br /&gt;            O farol do caminhão iluminou a face aterrorizada dos trabalhadores, por alguns segundos e o grito dos passageiros que viram a morte.&lt;br /&gt;            O choque foi intenso. A frente do veículo ficou destruída. Engolida pelo caminhão. Os carros freando de forma barulhenta atrás. O grito das pessoas nos demais carros, ao olharem o acidente.&lt;br /&gt;Zé viu o mundo rodar, e se viu rodando junto a ele. Com o choque, a cabeça foi lançada violentamente contra o volante. Estava zonzo… não sentia as pernas… os faróis ainda acesos do caminhão iluminavam o interior do veículo. Com dificuldade, mexeu a cabeça a fim de ver se os amigos estavam bem.&lt;br /&gt;Lá estavam, os três companheiros de serviço, mortos. O cinto de segurança ensangüentado pelo sangue que escorria de seus peitos e pescoços. Quais haviam sido cortados pelo cinto de segurança, com o impacto. Permaneciam com a expressão de terror no rosto, a expressão de piedade.&lt;br /&gt;Zé começou a chorar… ironia… o que era para garantir suas vidas terminou por tirá-las. Sentia a consciência indo embora e deixou-se levar. Ouvia as sirenes chegando. Quem sabe tudo não fora só um sonho ruim?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-2133975868161268558?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/2133975868161268558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=2133975868161268558&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2133975868161268558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2133975868161268558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/11/fim-da-linha.html' title='Fim da Linha'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5841857205898899863</id><published>2009-11-05T18:19:00.002-02:00</published><updated>2009-11-05T20:22:59.473-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Porque os humanos existem</title><content type='html'>Ali estava a morte, sem face, com seu capuz negro impondo seu respeito acima de qualquer coisa. Gelando o quarto, destruindo todos os vestígios de luz que por ali haviam passado.&lt;br /&gt;- Há anos vem me chamando mortal. Por que insiste tanto em evocar meu nome?-disse a morte, com sua voz seca, gélida e metalizada.&lt;br /&gt;O homem sentado num pufe ao canto olhou para a figura.&lt;br /&gt;- Porque há anos peço que me leve daqui. - disse&lt;br /&gt;- Não é seu tempo, mortal. Se te levar agora, reencarnará no futuro. Pode ser amanhã ou daqui mil anos, mas reencarnará.&lt;br /&gt;- Tenho esperanças que levará muito tempo para isso.&lt;br /&gt;O olhar do homem era desolado e impassível.&lt;br /&gt;- Dê-me um bom motivo para que eu interrompa sua vida. Por que quer tanto morrer? Por que vai contra todos os outros, que de mim insistem tentar escapar?&lt;br /&gt;- Porque os humanos existem.&lt;br /&gt;A morte parou por um momento, de certa forma espantada.&lt;br /&gt;- Cabível. Vindo de um mortal…&lt;br /&gt;A foice certeira da morte partiu a alma do homem em duas. O corpo se tornou um oco, sem vida. Vidrado e ainda impassível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5841857205898899863?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5841857205898899863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5841857205898899863&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5841857205898899863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5841857205898899863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/11/porque-os-humanos-existem.html' title='Porque os humanos existem'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5916568928726703346</id><published>2009-10-23T19:30:00.000-02:00</published><updated>2009-10-23T19:31:24.920-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Coma</title><content type='html'>Subiu por fim o último degrau. Fraca e cansada, na tentativa de abrir a porta, terminou por se apoiar na maçaneta. Bateu na madeira maciça.&lt;br /&gt;            - Me tira daqui… por favor… - disse com a voz fraca.&lt;br /&gt;            A luz do cômodo atrás da porta estava acesa. Via-se pela fresta embaixo. Bateu mais uma vez&lt;br /&gt;            - Por favor…&lt;br /&gt;            A porta se abriu, fazendo com que perdesse o apoio e caísse. Sentiu novamente aquele cheiro de folhas secas. A luz se apagou, dando lugar a uma iluminação natural, com ar de dia de chuva. Via-se novamente em frente ao abismo. Levantou-se chorando.&lt;br /&gt;            - Por quê?! Eu quero sair daqui!- gritou olhando para as dezenas de cadáveres de sua filha que se amontoavam atrás de si. Alguns novos, alguns mais putrefatos, mas, todos iguais.&lt;br /&gt;            Havia permanecido ali todas as vezes que a porta havia se aberto. Mas, dessa vez não. Respirou fundo. Não sabia de nada. O porquê estava ali, onde estava e o que havia acontecido. Só sabia que fazia muito tempo e que já não suportava mais viver (se é que estava viva) com cadáveres de sua filha.&lt;br /&gt;            Pisou no vazio negro do abismo. E não caiu. Os dois pés acima, no nada. Olhou intrigada. Devia estar louca… era isso… aquilo era a loucura.&lt;br /&gt;            - Mas será que nem morrer eu posso?!- gritou entre lágrimas. Também não havia eco.&lt;br /&gt;            Desesperada, correu até a outra beira do abismo. Correu além de tudo. Mas da outra beirada não passou. Simplesmente havia algo que impedia sua passagem. Bateu com as mãos. Esmurrou a parede invisível, infinitas vezes. Encostou o ouvido de forma instintiva. Ouvia... uma espécie de “bipes”. O que havia ali? Por que não podia passar?!Voltou a chorar angustiada. Queria chegar ao outro lado. Algo dizia que ali atrás havia finalmente algo bom. Chorava inconformada. Acabou desistindo. Só restava voltar de onde havia saído.&lt;br /&gt;Caminhava arrastando os pés. Passou novamente sobre o vazio. Apesar da infinita tristeza, do desespero, parou por um momento. Aquela região, aquela ponte invisível que a sustentava sobre o abismo, tal como a parede que não a deixara passar, era estranha. Era mais gelada. Dotada de uma brisa que vinha por baixo, como um sopro. E também a enfraquecia lhe dava sono. Conforme sua permanência, o “chão” se tornava aparentemente mais flexível, como lycra pressionada. Voltou a caminhar, os passos agora haviam se tornado pesados, o caminhar denso. Mesmo assim continuou. Sua intuição dizia que ali não era um bom lugar. Que era o oposto do “além” da parede invisível.&lt;br /&gt;            Respirava com dificuldade... a porta parecia mais longe a cada segundo. Começava a ficar zonza. Com muito custo chegou à outra margem. Ofegante pelo esforço, desceu com dificuldade as escadas que a pouco havia subido.&lt;br /&gt;            Chegou a tempo de ver outra “filha zumbi” chegar e, tal como as outras, deitar-se a um canto, fechando os olhos para nunca mais abri-los.&lt;br /&gt;            A porta se fechou com um baque seco.&lt;br /&gt;            Voltou ao seu canto de angústia, frio. Sentia-se presa em um pesadelo, presa em si mesma.&lt;br /&gt; *************************************&lt;br /&gt;            - Nada doutor? – perguntou a avó&lt;br /&gt;            - Hoje particularmente, houve um quadro curioso. A pouco, ela apresentou atividade cerebral um pouco mais intensa e, logo após, uma baixa significativa dos sinais vitais. Mobilizávamos a equipe quando ela retornou ao coma profundo.&lt;br /&gt;            - Três anos já… Ela sofre tanto, pobrezinha.&lt;br /&gt;Médico e avó olharam então para a garotinha que, com suas mãos frias pela dor segurava a da mãe acamada e inconsciente, na cama do hospital.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5916568928726703346?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5916568928726703346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5916568928726703346&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5916568928726703346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5916568928726703346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/10/coma.html' title='Coma'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-700806237820934158</id><published>2009-10-08T23:12:00.000-03:00</published><updated>2009-10-08T23:13:22.204-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Chapéuzinho Negro</title><content type='html'>A capa negra tinha a barra suja por arrastar na lama do bosque. Alguns locais estavam esfarrapados, por ter se enroscado em alguns galhos pelo caminho. Parou em uma clareira, respirou fundo o ar gélido da madrugada. Apoiou a cesta em uma pedra e ajeitou o capuz. Olhou a lua prata, gorda e brilhante no céu, rodeada pelas estrelas. Sentou-se um pouco, ao lado da cesta. Sentia algo escorrer em seu rosto. Passou a mão.&lt;br /&gt;Havia se arranhado provavelmente em algum galho e agora, o rosto sangrava. Limpou a mão suja nas vestes. E voltou a meditar. A respiração formava nuvenzinhas.&lt;br /&gt;Passado alguns minutos, ouviu passos descompassados. Estalavam as folhas.&lt;br /&gt;Curiosa, esticou o pescoço e olhou dentre as arvores. Como previu, um par de olhos âmbar lampejavam ali. E se aproximavam. Logo, o perfil da criatura pode ser vista.&lt;br /&gt;Trajava um, sobretudo bonito, bordô aveludado, com calças de linho preto. A gola engomada da camisa saia por entre a do, sobretudo contrastando com o lenço de cetim verde.&lt;br /&gt;O luar o deixava alvo. Tinha os lábios rubros. As mãos eram peludas e as unhas longas e amarelas como as de um gavião. A orelha pontiaguda e os cabelos castanhos e longos.&lt;br /&gt;Por fim, parando em frente a ela, falou:&lt;br /&gt;- Já não passa das horas de tão nobre moça estar neste bosque?&lt;br /&gt;Sorriu e mostrando dentes pontiagudos, longos e afiados.&lt;br /&gt;- Vou levar estes doces a minha avó. - disse a garota mostrando-lhe a cesta.&lt;br /&gt;- Hum… porque a donzela não me acompanha para um volta no bosque?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;A menina se levantou e caminhou até o homem, dando-lhe o braço.&lt;br /&gt;- Belo luar, não acha?-falou o rapaz enquanto se embrenhavam pelo bosque.&lt;br /&gt;- De fato, muito bonito.&lt;br /&gt;- Tão bonito quanto você.&lt;br /&gt;- Muita bondade de sua parte. –disse a menina sorrindo.&lt;br /&gt;Andaram por mais alguns metros em silêncio até que o rapaz parou. A jovem ficou de frente a ele mirando-o por um segundo.&lt;br /&gt;- Que olhos grandes você tem.&lt;br /&gt;-  É para contemplar melhor de sua beleza, querida.&lt;br /&gt;A menina então pôs a mão na cintura.&lt;br /&gt;- E que orelhas grandes você tem.&lt;br /&gt;- É para ouvir o doce som de sua voz melhor, meu amor.&lt;br /&gt;Por fim a garota se aproximou e disse:&lt;br /&gt;- E que dentes grandes o senhor tem!&lt;br /&gt;- É PARA DEGUSTAR MELHOR DE SUA CARNE MEU BEM!&lt;br /&gt;O lobisomem na garota avançou que, ágil e premeditada, tirou a adaga de prata de suas vestes e cravou-a no tórax da criatura, cortando-lhe até o pescoço. O lobo uivou longa e penetrantemente.&lt;br /&gt;- E essa adaga é para te estripar melhor meu bem!&lt;br /&gt;O lobo uivou uma última vez. A menina, segura de seu feito, abaixou-se e retomou sua adaga, agora ensangüentada. Limpou-a nas vestes negras e imundas e a guardou novamente. Olhou uma última para o corpo no chão. Deu um sorriso, pegou sua cesta. Arrumou mais uma vez o capuz e retomou seu caminho, cantando:&lt;br /&gt;- “Pela estrada a fora eu vou bem sozinha levar esses doces para vovozinha...”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-700806237820934158?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/700806237820934158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=700806237820934158&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/700806237820934158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/700806237820934158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/10/chapeuzinho-negro.html' title='Chapéuzinho Negro'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5898586238635091176</id><published>2009-10-02T11:36:00.000-03:00</published><updated>2009-10-02T11:40:09.391-03:00</updated><title type='text'>Música</title><content type='html'>É inevitável, a música me envolve em seu abraço, irresistível, tomo o teclado como amigo e começo a digitar, palavras surgem em minha mente como gostas de chuva, com direito a trovoadas e vendavais.&lt;br /&gt;Como é divino escrever, como é belo transcrever para a tela o que penso nesse instante, o desejo de que você leia este texto, o desejo de que entenda que tudo isso é puramente seu.&lt;br /&gt;Meu coração se enche com as lamentações da melodia, os sons diversos que foram unidos em um para enfim tornar tudo eterno em sua pureza e plenitude.&lt;br /&gt;Querer entender a complexidade de cada nota é demais para ouvidos destreinados como os meus, destreinados, mas que se deixa abalar por cada tom, por cada instrumento melodioso que faz seu som ecoar até o interior de meu coração.&lt;br /&gt;Voz, como a voz pode levar-me para tão longe, para lugares inimagináveis a vis consciências. Posso ver, a ilha ao longe, cercada por uma imensidão de água, tudo vejo por conta da música que continua a tocar.&lt;br /&gt;Não preciso mais que isso: uma boa música, um pouco de ar para respirar e um lugar para enfim escrever.&lt;br /&gt;Posso ver, nós dois nesta ilha, sorridentes e contentes, com o sol a nos iluminar, a água tranqüila com uma leve ondulação causado pela brisa que nos alimenta de puras sensações. Cresce sim o desejo de sua companhia, como seria bom que este sonho lúcido fosse mesmo mais que um sonho.&lt;br /&gt;Ao m eu redor tudo desaparece, me sinto em meu quarto, deitado sobre minha confortável cama. A musica ainda a me preencher, doce melodia, doce som, doce canção, voz suave que transmite sentimentos que tento a todo custo transcrever neste texto.&lt;br /&gt;Ah se eu pudesse te transmitir tudo isso com demonstrações, você certamente já estaria toda arrepiada, estaríamos embalados em uma dança, num cenário de luz central onde, nós estaríamos no centro do palco, o único som seria o da musica, do seu coração pulsando com meu coração; nada mais importaria, seria mesmo um momento de pura felicidade.&lt;br /&gt;Espero, sim espero que este dia chegue por fim e que eu possa te dedicar meu amor, não apenas falar palavras tão vazias; logo, aguardo, serei seu nessa doce melodia, amada minha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5898586238635091176?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5898586238635091176/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5898586238635091176&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5898586238635091176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5898586238635091176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/10/musica.html' title='Música'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-8782641276633941881</id><published>2009-09-28T00:15:00.004-03:00</published><updated>2009-09-28T00:17:53.421-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Família'/><title type='text'>A última dose.</title><content type='html'>&lt;div&gt;Houve uma época, muitos e muitos anos atrás, quando eu ainda acreditava em todas as pessoas, e achava que todos eram bons e ficava sentado na soleira da porta, esperando por meu pai. Ele sempre trabalhou muito, mas o que nos mantinha afastados não era o trabalho, era algo mais poderoso, que mesmo o amor de seus três filhos (Minha irmã, eu e meu irmão) não pode vencer. O que mantinha-nos afastados era o Bar, contra o qual nunca pude concorrer.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Meu pai saia do trabalho as 16:00h, ia direto para o bar, ficava lá até as 17:30, vinha para casa completamente embriagado, parecia odiar a si mesmo, a mulher e os filhos. Certa vez ele nos bateu (em mim e em meus irmãos) sem qualquer motivo. Sempre esperei meu pai na soleira da porta, jamais ele veio, sempre passava por mim era aquele homem do bar, trôpego, agressivo, e mau. Para compensar sua ausência meu pai dava dinheiro, não que fosse muito, mas sempre tive o que queria, exceto meu pai, este era propriedade exclusiva do bar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Passaram infância e adolescência, virei homem e comecei a cuidar de minha própria vida, não o esperava mais na porta, sabia que não viria, desisti. É claro que nunca ter conhecido meu pai trouxe-me consequências terríveis, em primeiro lugar o único modelo masculino que eu tinha a minha disposição era um bêbado, o que, deve-se convir, não é o melhor exemplo para a formação do carater de ninguém; em segundo lugar eu tive que aprender muita coisa no mundão, o que com certeza, embora seja eficaz, não é nada seguro e, por fim, perdi o amor, que tive, por meu pai.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quero deixar bem claro que eu não o odeio, pois se odiasse implicaria em me importar com seu destino; este homem simplesmente não significa para mim mais que um desconhecido por quem eu passo na rua. É exatamente isso, meu genitor não provoca em mim maior simpatia que o tiozinho que passa em frente do meu trabalho vendendo sorvete, embora o tiozinho do sorvete costumeiramente me dê atenção quando falo e seja muito mais gentil.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Daqui alguns anos, depois que meu pai tomar a última dose, ele vai chegar em casa que estará toda apagada, acenderá a luz e procurará por sua família, então, se lembrará que os filhos o deixaram, a mulher o abandonou e que restou-lhe somente o bar. Quem sabe, então, ele seja finalmente feliz. Se me ligar e perguntar, onde estou, se não quero estar com ele, responderei:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Talvez você devesse buscar no bar, que foi sempre sua prioridade, algum alento para sua solidão.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;---&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;hr /&gt;*Faz tempo que eu não posto, resolvi por uma coisa um pouco mais pessoal dessa vez...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-8782641276633941881?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/8782641276633941881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=8782641276633941881&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8782641276633941881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8782641276633941881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/09/ultima-dose.html' title='A última dose.'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3451938846178059332</id><published>2009-09-26T12:51:00.001-03:00</published><updated>2010-02-04T10:22:02.246-02:00</updated><title type='text'>Amor?</title><content type='html'>E lá estava ele, no alto do monte com olhos apontados para o céu como se fizesse uma oração, em sua mão estava à espada, aquela que usaria para a vitória atingir. Trajava uma capa azul escura, uma armadura dourada. Deu um grito e correu montanha a baixo, não teve medo, não tropeçou nem quis voltar. Sentiu o poder percorrer o corpo, mirou seu inimigo e preparou. Empunhando sua espada com as duas mãos, pronto para o golpe final.&lt;br /&gt;O inimigo corria ao seu encontro montanha acima, sentiu seus olhos arderem como fogo e viu os olhos do inimigo vermelho como o sangue de suas nobres vitima. Sentiu o vento cortar o corpo com suas finas laminas, mas, não parou, seguia sem medo da besta que logo atingiria.&lt;br /&gt;Uma espada estava embebida em água purificada e abençoada, era de prata pura, forjada há milênios atrás, usada como espada justiceira que castigava os impuros e injustos com sua lamina letal. Mandaria esta fera para o inferno definitivamente.&lt;br /&gt;Saltou para cima da besta de olhos de sangue assim como ela pulou sobre ele, sentiu a espada atingir um ponto, abraçou a fera e disse ao seu ouvido: “Seus olhos se apagarão assim como fez com todos aqueles, a vitória será dos justos”.&lt;br /&gt;Os olhos da besta se apagaram e ela disse uma ultima palavra antes do seu corpo virar pó negro e fétido: “Tu é um de nós, assim como nós, matara por prazer os humanos que hoje diz proteger”.&lt;br /&gt;Ele podia sentir o mau cheiro deixado pela besta invadir suas narinas. Mas, nada sentiu, sabia que era verdade, era um vampiro também, mas isso não queria dizer que mataria como outros de sua linhagem.&lt;br /&gt;Guardou sua espada e desceu ao pé da montanha onde, encontrou-a, sua amada, esperando sorridente. Beijou-a e foram embora com a certeza que o inimigo estava finalmente destruído.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3451938846178059332?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3451938846178059332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3451938846178059332&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3451938846178059332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3451938846178059332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/09/amor.html' title='Amor?'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-1895839224492744994</id><published>2009-09-26T12:10:00.003-03:00</published><updated>2009-09-26T12:23:24.335-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Traços Rubros</title><content type='html'>- Uau! É o quadro mais lindo que já vi em minha vida! O jeito com que você manejou os tons de vermelho... aliás, é de um vermelho tão intenso.&lt;br /&gt;- Bondade sua, senhora.- falou tímido, o pintor.&lt;br /&gt;- Sério, estou encantada rapaz! Sem dúvida o quadro mais belo desta mostra!&lt;br /&gt;A mulher contemplava maravilhada a paisagem na tela. Uma jovem seminua se mostrava de costas. A longa cabeleira ondulada caia-lhe pelas costas. Segurava nos ombros um fino véu que os anjos estavam por tirar. Não havia plano de fundo. Somente a beleza da jovem e dos anjos.&lt;br /&gt;- Acabei de pinta-lo. - disse o artista sorrindo.&lt;br /&gt;- Ah é?! -perguntou a senhora, espantada.&lt;br /&gt;- Sim. Por que não o toca?&lt;br /&gt;- E estragar a pintura?!&lt;br /&gt;- Imagine! Sinta a textura da tinta...&lt;br /&gt;O artista delicadamente pegou a mão da mulher e a tocou em uma das asas de um dos anjos.&lt;br /&gt;- É uma tinta tão... diferente. Cheira a ferro.- disse a mulher, cheirando-a.&lt;br /&gt;- Sou eu quem a produz.&lt;br /&gt;- Uau! Rapaz, você tem um futuro promissor! Você reúne todos as características de um bom artista! Requinte, inovação, delicadeza...&lt;br /&gt;- Desse modo, a senhora me encabula.&lt;br /&gt;- Deixe de ser bobo! Adorei seu trabalho.&lt;br /&gt;- Façamos o seguinte: por que não passa em meu estúdio nessa segunda e acompanha meu novo trabalho?- disse o pintor, entregando um cartão pessoal.&lt;br /&gt;- Será uma honra!&lt;br /&gt;- Pode comparecer em qualquer horário, certo?&lt;br /&gt;- Pois irei! Muito obrigada pela oportunidade.&lt;br /&gt;- É uma honra.&lt;br /&gt;**************&lt;br /&gt;- Não acha que ficou lindo?!- perguntou o homem realizado à mulher após dar a última pincelada. Fraca e pálida, a mulher muniu-se de suas últimas forças e olhou para a tela, onde viu seu corpo nu pintado com seu próprio sangue.&lt;br /&gt;- Ficou lindo, meu anjo.- disse com a voz fraca e depois, desmaiou.&lt;br /&gt;Delicadamente, o artista pegou-a no colo e pôs na cama, aplicando-lhe soro.&lt;br /&gt;- Vai ficar bem... as outras ficaram.- disse acariciando o rosto da mulher.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-1895839224492744994?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/1895839224492744994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=1895839224492744994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1895839224492744994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1895839224492744994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/09/uau-e-o-quadro-mais-lindo-que-ja-vi-em.html' title='Traços Rubros'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-8686849684497270139</id><published>2009-09-14T15:32:00.001-03:00</published><updated>2009-09-14T15:33:02.488-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relato'/><title type='text'>A Animadora</title><content type='html'>Eu era o mal. O mal sempre fui. Ele me habitava e dele eu me servia. Era minha fonte de poder, meu eterno amante, por qual me encantava. Minha acidez corroía as entranhas do bem que começou como um joguete meu e se transformou em algo real e convicto pelas mãos humanas e fracas. Sendo obra minha, a mim sempre se rendia. Eu pisei por todos, converti anjos em demônios, provoquei a morte a destruição, fiz lágrimas, fiz dor, fiz fome, fiz feridas. Fiz injustiça e fiz a mesma ser justa. Sou mais que o Deus que imaginaram, mais que o demônio qual temiam, mais forte que os heróis que criaram, mais velha que o chão que pisam.&lt;br /&gt;Fiz do mundo um jogo de marionetes, um grande palco no qual me divertia, no qual ria, em que me vestia de gentil e depois me mostrava trevas. Fiz de homens comuns ditadores, escolhi os mais fortes, sou a seleção natural das espécies. Eram meus enviados, homens de brilho que eram subestimados.&lt;br /&gt;Fiz dos bons líderes e exemplos mas, da vida deles fiz sofrimento, fiz dor e psicológicos fracos encararam sua medíocre resistência como um ato de bravura e de fibra.&lt;br /&gt;Eu fiz o bom se passar de mal e continuar sendo visto como bom. Eu acendi as fogueiras da Santa Inquisição, eu ri da agonia dos inocentes, eu transformei os inocentes em culpados. Eu joguei as lágrimas nas faces e provi alguns de chorar.&lt;br /&gt;Joguei os psicopatas na sociedade, a loucura, a debilidade e as pessoas se encantaram com os mesmo. O sadismo humano que eu implantei.&lt;br /&gt;Criei as dores do parto, as dores da fertilidade, a incapacidade de alguns, o incotentamento de outros para que sofressem para perpetuar a própria raça.&lt;br /&gt;Criei os brancos, os negros e todas as outras raças para que, a mania de liderança que criei, fosse ativada, para que brigassem pela superioridade.&lt;br /&gt;Eu dei inteligência para o bem e muito mais para o mal. A penicilina foi descoberta e a bomba atômica construída.&lt;br /&gt;Mas como uma criança mimada, eu cansei desse jogo. Todos se tornaram padronizados demais e um fim bem doloroso eu criei. A raça se auto destruiu pela teimosia e ignorância que inventei.&lt;br /&gt;Eu fiz do caráter e da personalidade, a mais poderosa arma de destruição em massa. E dela surgiu a morte. Em meu palco azul o espetáculo terminou. Não tardarei a encontrar algo que me distraia.&lt;br /&gt;E quem sou eu? Eu sou a autora do passado presente e futuro. Eu ninei os filhos e os matei. Eu sou o destino. O começo, o meio e o fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-8686849684497270139?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/8686849684497270139/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=8686849684497270139&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8686849684497270139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8686849684497270139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/09/animadora.html' title='A Animadora'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-360619882511225071</id><published>2009-09-11T21:00:00.000-03:00</published><updated>2009-09-11T21:00:00.331-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><title type='text'>Festa a Fantasia</title><content type='html'>John apanhou as chaves do carro e se despediu com um: “Estou indo”. Estava trajando uma roupa no estilo medieval com uma bainha na cintura, uma fantasia de príncipe medieval.&lt;br /&gt;Combinou com Anne, sua bela namorada, que iria buscá-la em sua casa para a tão esperada “Festa a Fantasia”.&lt;br /&gt;Entrou no carro, colocou para tocar uma musica, “Don't You Cry do Kamelot”, saiu calmamente parando apenas em um semáforo a meio caminho. Eram seis e meia da noite, a lua não estava no céu, a previsão do tempo dizia que haveria chuva aquela noite, mas algo para mais tarde.&lt;br /&gt;O sinal ficou verde e avançou tranqüilo pelas ruas; parou o carro em frente a casa de Anne, desceu e chamou por ela. Foi recebido pela mãe dela:&lt;br /&gt;_Entre, ela esta terminando de se arrumar. – dona Clara era uma mulher sorridente, tinha seus 40 anos, mas, aparentava 30 anos no máximo.&lt;br /&gt;John entrou, caminhou a te a sala e sentou-se no sofá e ficou assistindo TV com dona Clara.Viam o noticiário das seis:&lt;br /&gt;“O carro caiu da ponte, testemunhas dizem que estava descontrolado”.&lt;br /&gt;O repórter filmava caminhava pelo local enquanto o cameraman filmava os detalhes.&lt;br /&gt;_Essa não é a ponte da Rua Seis? – dona Clara perguntou espantada.&lt;br /&gt;_É sim – respondeu John um pouco assustado, teria que passar pela ponte para ir à festa – Vou ter que arrumar um outro caminho menos congestionado.&lt;br /&gt;_Terá sim. – respondeu Clara – aceita um suco enquanto Anne se arruma?&lt;br /&gt;_Aceito sim – John já sabia que sua namorada demoraria muito mais, era costume dela demorar horas para se arrumar. – Obrigado.&lt;br /&gt;Dona Clara trouxe uma jarra de suco de laranja e um copo, serviu John e colocou no copo uma pedra de gelo.&lt;br /&gt;Pouco menos de meia hora depois Anne descia as escadas, usava uma roupa de “Branca de Neve”, estava linda, sensual. Anne era baixa, de belos cabelos lisos e negros, pele naturalmente branca.&lt;br /&gt;John caminhou até o pé da escada, estendeu a mão para sua amada e beijou-a os lábios suavemente.&lt;br /&gt;_Está linda, meu amor – John parecia abobado, enfeitiçado.&lt;br /&gt;_Você também está muito bonito, meu amor – Anne abraçou seu amado e beijou-o novamente.&lt;br /&gt;Seu coração palpitava, ansiava por esta festa, seria a primeira festa que iam juntos.&lt;br /&gt;Ele, como um cavaleiro que se preze, abriu a porta do carro para que ela adentrasse, ele, dando a volta, entrou pelo lado do motorista e em menos de um minuto estavam pela rua indo em direção ao local da festa.&lt;br /&gt;Chegaram sem nenhum problema. Encontraram alguns amigos e se juntaram a eles. Amanda, melhor amiga de Anne estava fantasiada de Lollita, um estilo gótico oriental, seu namorado, August e, também amigo de John, fantasiava-se de vampiro.&lt;br /&gt;Entraram na festa juntos, a música já tocava; Psy era o estilo, o DJ agitava a todos com seu grito:&lt;br /&gt;_Vamos dançar!&lt;br /&gt;John, Anne, Amanda e August sentaram-se em uma mesa e pediram bebidas, aguardavam uma musica que pudesse ser dançada em casal.&lt;br /&gt;A música veio, era bela, podia-se usar passos do bolero. John se levantou, posicionou-se frente a Anne, estendeu-lhe a mão direita e disse suavemente:&lt;br /&gt;_Bela senhorita, concede-me a honra desta dança?&lt;br /&gt;Mas, antes que ela pudesse responder, uma explosão veio do outro lado do salão, uma fumaça fétida percorreu o salão e gritos de horror encheram o local. John abraçou Anne em proteção, agarrou-a e correram para fora. Outra explosão, John olhou para o alto e viu o teto começar a ceder. Correu com Anne, correu desesperado para a saída.&lt;br /&gt; A porta estava abarrotada de gente, não havia como passar, virou uma confusão, gente se empurrando, acotovelando, gritos e choros. Ouviram um barulho alto, não era outra explosão, era a estrutura metálica do teto que sedia.&lt;br /&gt;John abraçou Anne, beijou-lhe os lábios e disse em seu ouvido:&lt;br /&gt;_Estou aqui, vou te proteger.&lt;br /&gt;Ao dizer isso, viu do alto uma parte do teto caindo, empurrou sua amada para longe e tentou se esquivar; em vão. Um bloco do teto caiu sobre John, desmaiou.&lt;br /&gt;Despertou com fortes dores na cabeça, sua nuca latejava, sangrava, via tudo turvo. Sentiu uma mão macia acariciar a sua. Reconheceu o rosto de Anne ainda com a visão embaçada.&lt;br /&gt;_Onde estou? – falou rouco – O que aconteceu? Que dor é essa em minha cabeça?&lt;br /&gt;_Você está no hospital amor, o teto desabou e você me salvou. Infelizmente você não conseguiu sair a tempo e o bloco caiu em você. – Anne falava calmamente, sua voz estava tremida, parecia ter chorado por horas.&lt;br /&gt;_Mas – sentia uma dor quando falava, sua cabeça parecia que explodiria a qualquer momento – como você esta, meu amor?&lt;br /&gt;_Estou bem e tenho que te agradecer – Anne não agüentou e lágrimas escorriam por sua face. – Obrigada.&lt;br /&gt;_Não, não agradeça. – John sorria – Eu te amo.&lt;br /&gt;Ao dizer isso, a maquina ao lado que media os batimentos cardíacos fez um “pí” continuo. Anne se debruçou sobre o corpo morto de John e chorou, chorou até mesmo quando a forçaram a sair de cima dele, chorou quando tentaram fazê-lo despertar com choques, chorou quando o declaram morto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-360619882511225071?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/360619882511225071/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=360619882511225071&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/360619882511225071'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/360619882511225071'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/09/festa-fantasia.html' title='Festa a Fantasia'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-38108667500218611</id><published>2009-09-11T09:36:00.003-03:00</published><updated>2009-09-11T10:38:59.030-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='assassinato'/><title type='text'>Justiça dos Homens</title><content type='html'>&lt;p&gt; O delegado abriu a porta de seu escritório. Olhou para a moça que estava de costas relaxadamente sentada na cadeira giratória a frente de sua mesa e disse:&lt;br /&gt;- Você conseguiu causar o furor da mídia garota.&lt;br /&gt;Bianca riu e virou a cadeira de modo a ficar de frente com o delegado.&lt;br /&gt;- Dois são os defeitos cruciais de alguns de nós seres humanos: primeiro: nos preocupamos demais com a vida alheia. Segundo: Nos escandalizamos demais com pouca coisa. O delegado a olhou por um momento, inexpressivo.&lt;br /&gt;- Acha mesmo que matar seus pais foi "pouca coisa".&lt;br /&gt;- Pouca coisa é, o que eles eram para mim.&lt;br /&gt;- Mario, você está tomando nota do que estamos conversando certo?!- perguntou o delegado ao homem no canto da sala.&lt;br /&gt;- Sim senhor.&lt;br /&gt;- Ótimo. Não sente remorso garota?&lt;br /&gt;- Nem um pouco. - respondeu Bianca com desdém. Seu ar era de pouco caso, como se tudo naquele lugar a entediasse.&lt;br /&gt;- Já disse que, nunca foram merecedores de serem meus pais.&lt;br /&gt;- E por que diz isso?&lt;br /&gt;- Passaram metade da vida sendo pisoteados por outras pessoas... eu mostrando que a realidade não era todo o "bem" que eles viam. Chegou uma hora em que, desisti de mostrar isso a eles. E continuaram a ser humilhados. E eu ria, ah, como eu ria.&lt;br /&gt;- E por que os matou?&lt;br /&gt;Bianca respirou fundo. Balançava a cadeira de um lado para o outro enquanto admirava suas próprias unhas.&lt;br /&gt;- Chegou uma hora em que, perceberam que eu estava financeiramente melhor a eles. Sempre que algo faltava em nossa casa era eu que socorria e comprava...&lt;br /&gt;- Você morava na mesma casa que eles?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- E você não trabalhava?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- E, tirava o dinheiro de onde?&lt;br /&gt;- Pois foi justamente isso que começaram a me questionar. De onde surgia meu dinheiro.&lt;br /&gt;- E então...&lt;br /&gt;- Bom, bons contatos fazem a vida de uma pessoa. Eu trabalhava a noite como acompanhante de alguns empresários, se é que o senhor me entende. Frequentei os melhores hotéis e coquetéis da cidade sem gastar um tostão se quer. E, disso, tirando meu dinheiro. Acredite senhor delegado: eles pagam muito bem.&lt;br /&gt;- E, presumo que seus pais disso não sabiam.&lt;br /&gt;- Exatamente.&lt;br /&gt;- E dizia o que a eles, quando saia para as festas?&lt;br /&gt;- O que o senhor acabou de me perguntar. Que estava indo a uma festa.&lt;br /&gt;- E não se espantavam com a frequência dessas festas? - Eles sabiam que eu mentia! Só não sabiam no que consistia a mentira. Insistiam, mas eu jamais contava. - E por que não contava a eles?&lt;br /&gt;- Ah vamos, vai me dizer que gostaria de ver sua filha nisso? Saía fora da linha de "padrões de moral e princípios" dos meus pais.&lt;br /&gt;- Mas, creio que nessa madrugada eles descobriram.&lt;br /&gt;- Sim, me infernaram tanto que contei. Quase me bateram. O sermão foi insuportável. E, dessa vez, haviam tomado um atitude, me colocariam para fora de casa.&lt;br /&gt;- E por isso os matou?&lt;br /&gt;- E por isso os matei.&lt;br /&gt;- Somente por isso?&lt;br /&gt;- Obviamente que não. Eu já não aguentava mais a "sessão interrogatório" diária. Já estava no limite do auto-controle.&lt;br /&gt;- E como o fez? Como os matou?&lt;br /&gt;- O senhor é o delegado.O senhor viu a cena do crime.&lt;br /&gt;- Mas não vi o ato. Descreva-o.&lt;br /&gt;Bianca suspirou impaciente.&lt;br /&gt;- Eu cheguei em casa era umas quatro da manhã mais ou menos. Entrei normalmente e, para minha surpresa, lá estavam os dois, sentados no sofá me esperando. As minhas malas prontas do lado. Eu teria passado reto por eles, se não fossem as malas. Eu não queria deixar minha casa, minha vida era fácil lá. Me cobraram explicações, de onde estava. Eu usei a velha desculpa do:"fui a uma festa". Eles então disseram que eu parasse de mentir e abrisse o jogo do contrário, seria expulsa de minha própria casa. Disse eu que nada havia a dizer a eles. Minha mãe enfezada, veio até mim e tirou minha carteira de minhas mãos. Nela havia todo o meu pagamento, daquela noite. Recebo em dólares. Quando ela os viu, percebi que não havia mais o que esconder. Contei-lhes tudo. Achei que, fossem deixar que eu permanecesse na casa , afinal de contas, eu havia lhes contado tudo. Mas, pelo contrário. Se ergueram em fúria pra cima de mim, dizendo que não eram mais meus pais e que eu saísse de casa. Bem: se não são meus pais, filha deles que não sou. Eram 26 anos de raiva e inconformidade contidas. O senhor não deve ter noção do que é isso. Corri até a cozinha e peguei a grande faca de churrasco de meu pai. Eles vieram atrás de mim, como previ. Pelo óbvio, meu pai veio para cima de mim para me conter. Ele era o homem da casa afinal. Cravei a faca em seu tórax fazendo questão de girá-la. Puxei-a e o esfaqueei mais uma vez. E mais uma. Queria deixar que ele agonizasse um pouco.&lt;br /&gt;Bianca contava a história com extrema frieza e descaso. Pouco se importava com qualquer coisa. Chegava a sentir prazer quanto o seu ato.&lt;br /&gt;- E depois?- perguntou o delegado.&lt;br /&gt;- Fui até a minha mãe e repeti o processo. Ela tentou em vão lutar comigo. Fui mais rápida. Da mesma forma a deixei agonizando. Queria que um visse o sofrimento do outro até o último minuto. Obviamente que tudo o que fiz não foi nada silencioso. Eu havia deixado a porta aberta ao entrar no apartamento e meus vizinhos, ouvindo a gritaria, foram ver o que se passava. Repito,dois são os defeitos cruciais de alguns de nós seres humanos: primeiro: nos preocupamos demais com a vida alheia. Segundo: Nos escandalizamos demais com pouca coisa. Gritaram, deram escândalo, mandaram que me segurassem. Eu nem ao menos tentei fugir! Eis que chamaram a polícia e cá estou eu.&lt;br /&gt;- Por que não tentou fugir?&lt;br /&gt;- Pra que? Pra ficar correndo por aí? Prefiro pagar pena, não fazer nada por anos. Depois saio e volto ao meu trabalho. Simples assim.&lt;br /&gt;Maurício bebeu um copo de água. Olhou para a garota e disse:&lt;br /&gt;- Você está presa até segunda ordem. Será julgada e sua pena será...&lt;br /&gt;Bianca desatou a rir, como seu houvesse ouvido a melhor das piadas.&lt;br /&gt;- Qual o motivo da risada?&lt;br /&gt;- Acha mesmo que vou ficar aqui?! Eu estava brincando com o que te falei ali seu bobinho. Meus clientes são empresários RI-COS. Não querem que de algum modo suas fichas sujem. Não demorará e algum aparecerá com um dos melhores advogados do Brasil para me defender. Sei me dar bem quando quero. Maurício a mirou por longos segundos.&lt;br /&gt;- Você é uma sujeitinha nojenta.&lt;br /&gt;Bianca riu gostosamente.&lt;br /&gt;- Não me afetou. - respondeu ela.&lt;br /&gt;- Nem a mim.- abriu a porta. - Levem-na para a cela!- gritou ao guarda&lt;br /&gt;Três guardas vieram. Bianca levantou-se calmamente da cadeira e ofereceu os braços para que a algemassem. Os dois guardas a preparavam enquanto um terceiro a esperava na porta. Maurício se aproximou desse e cochichou:&lt;br /&gt;- Duas gotinhas no suco, são mais que o suficiente okay?&lt;br /&gt;O guarda assentiu com a cabeça. Maurício se afastou para deixa Bianca passar.&lt;br /&gt;- Tchau docinho! -falou ela.&lt;br /&gt;- Até.&lt;br /&gt;**********************&lt;br /&gt;Maurício olhava para Bianca estendida em sua cela, fria, morta, pálida.&lt;br /&gt;- Duas gotinhas? - perguntou ao guarda.&lt;br /&gt;- Duas gotinhas.- assentiu ele.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-38108667500218611?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/38108667500218611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=38108667500218611&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/38108667500218611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/38108667500218611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/09/justica-dos-homens.html' title='Justiça dos Homens'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5019148472087623630</id><published>2009-09-09T19:52:00.003-03:00</published><updated>2009-09-09T19:55:48.398-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dedicatória'/><title type='text'>Homenagem a Caroline(nossa escritora favorita)</title><content type='html'>Uma homenagem a Caroline, nossa escritora favorita:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho da Carol não chora quando ta com fome, ele ordena a dar alimento a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papai Noel existia até esquecer o presente que Carol havia pedido de presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia Michael Schumacher desafiou Carol para 1 racha. Schumi foi com sua Ferrari , e Carol com o seu trator. Três dias depois o alemão anunciou aposentadoria .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubinho não é lerdo....Carol q mandou ele ter cuidado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre baloeiro foi para os ares como maneira de fugir de Carol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mula sem cabeça possuia cabeça antes de encontrar Carol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saci tinha duas pernas até o dia que resolveu brincar de futebol com a Carol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carol consegue falar Massachussets com a boca cheia de farinha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A teoria da relatividade diz que Carol pode te dar um soco ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Seu Barriga deve 14 meses de aluguel para Carol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do Katrina, Carol prometeu nunca mais dar um espirro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se Carol fosse Zidane, Materazzi não estaria vivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autor: Preferiu o Anonimato para preservar sua vida ^^&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5019148472087623630?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5019148472087623630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5019148472087623630&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5019148472087623630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5019148472087623630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/09/homenagem-carolinenossa-escritora.html' title='Homenagem a Caroline(nossa escritora favorita)'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-2937827699067909116</id><published>2009-09-04T15:37:00.001-03:00</published><updated>2009-09-04T15:39:01.974-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><title type='text'>Jorrel, a luta de um anjo</title><content type='html'>Jorrel se mantinha em pé, no topo da torre da igreja, o sino soava indicando às seis horas da tarde. Ninguém o via, os humanos eram incapazes de vê-lo, com poucas exceções. Trajava uma túnica branca que parecia brilhar, em sua cintura, uma espada estava embainhada, seu punho era dourado com belos ornamentos de aspecto divino. De suas costas saia um par de asas, tão brancas quanto a túnica, brilhantes como a lua cheia, branca e serena. De pele clara e cabelos louros encaracolados até a altura dos ombros, seus olhos num brilho intenso como o sol, amarelos vivos.  Observava a cidade abaixo, sentado em um banco estava Antonio, um senhor de 80 anos que jogava farelos de pão para os pombos. Esta só, mas mantinha no rosto um sorriso de satisfação. O céu já escurecera quando Antonio apanhou sua bengala e caminhou lentamente para longe da praça em direção à sua pequena casa.&lt;br /&gt;O anjo que se mantinha no topo da torre abriu suas asas e se pôs a voar acompanhando o senhor que caminhava cantarolando uma suave melodia. A noite era tranqüila de céu estrelado, a lua parecia gigantesca com seu brilho que enchia de luz as ruas.&lt;br /&gt;Uma brisa suave fazia chacoalhar a copa das árvores, as ruas iam se esvaziando. Antonio chegou a sua casa, adentrou, o anjo então passou pela parede como se ela não existisse. Seguiu Antonio até sua cama.&lt;br /&gt;Ouviu um barulho vindo da rua, voou depressa para a porta e viu do lado de fora uma algazarra se formando, um rapaz ali do bairro, Carlos, segurava uma faca em sua mão e ia de encontro com outro conhecido, Fernando, que se afastava dizendo:&lt;br /&gt;_Para cara, não quero brigar com você.&lt;br /&gt;O anjo viu as pessoas se juntarem em um circulo com Carlos e Fernando no meio, o ar se tornou pesado e o anjo sentiu um cheiro de enxofre ainda fraco dominar sua narina. Isso era um sinal. Seu inimigo estava por perto. Olhou atento com seus olhos brilhantes.&lt;br /&gt;Viu, ao lado de Fernando, um homem alto, de pele avermelhada e olhos negros por completo, usando uma túnica preta rasgada em várias partes.&lt;br /&gt;Jorrel viu o demônio sussurrar algo para Fernando que logo sacou da cintura uma arma, parecia não saber como usá-la.&lt;br /&gt;_Pare demônio, você não tem direito algum de seduzir este garoto. – o anjo falava com voz suave e benevolente.&lt;br /&gt;_Jorrel – o demônio falava com voz rouca e grave – Vá para longe, não vê que aqui estou no comando? O garoto tem raiva, é de mim que ele precisa.&lt;br /&gt;_Vá embora Tukar – Jorrel desembainhou sua espada que logo brilhou com fogo vivo – este garoto esta confuso, não precisa de você.&lt;br /&gt;Tukar virou-se para o garoto e sussurrou em seu ouvido:&lt;br /&gt;_Mate-o de uma vez, ele merece a morte.&lt;br /&gt;O anjo abriu asas e com impulso voou em direção ao Carlos, estendeu sua mão, não poderia segurar o projétil disparado pela arma de Fernando. Voou o mais depressa que pode, seguindo o projétil de perto que não acertou Fernando por pouco, atravessou a porta de entrada da casa do Antonio. O anjo sumiu da vista de Tukar.&lt;br /&gt;Fernando disparou mais três tiros, acertou apenas o ultimo em Fernando que caiu gemendo de dor. Tukar ouviu um urro vindo do interior da casa do Antonio, Jorrel voou porta a fora, sua espada em punho, suas asas e olhos brilhavam como o sol. O demônio correu, era incapaz de voar, essa era uma dádiva dos puros anjos&lt;br /&gt;Sentiu a espada de fogo acertar suas costas, com um movimento, Jorrel fez sua espada atravessar o corpo de Tukar que logo se desmanchou em cinzas fétidas. Voltou rápido para a casa de Antonio que estava desmaiado, o segundo tiro disparado por Fernando acertou próximo ao coração de Antonio. Parecia algo impossível de acontecer.&lt;br /&gt;Jorrel se culpava, se distraiu indo em socorro de Carlos, tentando impedir que o demônio possuísse Fernando por completo. Se distraiu e seu protegido estava ferido, voou para fora, sussurrou ao ouvido de uma mulher:&lt;br /&gt;_Lá dentro, ajudo o homem, chame médicos.&lt;br /&gt;O anjo voava ao redor do corpo de Antonio para mantê-lo vivo, tentando fechar suas feridas. O anjo chamava por um nome baixinho:&lt;br /&gt;_Rafael. Rafael. Rafael.&lt;br /&gt;A ambulância chegou fazendo barulho, alguns paramédicos entraram na casa do Antonio enquanto outros atenderam Carlos que estava caído sangrando.&lt;br /&gt;A vida de Antonio se ia quando Jorrel gritou em grito que fez até mesmo os humanos ali se arrepiarem:&lt;br /&gt;_MEU DEUS! ENVIE RAFAEL! CURAI ESTE HOMEM QUE, POR MINHA CULPA SOFRE.&lt;br /&gt;Uma luz irrompeu do céu atravessando o telhado, uma melodia suave e pura pode ser ouvido pelo anjo que agora estava ajoelhado. Um anjo, de asas muito maiores que de Jorrel, com olhar puro, rosto gracioso e de túnica brilhante que era impossível se olhar para ela por muito tempo. Tocou com sua mão o rosto de Jorrel:&lt;br /&gt;_Acalme-se, o Pai me enviou em teu auxilio.&lt;br /&gt;_Salve este homem, Arcanjo Rafael, é minha culpa a dor que ele agora sofre.&lt;br /&gt;_O Pai Celeste te olhava atentamente e já esperava que as coisas acontecessem deste modo, ficai em paz ó anjo, este homem não será levado hoje. Suas feridas se curarão e logo ele estará bem. Repousará, e como que por milagre voltará a alimentar os pontos em frente a igreja.&lt;br /&gt;Rafael caminhou até Antonio, tocou com sua mão o peito do homem que, logo, parou de sangrar. Os paramédicos ao redor estranharam o sangue parar de repente assim.&lt;br /&gt;_Agora, Jorrel, cuide bem de seu protegido, o Pai confia em ti. Este homem será socorrido pelos médicos, parei seu sangramento. Interceda por ele que logo o verá em pé, saudável novamente. Quanto ao garoto, Carlos, este será levado.&lt;br /&gt;_Ao Pai toda honra e glória, ó Rafael. – Jorrel se levantou e, neste instante, a luz sumiu e Rafael fora com ela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-2937827699067909116?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/2937827699067909116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=2937827699067909116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2937827699067909116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2937827699067909116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/09/jorrel-luta-de-um-anjo.html' title='Jorrel, a luta de um anjo'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4955207739313375515</id><published>2009-08-27T13:45:00.001-03:00</published><updated>2009-08-27T13:47:08.212-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Parabola'/><title type='text'>O Pavão e o Urubu</title><content type='html'>Me contaram esta parábola em um forum na web, gostei e hoje decidi redigitar, as palavras não são as mesmas de la, mas a história esta igual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O pavão todo belo e de gestos suaves invejava o urubu que, mesmo sendo feio podia voar livremente pelo céu e ele mesmo tão belo não podia voar.&lt;br /&gt;"O urubu por sua vez invejava a beleza do pavão e, preferia ele ser bonito e não voar do que voar e ser feio como é.&lt;br /&gt;"Certo dia, decidiram que poderiam tentar uma solução.&lt;br /&gt;"O Pavão e a Urubu decidiram ter um filhote, assim, ele nasceria bonito como o pavão e voaria como o urubu.&lt;br /&gt;"Então, eu vos digo, foi assim que nasceu o PERU, feio que nem o URUBU e incapaz de voar como o PAVÃO."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não tente mudar o rumo natural da vida, você pode acabar piorando a situação"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4955207739313375515?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4955207739313375515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4955207739313375515&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4955207739313375515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4955207739313375515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/08/o-pavao-e-o-urubu.html' title='O Pavão e o Urubu'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-2398198538139975487</id><published>2009-08-27T13:40:00.002-03:00</published><updated>2009-08-27T13:45:55.831-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><title type='text'>O alto preço de ser brasileiro</title><content type='html'>O Brasil perde anualmente com o desvio de dinheiro público um valor estimado em aproximadamente 160 bilhões de reais (cerca de 65 bilhões de euros). Acredita-se que no ano que vem as perdas com a corrupção vão crescer em 112%. Para termos uma visão geral, podemos dizer que 6% das riquezas produzidas no país são perdidas devido a falta de caráter das nossas autoridades políticas.&lt;br /&gt;Eu acredito que o brasileiro, vive em dúvida a respeito do que ficar mais revoltado: com a corrupção, os elevados impostos, ou a violência urbana. Esses três problemas crescem a cada dia em nível exponencial, afastando-se, da mesma forma, de uma solução.&lt;br /&gt;De certa forma, tais questões se aproximam e até se correlacionam. É fácil de imaginar até. A população paga altos impostos, na maioria das vezes desnecessários, e, enquanto a arrecadação é devorada pela gula dos corruptos, os oprimidos e aqueles que trabalham arduamente metade do ano para o Estado, recebem pouco, isso quando recebem, algum tipo de retorno em forma de segurança pública, educação, saúde, moradia e muito outros projetos que beneficiem a população.&lt;br /&gt;Não quero ser redundante e como todo cientista político do século XXI falar que o Brasil é rico e que o que falta é apenas uma distribuição justa das riquezas do país. Apesar de isso estar correto, temos que cair na realidade de que soluções não caem do céu, mas são procuradas por um grupo de pessoas que querem ver o seu país crescer. E ganham força a medida que se mostram benéficas à nação.&lt;br /&gt;Não me interpretem mal (não gosto de bancar o nacionalista), mas já está na hora do povo mostrar sua face e pedir, aliás, exigir a cabeça de quem não merece estar no poder. Podemos tomar como exemplo as "Diretas Já!" em 1985, quando a nação, recheada de artistas, trabalhadores, e intelectuais, saiu às ruas para cobrar o seu direito de escolha e pôr um fim ao Regime Militar. É óbvio que não foi naquela ocasião que o Brasil "aconteceu", mas ficou bem claro que o povo é capaz de produzir grandes mudanças, é necessária apenas a união (ora, o povo unido jamais será vencido...).&lt;br /&gt;E sem dúvida, é alarmante saber que trabalhamos mais de 150 dias por ano para sustentar o Estado, sendo que, a cada mês que passa, a carga tributária só aumenta e que novos cargos políticos são criados aparentemente com apenas um objetivo: criar novos marajás no poder.&lt;br /&gt;Portanto, se você é brasileiro e acredita que não paga impostos ou que eles não influenciam na sua renda, acorde: a pior desgraça de um povo é viver na ignorância e achar que está tudo normal.&lt;br /&gt;__________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Por &lt;a href="http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?rl=pv&amp;amp;uid=15314955649699101842"&gt;Wallas&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-2398198538139975487?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/2398198538139975487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=2398198538139975487&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2398198538139975487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2398198538139975487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/08/o-alto-preco-de-ser-brasileiro.html' title='O alto preço de ser brasileiro'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-8247182250524791578</id><published>2009-08-24T21:01:00.001-03:00</published><updated>2009-08-24T21:01:45.979-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Choro</title><content type='html'>Choro pela distância&lt;br /&gt;Choro pela ausência&lt;br /&gt;Choro pela crueldade da vida&lt;br /&gt;Choro por não te ter comigo&lt;br /&gt;Choro por nâo estar contigo&lt;br /&gt;Choro por não ver seu sorriso&lt;br /&gt;Choro por não te abraçar pelas manhãs&lt;br /&gt;Choro por não te beijar pelas noites&lt;br /&gt;Choro pelo vazio que me resta em certas horas&lt;br /&gt;Choro por não ter seu toque&lt;br /&gt;Choro por não saber quanto tempo vai durar&lt;br /&gt;Sorrio por falar contigo todos os dias&lt;br /&gt;E porque, apesar de tudo dito, sabemos rir das pequenas coisas&lt;br /&gt;Das poucas coisas&lt;br /&gt;Das coisas bobas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-8247182250524791578?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/8247182250524791578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=8247182250524791578&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8247182250524791578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8247182250524791578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/08/choro.html' title='Choro'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-8248084942089444687</id><published>2009-08-21T20:22:00.001-03:00</published><updated>2009-08-21T20:25:44.222-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Amor adotivo</title><content type='html'>A mulher olhava para a lápide.&lt;br /&gt; A mão que a pouco havia tocado o peitinho do garoto agora repousava fechada sobre seu próprio peito. O sol de dezembro queimava-lhe a face e o vento acariciava o rosto. Só ela permanecia ali. O rosto inexpressivo como mármore O olhar chegava a se perder em dados momentos.&lt;br /&gt;Sentiu uma mão encostar na sua. Conhecia aquele toque gelado. Não se assustou porém sua face em um momento foi de nojo, passou para o horror e voltou impassível. Uma lágrima escorreu e, desenvencilhando-se da mão que tocava a sua, a secou.&lt;br /&gt;- Você o matou. - falou. Mantinha o olhar fixo. Sua voz era desprovida de qualquer emoção. Mecânica e fria.- Matou meu filho.&lt;br /&gt;Sentiu bracinhos envolvendo sua cintura.&lt;br /&gt;- Você é minha mãe. Só minha!- falou uma voz infantil e doce.&lt;br /&gt;- Meu filhinho...&lt;br /&gt;- Venha mamãe, venha ver meu quartinho!&lt;br /&gt; - Não me chame de mãe...&lt;br /&gt;O garotinho então começou a puxa-la pela mão. Por alguma razão Marina deixou-se levar. Afinal de tudo, era uma estátua de mármore sendo levada. O menino a puxava pelas ruas do cemitério. Usava um conjunto de bermuda e blaser marrom, meias brancas 3/4, sapatos preto envernizados, uma camisa de linho branca e uma gravata borboleta marrom. O cabelo estava penteado de lado, arrumadinho.&lt;br /&gt; - Olha mamãe, esse é meu quarto! -disse por fim o garoto sorrindo mostrando uma lápide velha, aparentemente esquecida.&lt;br /&gt; Marina olhou para a pedra velha e gasta. O tempo havia praticamente polido a pedra, mas de forma muito suave, ainda podia-se ver as letras.&lt;br /&gt;Aproximou-se e leu a lápide:&lt;br /&gt; - Lucas Manoel. - falou empalidecendo.&lt;br /&gt;- Veja mamãe, até o nome do seu filhinho antigo eu tenho!&lt;br /&gt;- EU NÃO SOU SUA MÃE! NÃO SOU!&lt;br /&gt;O olhar até então doce de criança se transformou em algo frio e maligno.&lt;br /&gt;- É SIM!&lt;br /&gt; - SAAAAAAAAIA! VOCÊ MATOU MEU FILHO!&lt;br /&gt;O menino ria.&lt;br /&gt;Marina descontrolada agarrou o garoto pelo pescoço e o jogou em cima de seu próprio túmulo. Pegou um vaso de latão que havia ao lado e deu-se a espancar o garoto enquanto o sufocava. Era tão frio quanto a pedra na qual estava apoiado. Porém, não surtia efeito. O garoto, ao invés de se machucar ou chorar simplesmente ria. Nenhum arranhão.&lt;br /&gt;- Como matar alguém que já esta morto?!- perguntou o garoto, apesar da asfixia.&lt;br /&gt;- MORRA! MORRA! CALE A BOCA! VOCÊ MATOU MEU FILHO! CALE-SE!&lt;br /&gt;O coveiro andava pelo cemitério quando ouviu os gritos de uma mulher. Receoso, procurou de onde vinha. O cemitério costumava ser um local calmo. Seguiu o som até encontrar sua origem. Uma mulher em frente a um velho túmulo parecia estrangular algo imaginário e golpeá-lo com um vaso em cima do mesmo. Assustado, ligou para a ambulância.&lt;br /&gt;Havia uma esquizofrênica no cemitério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ******&lt;br /&gt;Marina olhava a fresta de luz que entrava em sua cela e as partículas de poeira que nela dançavam em seu quarto, na casa de sanidade mental. Sua nova moradia era hostil e fria. Tão fria quanto a mãozinha gelada que agora encostava em seu braço.&lt;br /&gt;- Voltei mamãe... é que não gosto muito daquele quarto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-8248084942089444687?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/8248084942089444687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=8248084942089444687&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8248084942089444687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8248084942089444687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/08/amor-adotivo.html' title='Amor adotivo'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-2332177536236437887</id><published>2009-08-19T23:16:00.001-03:00</published><updated>2009-08-19T23:16:52.064-03:00</updated><title type='text'>Um dia...</title><content type='html'>Naquele dia, sim, naquele dia, me senti nervoso, meu coração não parecia pulsar, sentia meu corpo estremecer, olhava para todos os lados freneticamente, sentia até o pescoço estralar.&lt;br /&gt;Como eu desejava vê-la surgindo por além daquela porta, vindo em minha direção, com seu ar de sedução... Mas vi, lá atrás, ao longe, ela se aproximava, fingi não ter visto, como quem ainda esperava vê-la. Ela foi chegando e eu pensando - vou morder sua bochecha como prometido. Não foi bem assim, ela chegou e não resisti, lacei-a num abraço e beijei-lhe a face. Desejei morder, fiquei com vergonha. Cumprimentei então aqueles que estavam com ela, [ele e ela]., enfim, foi aí que começou.&lt;br /&gt;Caminhamos para além das portas e fomos pelas ruas e calçadas, as vezes abraçando, outras sentindo a mão dela tocar minha mão sorrateira. Conversávamos até onde a tímidez permitia, e quando já não permitia nada, nos cumprimentávamos com um "oi, tudo bem" e a conversa tomava um novo rumo.&lt;br /&gt;Foi decidido tomarmos milk-shake com [ele e ela] e, posso garantir, foi o melhor milk-shake que ja tomei, não o sabor dele que, pra ser sincero, fiz um mal pedido, na verdade nem sabia o que estava pedindo, só me dei conta do pedido quando a atendente disse: Coco branco então.&lt;br /&gt;Mas, ainda assim, foi o melhor milk-shake.&lt;br /&gt;Subimos e fotografamos aquele momento para então ter a recordação.&lt;br /&gt;É claro que eu queria mesmo ter tido mais tempo ali com ela, mas infelizmente não pode ser assim.&lt;br /&gt;Voltamos para o ponto inicial, onde nos encontramos e, no percurso, mais abraços e, desta vez  até duas mordias no lado (abaixo da costela, para a parte das costas).&lt;br /&gt;Mas foi bom. Até fomos lá ver uns brinquedos, e em vários momentos sentia o abraço dela.&lt;br /&gt;Ah, dia perfeito... poderia dizer "quase perfeito" mas, para ser sincero, foi perfeito, não quase perfeito. Sim, foi mesmo perfeito. Sei que desejei que mais coisas acontecessem, mas, elas não terem acontecido não faz do dia menos importante, menos espetacular nem dela menos adorável.&lt;br /&gt;Só que "um fato" não fez parte da cena. Este "fato" pode vir a ocorrer em um futuro, quem sabe?&lt;br /&gt;Enfim, foi um ótimo dia e, desde então eu sonho acordado como uma criança feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-2332177536236437887?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/2332177536236437887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=2332177536236437887&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2332177536236437887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2332177536236437887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/08/um-dia.html' title='Um dia...'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-7448083405833356945</id><published>2009-08-18T20:59:00.000-03:00</published><updated>2009-08-18T21:00:27.559-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reflexões'/><title type='text'>Reflexão das coisas mundanas</title><content type='html'>Não é uma questão de ver as coisas boas da vida no momento&lt;br /&gt;É evitar que coisas piores aconteçam.&lt;br /&gt;Por que as pessoas dizem que quando perdem a família perderam tudo?&lt;br /&gt;A família é o contexto da vida&lt;br /&gt;Ela te move&lt;br /&gt;Ela é o eixo de tudo&lt;br /&gt;Se você a perde&lt;br /&gt;É como se tirassem um dos seus passa tempos&lt;br /&gt;O seu brinquedo favorito&lt;br /&gt;E todos os outros se tornam medíocres&lt;br /&gt;A vida perde a razão&lt;br /&gt;É o fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-7448083405833356945?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/7448083405833356945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=7448083405833356945&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/7448083405833356945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/7448083405833356945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/08/reflexao-das-coisas-mundanas.html' title='Reflexão das coisas mundanas'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5180482813526078026</id><published>2009-08-12T10:06:00.004-03:00</published><updated>2009-08-12T10:43:55.971-03:00</updated><title type='text'>Akane</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"   style=" color: rgb(204, 0, 0);  font-weight: bold; font-family:arial;font-size:12px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-size:x-large;"&gt;Capítulo I - Nagasaki&lt;/span&gt;. Pt 2&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ela acordou com as sirenes da cidade que estava sob ataque, já houvera tantos alarmes falsos, não sabia se tinha ou não que se preocupar. Decidiu que não havia perigo, houveram momentos como este antes, nunca o Império Japonês fora atacado em seu território até os americanos invadirem Iwo Jima alguns meses antes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A Batalha de Iwo Jima foi travada contra os Estados Unidos, entre Fevereiro e Março daquele ano, durante a Guerra do Pacífico. O combate fora intenso, devido à preparação e disciplina japonesas. As tropas norte-americanas capturaram o ponto mais elevado da ilha, o Monte Suribachi, perdendo 6.812 homens. O motivo para a invasão de Iwo Jima era capturar os seus campos aéreos de modo a fornecer um local de aterrissagem e de reabastecimento para os bombardeiros norte-americanos no avanço para o Japão, enquanto também tornava possível a escolta dos bombardeiros por caças. Embora a ilha de Iwo Jima estivesse tomada pelos americanos, estes ainda não tinham atacado o restante do Território a partir da ilha.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Mesmo antes da Queda de Saigon em Junho de 1944, os estrategistas japoneses sabiam que Iwo Jima teria de ser reforçada materialmente caso fosse para ser mantida durante algum tempo, e preparações começaram a ser efetuadas para enviar um grande número de homens e grandes quantidades de material para a ilha. Em finais de Maio, o tenente-general Tadamichi Kuribayashi foi chamado ao escritório do Primeiro Ministro, general Hideki Tojo, que informou que o general havia sido escolhido para defender Iwo Jima até ao fim. A Kuribayashi foi indicada a importância da sua missão, a Tojo coube apontar os olhos da nação inteira, que estariam focados na defesa de Iwo Jima. A 8 de Junho de 1944, Kuribayashi estava a caminho da sua missão final, determinado a converter Iwo Jima numa fortaleza invencível.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Quando chegou, estavam cerca de 80 caças colocados em Iwo Jima, mas por volta de inícios de Julho restavam apenas quatro. Uma força da Marinha dos Estados Unidos apareceu perto da ilha e sujeitou os japoneses a um bombardeamento naval durante dois dias. Este bombardeamento destruiu todos os edifícios na ilha, bem como os quatro aviões restantes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A grande surpresa para a guarnição japonesa em Iwo Jima, uma invasão norte-americana da ilha, não se deu durante o verão de 1944. Existiam poucas dúvidas quanto aos norte-americanos serem compelidos a atacar a ilha em curto tempo. O general Kuribayashi estava determinado, mais que nunca, a aumentar o custo da tomada de Iwo Jima quando os invasores atacassem. Sem apoio naval ou aéreo, chegou-se rapidamente à conclusão que a ilha não poderia ser indefinidamente mantida pelas forças japonesas, contra um invasor com supremacia aérea e naval.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Como um primeiro passo para preparar Iwo Jima para uma defesa prolongada, o comandante da ilha ordenou a evacuação de todos os civis. Este passo foi terminado no final de Julho. Em seguida veio um plano geral para a defesa da ilha. O tenente-general Hideyoshi Obata, comandante-geral do 31º Exército, tinha anteriormente, em 1944, sido responsável pela defesa de Iwo Jima, antes do seu retorno para as Marianas. Nesse tempo, e com fé na doutrina que a invasão tinha praticamente de ser travada na borda da água, Obata tinha ordenado a colocação de artilharia e a construção de bunkers perto das praias. O general Kuribayashi tinha ideias diferentes. Em vez de um esforço fútil para manter as praias, Kuribayashi planejou defender essas mesmas com um sistema de fogo cruzado fornecido por armas automáticas e infantaria. Artilharia, morteiros e foguetes seriam posicionados nas encostas do Monte Suribachi, tal como noutros terrenos altos ao norte do campo aéreo de Chidori.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A defesa prolongada da ilha requisitava a preparação de um extensivo sistema de cavernas e túneis, pois o bombardeamento naval tinha claramente mostrado que as instalações à superfície não poderiam agüentar um bombardeamento extensivo. Para este objetivo, engenheiros especializados em minas foram enviados do Japão para desenhar as plantas para fortificações subterrâneas projetadas que iriam consistir de túneis elaborados em níveis variados para garantir uma boa ventilação e minimizar os efeitos das bombas que explodissem perto das entradas ou saídas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ao mesmo tempo, reforços estavam gradualmente começando a alcançar a ilha. Como comandante da 109º Divisão de Infantaria, o general Kuribayashi decidiu antes de mais nada, desviar a 2ª Brigada Mista Independente, consistindo de cerca de cinco mil homens sob o comando do major-general Kotau Osuga, de Chichi para Iwo. Com a queda do Saigon, 2.700 homens do 145º Regimento de Infantaria, comandados pelo Coronel Masuo Ikeda, foram revertidos para Iwo Jima. Estes reforços, que chegaram à ilha durante Julho e Agosto de 1944, trouxeram a força na guarnição até aproximadamente 12.700 homens. Em seguida chegaram 1.233 membros do 204º Batalhão de Construção Naval, que rapidamente começaram a construção de posições para metralhadoras de betão e outras fortificações.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;A 10 de Agosto de 1944, o vice-almirante Toshinosuke Ichimaru chegou a Iwo Jima, sendo seguido de uma equipe naval de 2.216 homens, incluindo aviadores e equipes de solo. O almirante, um aviador japonês de renome, tinha ficado gravemente ferido numa queda de avião no meio dos anos vinte e, desde o início da guerra, tinha ficado repetidamente no comando de missões atrás das linhas da frente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial; "&gt;Os reforços seguintes a chegar a Iwo Jima foram equipes de artilharia e cinco batalhões anticarro. Embora numerosos navios em rota a Iwo Jima fossem afundados por submarinos e aviões norte-americanos, quantidades substanciais de material chegaram a Iwo Jima durante o Verão e Outono de 1944. Pelo final do ano, o general Kuribayashi tinha disponível 361 peças de artilharia de 75 mm ou de calibre maior, uma dúzia de morteiros de 320 mm, 65 morteiros médios (150 mm) e ligeiros (81  mm), 33 armas navais de 80 mm ou de maior calibre, e 94 armas antiaéreas de 75 mm ou maior. Em adição a este formidável arsenal de armas de alto calibre, as defesas de Iwo Jima tinham ainda mais de duas centenas de armas antiaéreas de 20 mm e de 25 mm, e 69 armas anti-carro de 37 mm e 47 mm. O poder de fogo da artilharia era ainda complementado por uma variedade de rockets, desde do tipo de 203 mm que pesava 90 kg e que tinha um alcance até 2-3 km, até a um projétil gigante de 250 kg que tinha um alcance de mais de 7 km. No total, 70 rockets e as suas equipes chegaram a Iwo Jima.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;De modo a aumentar ainda mais a força das defesas de Iwo Jima, o 26º Regimento de Carros de Combate, que tinha sido posicionado em Pusan, na Coreia, após ter servido na Manchúria, recebeu ordens para ser colocada em Iwo Jima. O comandante do regimento era o Tenente-Coronel Barão Takeichi Nishi. O regimento, constituído por 600 homens e 28 carros de combate, partiu do Japão em meados de Julho, a bordo do Nisshu Maru. Ao navio, a navegar num comboio naval, se aproximou de Chichi Jima a 18 de Julho de 1944, foi afundado pelo submarino norte-americano USS Cobia. E embora apenas dois dos membros do 26º Regimento de Carros de Combate tivessem sido afundados, todos os 28 carros de combate do regimento foram afundados no mar. Seria apenas antes de Dezembro que estes carros de combate poderiam ser substituídos, mas 22 carros de combate novos finalmente chegaram a Iwo Jima.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Inicialmente, o Coronel Nishi tinha planejado empregar os seus blindados como um tipo de "brigada móvel de fogo", que seria empregada em alguns pontos importantes do combate. O terreno acabou por dificultar tal emprego, e no fim, sob o comando do Coronel, os tanques foram colocados em posições estáticas. Sendo ou enterrados, ou tendo a sua torre desmontada e com toda a habilidade posicionada no terreno rochoso onde era praticamente invisível do ar tal como do solo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;---&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt;Continua.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5180482813526078026?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5180482813526078026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5180482813526078026&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5180482813526078026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5180482813526078026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/08/akane.html' title='Akane'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-6222415597686259040</id><published>2009-08-10T11:44:00.002-03:00</published><updated>2009-08-10T12:05:48.292-03:00</updated><title type='text'>Capgras</title><content type='html'>Cláudia olhava por entre uma fresta da porta, o marido se trocando após o banho. Impostor! Um sósia perfeito de seu marido. Só os outros que não viam! Mas ela o conhecia bem! Ela sabia que jamais seu marido vestiria primeiro a camisa antes de por a calça! Ela o conhecia profundamente! Cópias SEMPRE possuíam falhas! Sempre!&lt;br /&gt;Ao ver que ele se aproximava, correu e sentou-se na cadeira mais próxima que ali havia.&lt;br /&gt;O esposo saiu e ao vê-la ali sentada, sem estar fazendo aparente razão perguntou-lhe:&lt;br /&gt;- Tá sentada ai por que?&lt;br /&gt;"Ele não quer a minha presença porque sabe que eu sei que ele não é ele"- confabulou Cláudia&lt;br /&gt; - Oras, estava esperando você. - respondeu ela amavelmente.&lt;br /&gt; - Esperando para...?&lt;br /&gt;"Ele está tramando algo"&lt;br /&gt;- Para irmos para a cozinha.&lt;br /&gt;- Ok... - respondeu o marido confuso. - O jantar já esta pronto?- perguntou por fim, ignorando a atitude anterior da esposa.&lt;br /&gt;" Mais uma prova! Luís nunca janta às 18:50 e sim às 19:10!"&lt;br /&gt;- Esta sim! Por que quer jantar tão cedo?- perguntou tentando obter uma confissão.&lt;br /&gt;- Porque estou com fome, oras.&lt;br /&gt;- Às 18:50?&lt;br /&gt;- Qual o problema?&lt;br /&gt;Luís confuso tentava entender o que se passava com sua esposa, nos últimos meses.&lt;br /&gt;- Você nunca tem fome nesse horário.&lt;br /&gt;- E o que me impede de ter?!&lt;br /&gt;- Nada...- disse Cláudia vagamente.&lt;br /&gt;A mesa já estava semi posta. Cláudia pôs o jantar a mesa.&lt;br /&gt;- Sara, venha comer! - gritou ela, da cozinha.&lt;br /&gt;A adolescente logo apareceu e à mesa se sentou.&lt;br /&gt;- Hoje mãe... - começou a menina&lt;br /&gt;"Veja só... mastiga mais com o lado esquerdo. Luís mastiga com o direito porque o direito é o bem e o esquerdo o mal. Ele é o mal eu sei que é."&lt;br /&gt;Cláudia o fitava enquanto comia.&lt;br /&gt;"Pegou o copo pela borda de cima. Ele nunca pega o copo por cima"&lt;br /&gt;- O mãe, você está me ouvindo?!- perguntou Sara&lt;br /&gt;- Oi?!- perguntou Cláudia assustada, saindo de seus devaneios.&lt;br /&gt;- Perguntei o que a senhora acha.&lt;br /&gt;- Sobre?&lt;br /&gt;- Mãe a senhora não ouviu nada do que eu disse?!- perguntou a menina indignada.&lt;br /&gt;- Desculpe... eu estou meio longe.&lt;br /&gt;- E já faz dias!- falou Luís repentinamente. - Dias que você anda estranha!&lt;br /&gt;"Ah! Quer virar minha própria filha contra mim!"&lt;br /&gt;- Eu não tenho nada. - respondeu com naturalidade.&lt;br /&gt;- Não?! Você anda me perseguindo! Ou pensa que não percebo?!&lt;br /&gt;"Está se sentindo incomodado! Mas você não escapa de meu vidrinho não, não escapa não."&lt;br /&gt;- Você esta ficando louco, é isso que está acontecendo!&lt;br /&gt;- Tá...- concordou o marido, contragosto para encerrar a discussão.&lt;br /&gt;"Esquivando-se do assunto"&lt;br /&gt;Decorreram o resto da noite em silêncio.&lt;br /&gt;Sara magoada, recusou-se a ajudar a mãe com a louça.&lt;br /&gt;"Veja só... conseguiu mudar a cabeça de minha filha!"&lt;br /&gt;Assistiram a TV, em silêncio.&lt;br /&gt;- Vou me deitar. - falou Luís, ao fim do telejornal.&lt;br /&gt;- Ok. Já já também vou. - falou ela com desprezo.&lt;br /&gt;- Boa noite.&lt;br /&gt;Cláudia não respondeu.&lt;br /&gt;Passados uns 20 minutos, Luís chamou pela esposa no quarto.&lt;br /&gt;- O que quer?- perguntou Cláudia contragosto&lt;br /&gt;- Pode me trazer um copo de leite quente?&lt;br /&gt;"LEITE?! ELE NUNCA BEBE LEITE!"&lt;br /&gt;- Pra que quer leite?&lt;br /&gt;- Sinto minha garganta ardendo. Acho que vou ficar resfriado. Pode ferver um copo para mim? Cláudia havia aberto a boca para falar :"Não, não posso". Mas então, lembrou-se do vidrinho dentro do armário.&lt;br /&gt;- Engraçado... Você não costuma beber leite...&lt;br /&gt;- Não mesmo, não gosto. Mas está doendo... me faz esse favor?&lt;br /&gt;"Tentando distorcer o que fala. De hoje você não escapa seu impostor."&lt;br /&gt;- Claro. Já te trago.&lt;br /&gt;- Obrigado.&lt;br /&gt;Cláudia foi até a cozinha e pôs um copo de leite ferver. Foi até o armário e retirou um frasquinho. Pôs luvas de látex e abriu o frasco. Era necessário muito cuidado para não encostar no líquido. Despejou-o cuidadosamente no leite que começava a ferver.&lt;br /&gt;Misturou por alguns segundos e apagou o fogo. Em uma sacolinha jogou o frasquinho e a colher. Encheu o copo com o leite envenenado e levou ao marido.&lt;br /&gt;- Aqui está.&lt;br /&gt;- Ah, muito obrigado.&lt;br /&gt;- Não deixei ferver muito, para não perder muito tempo esfriando...&lt;br /&gt;- Hum... é está morninho mesmo.&lt;br /&gt;- Pois então beba-o.&lt;br /&gt;Amedrontado com a polidez da mulher o marido a olhou por um instante. Olhou para o copo e mais uma vez para a mulher. Sacudiu a cabeça e bebeu o líquido. Logo após o cuspiu.&lt;br /&gt;- Está horrível o que você...&lt;br /&gt;Seus olhos começaram a revirar. Começou a se debater na cama, o copo havia caído de sua mão tombado sobre o cobertor e logo após se espatifado no chão.&lt;br /&gt;- SEU IMPOSTOR gritou Cláudia - MESES SE PASSANDO POR MEU MARIDO! O QUE FEZ COM ELE? ONDE ESTA O VERDADEIRO LUÍS?! RESPONDA!&lt;br /&gt; Cláudia chacoalhava o marido. Sara assustada com a gritaria saiu de seu quarto assustada para ver o que acontecia. O homem estava em estado convulsivo.&lt;br /&gt;- MÃE, PARA!&lt;br /&gt;Luís desmaiou.&lt;br /&gt;- Esse homem vem se passando por seu pai e por meu marido há meses! Agora eu dei o fim nele- disse orgulhosa.&lt;br /&gt;- Mãe... o que você...&lt;br /&gt;Cláudia sorria sádica.&lt;br /&gt;- Morreu. - disse olhando com meiguice para o corpo do falecido marido na cama.&lt;br /&gt;********************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_capgras"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_capgras&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vespa-do-mar"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Vespa-do-mar&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-6222415597686259040?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/6222415597686259040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=6222415597686259040&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6222415597686259040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6222415597686259040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/08/capgras.html' title='Capgras'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4008436702826907184</id><published>2009-08-06T13:59:00.002-03:00</published><updated>2009-08-06T14:02:14.114-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Lembrança do Juiz do Destino</title><content type='html'>- Desfibrilador! Três, dois, um!- gritou o médico.&lt;br /&gt; A descarga elétrica percorreu o corpo na maca, inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Naquela noite, a morte veio me visitar Ela queria que eu dançasse com ela. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Esta perdendo muito sangue!- falou a estagiária.&lt;br /&gt;- Estanque! De novo! Três, dois, um!&lt;br /&gt;Novamente o corpo foi estimulado pelo choque. O médico suava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ela me envolveu com seus braços frios. Trazia consigo o desespero mas, também acalentava.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sem pulso, nem atividade respiratória! - falou o enfermeiro.&lt;br /&gt;- Não podemos desistir! Três, dois, um!&lt;br /&gt;O corpo é uma marionete elétrica. Um carro que precisa ser empurrado. Uma pane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ela queria me conduzir naquela dança.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Temos pulso doutor! Baixo porém!- disse o enfermeiro. - Atividade respiratória iniciada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De repente, achei que não deveria deixar-me conduzir. Naquela noite, eu não queria dançar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; ***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pulso constante e estabilizado! Respiração equilibrada! Pressão sanguínea estável!&lt;br /&gt;O médico respirou fundo. Por um momento, penso que havia perdido. Nunca deixou a morte vence-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E ela virou-me as costas e se foi. Imponente arrastando seu véu. Sem face. Me deixou ali. Do palco eu saí. Como não sei, mas saí. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri meus olhos. Estava no hospital. Previsível. Analisei um pouco o ambiente. Senti que havia algo em minha mão. Olhei para ela e vi uma pétala de rosa vermelha. Linda e intensa. Tão logo a vi e esta foi absorvida em minha mão, penetrando em minhas veias, correndo em meu sangue, profunda e negra. Deixando o rastro e lembrança do Juiz Destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4008436702826907184?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4008436702826907184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4008436702826907184&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4008436702826907184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4008436702826907184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/08/lembranca-do-juiz-do-destino.html' title='Lembrança do Juiz do Destino'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-8960696848819156014</id><published>2009-08-04T12:31:00.002-03:00</published><updated>2009-08-04T12:35:42.164-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>A valsa do Lunático</title><content type='html'>&lt;p&gt;As cortinas do palco se fecharam e as palmas começavam a cessar. A violinista retornava ao camarim improvisado carregando seu violino com o mesmo cuidado de sempre. Como se fosse uma criança frágil ou uma peça rara de cristal. As mãos de música eram leves, finas e suaves como as notas que das cordas de seu instrumento saíam. Seu vestido rosa claro era leve e combinava com sua meia calça e sapato branco envernizado.&lt;br /&gt;Abriu a porta do camarim e entrou. Sua poltrona estava virada e havia um homem nela sentado. - Oi? - perguntou a garota receosa.&lt;br /&gt;O homem se manteve imóvel.&lt;br /&gt;- Moço eu posso aju...&lt;br /&gt;A cadeira virou-se e mostrou a face do homem. Estava sentado e sorrindo. Um sorriso febril como de quem mal pode contar até dez. Porém estava muito bem vestido. Trajava um smoking impecavelmente limpo e bem passado, com sapatos de ponta quadrada e envernizados. A gravata borboleta parecia milimetricamente alinhada ao seu queixo e a camisa de linho chegava a projetar a luz de tão branca que se encontrava. Os cabelos estavam penteados para trás, divididos de forma simétrica e brilhantes pelo gel. Porém toda classe não apagava a aparência pálida e nada saudável de seu rosto.&lt;br /&gt;Alice receosa, segurou a maçaneta da porta.&lt;br /&gt;- Calma menininha...&lt;br /&gt;- E... o que o senhor quer?&lt;br /&gt;O homem levantou tirando as mãos do bolso. Os dedos eram tortos e feios. Pegou as mãos de Alice e disse:&lt;br /&gt;- Tocar como você.&lt;br /&gt;O homem desatou a rir, enquanto se segurava encostado a parede. Parece se contorcer para os lados e seus olhos desfocavam a todo momento. Apesar do medo, Alice respondeu:&lt;br /&gt;- Eu... eu... eu não compreendo. Ou melhor compreendo sim mas... o que posso fazer senhor?&lt;br /&gt;O homem de repente se tornou sério. Logo após sorriu.&lt;br /&gt;- Muito simples minha querida...&lt;br /&gt;A agarrou pelo pescoço e a empurrou na cadeira. O violino caiu de sua mão. De canto de olho, Alice viu cordas no chão. Além de sufocada, chorava. O homem abaixou-se, sem largar seu pescoço e pegou as cordas. Amarrou-as firmemente em volta da garota que agora gritava. Com duas cordas menores, amarrou seus braços fininhos à cadeira, na altura dos pulsos. Parecia executar uma dança. Alice se debatia. O homem tirou do smoking um cutelo.&lt;br /&gt;- Quietinha do contrário, além das mãozinhas corto-lhe a lingüinha. Alice olhou horrorizada para o instrumento na mão do homem.&lt;br /&gt;- Agora vamos lá... Ah colabore, pare de gritar menininha! Um, dois, três!&lt;br /&gt;O golpe foi certeiro no punho da garota que urrou de dor. Chorava descontrolada. O sangue esguichou e mesclou seu vestido rosa.&lt;br /&gt;- Vamos, só falta uma e ai titio já acaba ok? Um, dois, três e... já!&lt;br /&gt;Mais uma vez, o cutelo desceu seco sobre o braço da menina, amputando-lhe a outra mão. O homem pôs uma das mãos amputadas de Alice sobre o violino e a outra sobre o arco.&lt;br /&gt;- Veja como toca menininha!- disse ele emocionado.- Ouça a melodia!&lt;br /&gt;Alice mal podia se agüentar O mundo rodava ao seu redor e o sangue esvaia por seus pulsos. Via o homem a dançar... Chorava. Por que? Agora o mundo escurecia. Cada vez mais. A cabeça se tornava pesada...&lt;br /&gt;- Ouça menininha, ouça!&lt;br /&gt;Não podia mais segurar os olhos.&lt;br /&gt;Os pais, percebendo a demora da garota, foram procura-la. Bateram na porta uma, duas, três vezes, sem obterem resposta. Resolveram arromba-la. Ao entrarem se depararam com um lunático que dançava ao som de uma valsa imaginária, um violino ensangüentado, a filha morta em sua poltrona e as mãos da menina que muito provavelmente tocavam a valsa do lunático.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-8960696848819156014?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/8960696848819156014/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=8960696848819156014&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8960696848819156014'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8960696848819156014'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/08/valsa-do-lunatico.html' title='A valsa do Lunático'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3973595576851697192</id><published>2009-07-31T18:15:00.001-03:00</published><updated>2009-07-31T18:15:49.081-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><title type='text'>Última batalha</title><content type='html'>E lá estava ele, no alto do monte com olhos apontados para o céu como se fizesse uma oração, em sua mão estava à espada, aquela que usaria para a vitória atingir. Trajava uma capa azul escura, uma armadura dourada. Deu um grito e correu montanha a baixo, não teve medo, não tropeçou nem quis voltar. Sentiu o poder percorrer o corpo, mirou seu inimigo e preparou. Empunhando sua espada com as duas mãos, pronto para o golpe final.&lt;br /&gt;O inimigo corria ao seu encontro montanha acima, sentiu seus olhos arderem como fogo e viu os olhos do inimigo vermelho como o sangue de suas nobres vitima. Sentiu o vento cortar o corpo com suas finas laminas, mas, não parou, seguia sem medo da besta que logo atingiria.&lt;br /&gt;Sua espada estava embebida em água purificada e abençoada, era de prata pura, forjada há milênios atrás, usada como espada justiceira que castigava os impuros e injustos com sua lamina letal. Mandaria esta fera para o inferno definitivamente.&lt;br /&gt;Saltou para cima da besta de olhos de sangue assim como ela pulou sobre ele, sentiu a espada atingir um ponto, abraçou a fera e disse ao seu ouvido: “Seus olhos se apagarão assim como fez com todos aqueles, a vitória será dos justos”.&lt;br /&gt;Os olhos da besta se apagaram e ela disse uma ultima palavra antes do seu corpo virar pó negro e fétido: “Tu é um de nós, assim como nós, matara por prazer os humanos que hoje diz proteger”.&lt;br /&gt;Ele podia sentir o mau cheiro deixado pela besta invadir suas narinas. Mas, nada sentiu, sabia que era verdade, era um vampiro também, mas isso não queria dizer que mataria como outros de sua linhagem.&lt;br /&gt;Guardou sua espada e desceu ao pé da montanha onde, encontrou-a, sua amada, esperando sorridente. Beijou-a e foram embora com a certeza que o inimigo estava finalmente destruído.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://recantodasletras.uol.com.br/autores/Regivaldo"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3973595576851697192?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3973595576851697192/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3973595576851697192&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3973595576851697192'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3973595576851697192'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/ultima-batalha.html' title='Última batalha'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-1773420387392217899</id><published>2009-07-28T19:02:00.000-03:00</published><updated>2009-07-28T19:03:51.434-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><title type='text'>The Littie Queen of Ice</title><content type='html'>&lt;p&gt;A menininha andava a trotes largos cantarolando sobre o lago congelado. Olhou para trás e viu os pais que haviam sentado a beira e ralhavam com o irmão que havia tirado os patins. Continuou andando feliz. Gostava do inverno e de ver o lago assim, feito chão. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Por ser muito criança não leu a placa a sua frente. "Cuidado! Gelo Fino!". Por estar encantada, não ouviu seus pais que procuravam e gritavam por seu nome, no branco intenso. No frio intenso. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Os patins de Angélica bateram firme no gelo frágil que se quebrou levando a jovem para a imensidade negra e fria do lago. As roupas grossas encharcavam aos poucos se tornando pesadas. Angélica não podia voltar. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Era carregada pelo movimento das águas e tentava febrilmente se agarrar ao gelo. Os pais a procuravam desesperada. Ela perdia a consciência lentamente. Era frio. Frio. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Seu pai olhou para os próprios pés. Foi o tempo de ver o rosto agora fantasmagórico de sua filha morta, de olhos arregalados que terminava involuntariamente sua última tentativa de se agarrar ao gelo e a vida que mesmo em sua inocência, sabia que lhe escapava pelas mãozinhas infantis.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-1773420387392217899?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/1773420387392217899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=1773420387392217899&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1773420387392217899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1773420387392217899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/littie-queen-of-ice.html' title='The Littie Queen of Ice'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-2714529283732068035</id><published>2009-07-27T19:24:00.002-03:00</published><updated>2009-07-27T19:27:28.863-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Hipnose</title><content type='html'>- Olhe diretamente... sem piscar. - falou a mulher de voz suave e aveludada. - Sinta... você esta dentro do cristal e ele dentro de você.&lt;br /&gt;O pendulo balançava de um lado para o outro. E o homem o seguia com os olhos.&lt;br /&gt;- O prisma é seu mestre. Eu sou seu mestre. Agora você me obedece.&lt;br /&gt;A mulher guardou o pendulo no bolso do casaco.&lt;br /&gt; - Vê aquela joalheria? Vê aquele colar? De pedras roxas?&lt;br /&gt; O homem respondia tudo silenciosamente com a cabeça&lt;br /&gt;- Você vai entrar lá e vai pega-lo para mim ta?&lt;br /&gt; O homem assentiu. Retirou uma adaga de prata de seu casaco e entregou-a ao homem.&lt;br /&gt;- Mate a filha do ourives. Não gosto dela. É a única moça ruiva de lá. Seja bem cruel ok? Mate-a bem lentamente. Quero vê-la sofrer. Quando eu falar você irá até lá. Depois que me entregar o colar não se lembrara de mais nada. Nem porque suas mãos estão sujas de sangue. Entendeu?&lt;br /&gt;O homem assentiu mais uma vez.&lt;br /&gt;- Então vá.&lt;br /&gt;Como um robô, o homem se deslocou.&lt;br /&gt;A mulher olhava através de seus olhos verde a ação. Ah! Como se divertia! Mal haviam passado 5 minutos e já podia ouvir os gritos agonizantes da garota e os de pavor das funcionárias e clientes.&lt;br /&gt; Mais ou menos aos sete minutos, o homem saia da joalheria. Ensangüentado da cabeça aos pés, arrastando uma massa sangrenta envolvida de cabelos ruivos. Jogou-a no meio da rua, juntamente com a adaga. As pessoas gritavam apavoradas.&lt;br /&gt;A mulher percebendo que o homem se aproximava correndo juntamente com as demais pessoas, pôs uma touca. Não podia ser vista.&lt;br /&gt;O homem ganhou uma distância razoável das pessoas que o perseguiam.&lt;br /&gt;- Jogue, jogue o colar!- ordenou a mulher.&lt;br /&gt;Obedecendo, lançou-lhe o colar. A uns 10 metros. A mulher parou-o no ar e o fez descer obediente até a mão.&lt;br /&gt;- Obrigado e boa noite! -disse ela sorrindo e lançando um olhar penetrante ao homem que agora voltava a sim apavorado, sem nada saber.&lt;br /&gt;Pôs o colar no bolso e saiu para a escuridão de um beco qualquer na noite, deixando o inocente para trás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-2714529283732068035?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/2714529283732068035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=2714529283732068035&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2714529283732068035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2714529283732068035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/hipnose.html' title='Hipnose'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-7219058452993999274</id><published>2009-07-24T20:32:00.002-03:00</published><updated>2009-07-24T20:37:53.318-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Imagem consciência</title><content type='html'>A água, agora vermelha escorria pela válvula da pia do banheiro enquanto lavava as mãos. Depois de devidamente lavadas, lavou a cuba. Por fim, resolveu lavar o rosto. Puxou a toalha para secar o mesmo e depois se mirou no espelho do armário do banheiro. Sua expressão era uma. A de seu reflexo outra.&lt;br /&gt;- Ate quando vai isso?- falou seu reflexo.&lt;br /&gt;- Não vejo problema… - respondeu.&lt;br /&gt;- Você matou mais uma vez. – falou o reflexo calmamente.&lt;br /&gt;Paulo deu as costas.&lt;br /&gt;- Provocou-me.&lt;br /&gt;- Quantos já te provocaram? Uns dez pelo menos não?&lt;br /&gt;Paulo andava de um lado para o outro.&lt;br /&gt;- Por que não cala sua maldita boca?!&lt;br /&gt;- Por que as consciências não se calam?!&lt;br /&gt;- Você não é minha consciência. Consciência é una a pessoa. Pense, age e reage como eu reagiria.&lt;br /&gt;- Prove.&lt;br /&gt;- POR QUE NÃO SOME?!- gritou Paulo mirando novamente sua imagem.&lt;br /&gt;- Vamos, desconte sua fúria em mim. Como descontar a raiva em algo imaterial?&lt;br /&gt;Paulo deu um urro e agarrou-se a beira da pia.&lt;br /&gt;- Ser fraco… - prosseguiu o reflexo- mal pode com as próprias frustrações.&lt;br /&gt;- Cale a boca…&lt;br /&gt;- Você tem idéia de como é repugnado na sociedade? Pessoas fracas não são bem aceitas. Quanto mais do tipo como você, que mata por puro descontentamento. Você mesmo não pode saciar suas necessidades psicológicas. Você quer impor seu modelo medíocre de pessoa às outras e, quando estas não aceitam, você as mata.&lt;br /&gt;- Pare… - as lagrimas começavam a escorrer. Sua expressão era de quem fazia um grande esforço. Rosto franzido.&lt;br /&gt;- Pensa que isso vai terminar quando? Esse tipo pútrido de ser que você possui jamais será aceito. Você matara mais e mais, ate que só restara você. E então nem mesmo você se aceitara. Então você mesmo acabara com sua raça. Sabe por quê? Por que é isso que fazem os fracos, os tolos, os inúteis, os miseráveis em mente, desprezíveis.&lt;br /&gt;Paulo agora estava caído no chão. Contorcia-se com as mãos puxando o cabelo.&lt;br /&gt;- Imagem maldita… imagem maldita… você esta só na minha mente, na minha mente.&lt;br /&gt;-É claro que estou na sua mente, fraca e tola. Sou sua consciência.&lt;br /&gt;- Não, não é.&lt;br /&gt;- Ate nisso é repugnante. Não consegue nem enxergar seus próprios pensamentos… por que não faz um favor bem grande a todos? Por que não se mata? Temos giletes em cima da pia. E você sabe direitinho a técnica não é mesmo?&lt;br /&gt;- Eu não sou fraco!&lt;br /&gt;O reflexo riu.&lt;br /&gt;- Idiota! Ordinário! Ninguém gosta de você! Ninguém quer um tipinho como o seu convivendo no meio dessa sociedade!&lt;br /&gt;- ELAS ESTAO ERRADAS!&lt;br /&gt;- Elas??! Elas?! Você acha mesmo que a maioria esta errada?! Olhe como você é asqueroso! Você não enxerga nem o obvio porque não lhe convém. Entenda uma coisa, você jamais será amado por alguém, por que ninguém é tão trouxa quanto você. Ninguém gosta de você.-&lt;br /&gt; EU NÃO PRECISO DE NINGUEM!&lt;br /&gt;- Então por que não faz esse favor a elas?!- Paulo sentou-se- Por que não se mata?! Vamos, não pode ser tão ruim… e pense: eu sumirei junto com você. Não há vida, não a consciência. Vai não se acha tão esperto? Quem esta errado, você ou eles?&lt;br /&gt;- Eles! – respondeu Paulo com convicção.&lt;br /&gt;- Então! Mostre a eles que você é superior! Deixe essa terra de gentinha.&lt;br /&gt;- Você esta me confundindo…&lt;br /&gt;- Só estou fazendo seu jogo. Vou te mostrar os dois lados: o lado a qual eu falo: você é um ser imundo e insolente e deve se matar para redimir seus erros e terminar com sua maldita raça que destrói vidas inocentes. A sua verdade: é esperto e os demais estão errados. Você deve morrer porque não é nobre o suficiente para viver neste meio.&lt;br /&gt;Paulo refletia.&lt;br /&gt;- Veja a lamina- falava a imagem. – Brilha… espera avidamente por seus pulsos. Por que não mata sua sede ein?&lt;br /&gt;As palavras ressoavam na mente de Paulo. Por que não mata sua sede ein? Por que não mata sua sede ein?Por que não mata sua sede ein? Por que não mata sua sede ein? MATE MATE MATE!Paulo levantou-se abruptamente e pegou a navalha.&lt;br /&gt;- Isso vai em frente campeão!&lt;br /&gt;Paulo desceu certeiro a lamina sobre o pulso. Ambos. O sangue esguichou quente e começou a manchar o chão de sangue. O reflexo gargalhava alto.&lt;br /&gt;- FRACO, PODRE, IMUNDO, RASCUNHO DE VERGONHA HUMANA!&lt;br /&gt;Paulo queria muito socar aquele espelho. Muito mesmo. Mas as forças já não deixavam. E tudo ficou tão negro quanto à escuridão. A ultima coisa que ouviu foi uma voz que lhe disse: hipócrita repugnante&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-7219058452993999274?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/7219058452993999274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=7219058452993999274&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/7219058452993999274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/7219058452993999274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/imagem-consciencia.html' title='Imagem consciência'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-6989711473546664641</id><published>2009-07-22T12:16:00.000-03:00</published><updated>2009-07-22T12:16:00.438-03:00</updated><title type='text'>Olhos</title><content type='html'>Olhos, diversos e misteriosos que guardam segredos irreveláveis, segredos tais que não se escondem na memória, na mente, estão seguros em um “lugar” maior e mais precioso, a alma.&lt;br /&gt;Variam de acordo com cada, revelam coisas inimagináveis, influenciam alguns e a outros nada fazem.&lt;br /&gt;Podem ser&lt;font style="font-weight: bold;"&gt; nada expressivos&lt;/font&gt;, aqueles com olhar morto, irrelevante, que não se abala independente da situação, como se estivesse desligado do mundo real e viajando num universo astral.&lt;br /&gt;Outros são &lt;font style="font-weight: bold;"&gt;pouco expressivos&lt;/font&gt;, como se estivessem semi-ligados ou em estado de carregamento. Em determinado ponto, expressam algo e acabou, voltam adormecendo tais como os nada expressivos.&lt;br /&gt;Em sua maioria são os &lt;font style="font-weight: bold;"&gt;expressivos&lt;/font&gt;, aqueles que têm por trás dos olhos verdades e mentiras que, com suas complexidades demonstram seus sentimentos em determinados momentos. Não são exagerados para nenhum lado, apenas naturais e como dito, a grande maioria os tem. Podendo, por vezes, assumir o estado de &lt;font style="font-weight: bold;"&gt;nada expressivos&lt;/font&gt; ou de &lt;font style="font-weight: bold;"&gt;ultra expressivo&lt;/font&gt; que, será explicado no decorrer do texto.&lt;br /&gt;Por fim, talvez não o último, o &lt;font style="font-weight: bold;"&gt;ultra expressivo&lt;/font&gt;, aquele que mesmo quando não quer demonstra o que se passa em seu íntimo, demonstra por meio do brilho dos olhos quão feliz está, mesmo que não deseje demonstrar, assim também o faz com a tristeza, o negrume escurece os olhos para demonstrar a tristeza. Naturalmente são olhos que chamam a atenção, não importa sua cor, chamará a atenção daqueles que olharem. E, são olhos que encanta e atrai, quando não os notam, de algum modo, eles chamam por outros olhos que se sentem na obrigação de olhá-lo. &lt;font style="font-weight: bold;"&gt;Ultra expressivos&lt;/font&gt; são poucos, talvez raros. Sempre que ver um, admire, pois talvez, jamais verá outro igual.&lt;br /&gt;Existe uma variação que, pode se transmutar em qualquer um dos tipos de olhos. Os chamados &lt;font style="font-weight: bold;"&gt;mutáveis&lt;/font&gt;. São aqueles que só demonstram por expressões aquilo que se é desejado. Este pode assumir qualquer uma das variações descritas, assim como qualquer um de qualquer variação pode ter desta em alguma quantidade. São raros os que são totalmente &lt;font style="font-weight: bold;"&gt;mutáveis&lt;/font&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;font style="font-style: italic;"&gt;Olhos, janelas da alma?&lt;/font&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quem diga que sim, há quem diga que não, cada qual pensa o que desejar sobre isso mas, no fim, sabemos: Através dos olhos podemos nos expressar, falar e demonstrar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-6989711473546664641?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/6989711473546664641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=6989711473546664641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6989711473546664641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6989711473546664641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/olhos_22.html' title='Olhos'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-1693710882892175454</id><published>2009-07-21T12:13:00.000-03:00</published><updated>2009-07-21T12:14:38.258-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobrenatural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>A Dívida</title><content type='html'>Enfim havia chego. Exausta. As mãos arranhadas tal como os pés e o rosto, esfacelada por subir a colina.&lt;br /&gt;- Dê-me minha filha!- pediu a mulher chorando.&lt;br /&gt;- Você cumpriu tudo o que lhe foi mandado.- falava o demônio enquanto enquanto segurava a garota desmaiada contra seu corpo escamoso e ofídio. - Porém se esqueceu de um detalhe: uma vez contratado jamais se desfaz. Você se dispôs a dar o que tinha de mais valioso em troca de meus serviços. Aí esta.&lt;br /&gt; A mulher sentou-se chorando, cansada e arrasada. Imunda.&lt;br /&gt;- Por que fez isso comigo?&lt;br /&gt; - Você não tem vergonha?! Sacrificou sua filha para um luxo seu! Por isso a fiz sofrer tanto. Você não honra o chão que pisa, o ar que respira! O demônio se aproximou da beira da colina e atirou a garota.&lt;br /&gt;- NÃO!- gritou a mulher. O corpo da menina caiu secamente no chão batido&lt;br /&gt; A mulher inconformada também se lançou.&lt;br /&gt;O demônio riu:&lt;br /&gt;- Humanos...- e sumiu em uma nuvem de enxofre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-1693710882892175454?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/1693710882892175454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=1693710882892175454&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1693710882892175454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1693710882892175454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/divida.html' title='A Dívida'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3619246288044233934</id><published>2009-07-18T15:07:00.002-03:00</published><updated>2009-07-18T15:34:19.859-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><title type='text'>Akane</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SmIQ3K8RjUI/AAAAAAAAAao/T-qGzXbSRCc/s1600-h/174_942-nagasaki-001.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 148px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SmIQ3K8RjUI/AAAAAAAAAao/T-qGzXbSRCc/s200/174_942-nagasaki-001.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359865046540324162" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;b&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Capítulo I - Nagasaki&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/b&gt;&lt;div&gt;Em 1570 os navegadores portugueses fundaram a cidade de Nagasaki, criaram um centro comercial que durante muitos anos foi a porta do Japão para o mundo, um porto comercial para os ingleses, holandeses, coreanos e chineses. Mas em 1637 devido a uma grande reação interna, os portugueses foram expulsos, e também outros povos ao longo do século XVII . Dotada pela natureza de um belo porto natural, esta cidade foi o cenário da ópera "Madame Butterfly" de Giacomo Puccini. Apesar disso, a cidade de Nagasaki só ficou mundialmente conhecida em 1945, por ter sido quase totalmente destruída no dia 9 de Agosto, após sofrer um ataque com a segunda bomba atômica, lançada pelos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em contraste com os vários aspectos modernos de Nagasaki, a grande maioria das residências era de construção japonesa antiquada, de madeira. Muitos dos edifícios eram também feitos de madeira ou de outros materiais não concebidos para suportar explosões. Foi permitido a Nagasaki, durante muitos anos, crescer sem obedecer a um plano urbanístico; as residências eram construídas junto a edifícios de fábricas, sendo o espaço entre os edifícios mínimo. Esta situação repetia-se maciçamente por todo o vale industrial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até à explosão nuclear, Nagasaki nunca tinha sido submetida a bombardeamentos de larga escala. Em 1 de Agosto de 1945, no entanto, várias bombas convencionais de elevada potência foram atiradas sobre a cidade. Algumas delas atingiram os estaleiros e docas do sudoeste da cidade. Várias outras atingiram a Escola de Medicina e Hospital de Nagasaki, com três impactos diretos nos seus edifícios. Embora os danos destas bombas tenha sido relativamente pequeno, criou preocupação considerável em Nagasaki, tendo várias pessoas - principalmente crianças -, por uma questão de segurança, sido evacuadas para áreas rurais reduzindo, assim, a população da cidade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cerca das 07:50 soou um alerta de ataque aéreo em Nagasaki, mas o sinal de "tudo limpo" foi dado às 08:30. Quando apenas dois B-29 foram avistados às 10:53, os japoneses aparentemente assumiram que os aviões se encontravam em missão de reconhecimento, e nenhum outro alarme foi dado. Ela acordou com as sirenes da cidade que estava sob ataque, já ouvera tantos alarmes falsos, não sabia se tinha ou não que se procupar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;---&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continua.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3619246288044233934?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3619246288044233934/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3619246288044233934&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3619246288044233934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3619246288044233934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/akane.html' title='Akane'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SmIQ3K8RjUI/AAAAAAAAAao/T-qGzXbSRCc/s72-c/174_942-nagasaki-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-8538082698240379354</id><published>2009-07-15T16:00:00.000-03:00</published><updated>2009-07-15T16:02:41.489-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><title type='text'>O Assassino e seu Assassino</title><content type='html'>Noite de verão, o ventilador estava ligado, apontado para a cama, as cobertas espalhadas pelo chão, o suor escorrendo pela face. Ele estava deitado, rolava na cama, de um lado para outro. Seus olhos fechados tremiam, suas mãos agarravam ao lençol com força, seu corpo tremia.&lt;br /&gt;Caminhava dentro de uma indústria, estava um pouco escuro e quente, estava perto das caldeiras. Vapor quente saia das tubulações enferrujadas, ouvia o ranger dos tubos e dos canos, ouviu um apito da caldeira e assustou.&lt;br /&gt;Sentia medo de estar ali, sentia que algo caminhava a espreita, esperando o momento exato para atacar. Não sabia quem e nem o porquê, só sabia que havia alguém lhe seguindo.&lt;br /&gt;Sentia a respiração pesar, tudo saia e entrava em foco, sua visão foi escurecendo e suas pernas cederam, caiu no chão fétido da fabrica. Tremia por inteiro. Sentia sua vida sendo sugada, tentou olhar em volta, viu á sua frente pés, olhou para cima e viu um rosto todo rasgado e cheio de cicatrizes olhando para ele.&lt;br /&gt;Uma mão o agarrou pelo pescoço e suspendeu no ar, tentou gritar, mas sua voz não saia, nem mesmo um grunhido. Tentou chutar, mas não sentia suas pernas se moverem. Era o fim e nada mais.&lt;br /&gt;Viu na mão esquerda do homem da face rasgada uma faca velha, enferrujada, ensangüentada. Sentiu-a penetrar a pele, depois a carne, sentiu a dor percorrer o corpo, seu lado sangrava rios. Não conseguiu gritar, tentou se sacudir para se soltar, em vão.&lt;br /&gt;O homem lhe desferiu mais um ataque, agora na barriga, sentiu a entrar e sair de dentro de si, sentia o sangue sair e seu corpo gelar.&lt;br /&gt;O homem o jogou no chão, sentiu a dor ao cair de costas. Sentiu o pé dele apertar seu peito com força e em seguida sentiu a faca atravessar seu peito, sentiu uma dor aguda, tremeu por inteiro, lágrimas de desespero escorreram por sua face, sentia seu coração romper quando a faca saia.&lt;br /&gt;Abriu os olhos, estava em sua cama, as cobertas espalhadas, o lençol todo ensangüentado, olhou para si e deu um grito de horror. Seu corpo estava todo coberto por sangue. Três grandes buracos abertos em seu corpo. Respirou uma única vez e seus olhos se fecharam.&lt;br /&gt;Morto, fora morto pelos seus sonhos vis, pelos sonhos malévolos que ele insistia em alimentar. Morto por objetivos sombrios e por mal uso de poder.&lt;br /&gt;Morto por sua própria face.&lt;br /&gt;Seu corpo rolou para o chão e seu rosto rasgado, cheio de cicatrizes parou de frente para o espelho. O assassino matou a si próprio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-8538082698240379354?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/8538082698240379354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=8538082698240379354&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8538082698240379354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8538082698240379354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/o-assassino-e-seu-assassino.html' title='O Assassino e seu Assassino'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4670851013854963451</id><published>2009-07-14T19:23:00.000-03:00</published><updated>2009-07-14T19:24:25.160-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poema'/><title type='text'>Condenação</title><content type='html'>&lt;p&gt;Nem que quisesse&lt;br /&gt;Nem que pudesse&lt;br /&gt;Nem que me fosse dado o dom&lt;br /&gt;Nem que o trauma minha memória apagasse&lt;br /&gt;Jamais poderia esquecer&lt;br /&gt;Aquele ultimo olhar profundo&lt;br /&gt;Aquele ultimo lampejar humano&lt;br /&gt;Do condenado a mim&lt;br /&gt;Antes de se perder nas sombras de seus pecados&lt;br /&gt;Antes de obter a salvação eterna&lt;br /&gt;Ou descobrir que a reza foi em vão&lt;br /&gt;Que nada há depois do estampido de minha arma&lt;br /&gt;Da pólvora na carne&lt;br /&gt;Do mundo girando.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4670851013854963451?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4670851013854963451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4670851013854963451&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4670851013854963451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4670851013854963451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/condenacao.html' title='Condenação'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-6609318841174819615</id><published>2009-07-13T18:51:00.001-03:00</published><updated>2009-07-13T18:53:41.488-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apocalipse'/><title type='text'>Carta ao Fim</title><content type='html'>Você já assistiu sua vida?&lt;br /&gt;Você já reviu seus conceitos?&lt;br /&gt;Você já aprendeu a não condenar?&lt;br /&gt;Você aprendeu a guardar segredos?&lt;br /&gt;Eu sempre condenei os suicidas. Todos. Qual a razão de se matar? Você tem toda uma vida. Ate que um dia, você descobre que as coisas não são tão simples. Que a felicidade não fica guardada nas coisas pequenas. E que a alegria de viver não sufoca a angustia. Quando me formei astrônomo, sempre pensei na humanidade, em ajuda-la. Jamais imaginei que um dia teria em minha mente, a resposta para o fim do mundo.&lt;br /&gt;Era um dia normal até que eu vi aquele enorme meteoro. Tão rápido quanto a luz. Tão grande quanto a Terra. Tão destruidor quando pudemos imaginar. Minha equipe simplesmente ficou imóvel. Os rostos ganhavam uma nova expressão, jamais vista por toda a humanidade em séculos. Não é de quem sabe quem vai morrer. É de quem sabe que a evolução de Darwin será cessada em horas e não há nada a se fazer. Meteoro. Grande demais para se destruir, rápido demais para se formar um plano. Era só esperar a morte. E o fim do mundo. Sem teorias bíblicas, sem guerras, sem nada. Sentar e assistir ao show.&lt;br /&gt;Isso foi ontem a noite. Amanhã o dia não irá raiar. Minha equipe decidiu por não revelar a humanidade. Por que causar o caos se não há solução? Nem nosso presidente sabe. Nem ninguém. Nem nos vimos mais. Fui um adeus comum. Quase como um: "Nos vemos amanhã." Engraçado. Nunca estamos prontos para o fim. Uns ficam sem reação. Outros preferem se desesperar. E alguns simplesmente levam o resto de vida.&lt;br /&gt;Fiz minhas últimas coisas. Ouvi minhas últimas músicas preferidas, bebi meu último copo de Coca-Cola de máquina, comi meu ultimo Trident, li o meu capítulo preferido de "O iluminado" assisti "The Wall" pela última vez. Comi uma grande barra de suflair e uma grande panela de brigadeiro. Não quero assistir ao espetáculo.&lt;br /&gt;Escrevo essa carta, caso haja algum sobrevivente. Extremamente improvável mas, o papel é a minha única fonte de desabafo. Eu gostaria que esse pedaço de árvore me respondesse. Me dissesse pelo menos um : "Boa viagem e não erre a bala". Seria divertido. O segredo pesa demais no meu consciente.&lt;br /&gt;Se você esta lendo isso, meus pêsames Um infeliz sobrevivente disso tudo. Acredito que esteja tudo devastado. Mas eu já vou indo. Já vai tarde e eu já enrolei demais. A bala me chama de forma tentadora. Aqui fica meu desencargo.&lt;br /&gt;Até alguma vida ou nunca mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-6609318841174819615?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/6609318841174819615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=6609318841174819615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6609318841174819615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6609318841174819615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/carta-ao-fim.html' title='Carta ao Fim'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5773110318045908835</id><published>2009-07-11T13:29:00.001-03:00</published><updated>2009-07-11T13:37:51.670-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Erotico'/><title type='text'>Um sonho</title><content type='html'>Era uma casa no estilo oriental, caminhei por um longo corredor, no final dele, ao lado direito abri uma porta, daquelas de correr.&lt;br /&gt;Quando olhei para o interior do quarto senti meu coração pulsar como nunca havia pulsado, era como se eu tivesse levado um grande susto, ganhado um presente, como se estivesse descendo pelos trilhos de uma montanha-russa!&lt;br /&gt;Meus olhos se encheram de brilho ao verem você, ali, deitada em uma cama, com um vestidinho claro, curto por causa do calor.&lt;br /&gt;Era como olhar para a “bela adormecida” dos contos de fada, tão pura, tão bela, tão sedutora.&lt;br /&gt;Comecei a fechar a porta devagar para que você não acordasse, porém, era tarde, você havia a acordado, virou-se para mim e disse numa voz sonolenta e suave:&lt;br /&gt;_O que esta fazendo? Fica aqui comigo.&lt;br /&gt;Fiquei ali parado, um sorriso no meu rosto ruborizado. Meu coração parecia que ia rasgar meu peito e saltar para seus braços.&lt;br /&gt;_Ei, não fique ai parado a porta, deite-se aqui comigo. – você me chamou novamente com aquela voz sedutora.&lt;br /&gt;Entrei e fechei a porta, caminhei e deitei ao lado, nos viramos de modo a ficarmos de frente um para o outro. Você me deu um selinho e se virou a moda que ficou de costas para mim. Pegou minha mão e colocou sobre seu corpo, fiquei acariciando sua barriga e beijando seu pescoço e sua nuca, mordiscando sua orelha.&lt;br /&gt;Levantamos e fomos para os fundos da casa onde havia uma fonte, no estilo de fonte termal, sentamos na escada da porta e ficamos ali, abraços olhando para aquela fonte.&lt;br /&gt;Foi aí que o medo sobressaiu, ouvimos vozes e passos no interior da casa, levantamos, segurei firme sua mão e adentramos a casa, corremos para o quarto e fechamos a porta. Puxei você para um canto do quarto, um canto um pouco escondido e te abracei.&lt;br /&gt;Você tremia de medo, fiz de conta que eu não estava com medo para que você não percebesse. Ficamos ali por algum tempo e alguém abriu a porta.&lt;br /&gt;Nos escondíamos por que não podíamos ficar juntos, todos nos queriam longes, separados. Mas ignoramos os riscos para que naquela noite pudéssemos ficar bem perto um do outro.&lt;br /&gt;Abriram a porta e olharam para dentro, algo rápido, não nos viram. Ouvimos passos do lado de fora que indicavam que estavam indo embora.&lt;br /&gt;Fechei novamente a porta e me deitei com você na cama. Te abracei e beijava seu pescoço, enquanto minha mão acariciava sua barriga.&lt;br /&gt;Tirei sua blusinha lentamente, você se virou a moda que ficasse de frente pra mim, tirou minha camisa. Minha barriga tocou a sua, nossos beijos se tornaram “quentes”. Estávamos enfim nos amando.&lt;br /&gt;Sussurrei no seu ouvido um “eu te amo” que fez com que você se arrepiasse de prazer.&lt;br /&gt;Ouvi também o seu sussurro, um “amo mais” que fez com que meu corpo estremecesse de prazer e desejo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5773110318045908835?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5773110318045908835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5773110318045908835&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5773110318045908835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5773110318045908835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/um-sonho.html' title='Um sonho'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-8967021746145029643</id><published>2009-07-10T14:11:00.000-03:00</published><updated>2009-07-10T14:12:03.771-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>O Beijo</title><content type='html'>Sentia que era seguida ja à varios quarteirões. Mas, agora que o via de frente, perdera o medo. Estava paralisada mas não por terror mas sim, por sua beleza.O cabelo cor de palha esvoaçava liso, brilhante. Os olhos de um cinza inteso qual já mais havia visto. A pele alva como o luar. Os traçoes leves e encantadores. Uma paz com a qual não sabia se devia lidar. A calça de linho estava impecavelmente passada tal como sua camisa de seda negra. Ouviu o barulho de sapatos que batiam no chão e desperta de seu transe percebeu que o rapaz de si aproximava.De alguma forma sabia que que o que vinha ate ela era a morte. Mas, se a morte era tão bela assim, preferia deixar-se levar.Ele estava na sua frente. Um sorriso enigmatico. O vampiro ergue a mão e acariciou o rosto da mulher. Sua mão era fria. Ela se arrepiou. Aproximou sua face da dela descendo lentamente até o pescoço.A mulher sentiu o toque do suave e gélido rosto. Não havia respiração. Seu perfume era doce como baunilha. Os dentes foram caravados em seu pescoço. Não sentiu dor. Estava anestesiada pela beleza do ser. O sangue lhe era tirado mas, não roubado porque fazia de sua vontade. Os dentes largaram seu pescoço. Ela caiu na calçada fria da madrugada.Quando já perdia a consciência sentiu os labios frios que tocavam os seus. O vampiro emergiu na escuridão deixando o corpo da bela mulher para trás, no ultimo suspiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-8967021746145029643?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/8967021746145029643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=8967021746145029643&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8967021746145029643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8967021746145029643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/o-beijo.html' title='O Beijo'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4602185803053509508</id><published>2009-07-09T11:48:00.004-03:00</published><updated>2009-07-09T13:02:14.065-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ecologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Nascente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SlYM_p2CmKI/AAAAAAAAAaY/4c8gfpsssNI/s1600-h/o-heroi-aquiles-filho-de-tetis.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 165px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SlYM_p2CmKI/AAAAAAAAAaY/4c8gfpsssNI/s200/o-heroi-aquiles-filho-de-tetis.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356483094507591842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;A revelação de minha esposa, de que vira, como eu, Floresta; me acalmou, mas ainda restava me o pedido que me fez: "Anuncia, que morro, todos os dias, que os homens matam quilometros de mim dia-a-dia, em breve deixarei de existir".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como poderia anunciar a morte da Terra? Sendo escritor, não me seria dificil narrar uma história &lt;i&gt;à la&lt;/i&gt; O dia em que a Terra parou, mas achei melhor fazer um relatode tudo que vi naquele dia e da história de como a humanidade vem destruindo, dia-a-dia, o único planeta que pode sustentar a vida humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então aqui está a crônica que escrevi a esse respeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:6;color:#CC0000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:24px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:130%;color:#000000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" font-weight: normal;font-size:16px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(204, 0, 0);  font-weight: bold; font-size:24px;"&gt;Aquiles.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-size:6;color:#CC0000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:24px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A maioria das pessoas sempre acho que a Terra fosse indestrutivel, que nada que fizessemos a ela poderia matá-la, mas a Terra tem sim um ponto fraco, eum calcanhar de Aquiles, a humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;As seis pragas do Aquecimento Global :&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;1. O Ártico e a Groelândia estão derretendo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cobertura de gelo da região no verão diminuiu ao ritmo constante de 8% ao ano há três décadas. No entanto, a temperatura na região era superior à actual nas décadas de 1930 e 1940, sendo os glaciares mais pequenos do que hoje. Em 2005, a camada de gelo foi 20% menor em relação à de 1979, uma redução de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, o equivalente à soma dos territórios da França, da Alemanha e do Reino Unido. No entanto, no Hemisfério Sul, durante os últimos 35 anos, o derretimento apenas aconteceu em cerca de 2% da Antártida, onde 90% do gelo do planeta está acumulado; nos restantes 98%, houve um esfriamento e a IPPC estima que a massa da neve deverá aumentar durante este século. Mesmo um aquecimento de 3 a 6 graus tem um efeito relativamente insignificante já que a temperatura média da Antártida é de 40 graus negativos. É de notar igualmente que no período quente da Idade Média havia quintas dos Viking na Groenlândia e também não havia gelo no Ártico. E, mesmo que derretesse todo o gelo do Ártico, isso não afetaria o nível da água nos oceanos porque se trata de gelo flutuante: o volume de água criado seria igual ao volume de água deslocado pelo gelo quando flutua.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2. Os furacões estão cada vez mais fortes&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devido ao aquecimento das águas, a ocorrência de furacões das categorias 4 e 5 (os mais intensos da escala), dobrou nos últimos 35 anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3. O Brasil na rota dos ciclones&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O litoral sul do Brasil foi varrido por um forte ciclone em 2004.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;4. O nível do mar subiu&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A elevação desde o início do século passado está entre 10 e 25 centímetros. Em certas áreas litorâneas, como algumas ilhas do Pacífico, isso significou um avanço de 100 metros na maré alta. Actualmente (Setembro de 2006), o painel intergovernamental de mudança climática estima que o nível das águas poderá subir entre 14 e 43 cm até o fim deste século. Estudos recentes parecem indicar que, contrariamente ao que antes se pensava, o aumento das taxas de CO2 na atmosfera não está provocando nenhuma aceleração na taxa de subida do nível do mar[mais...].&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;5. Os desertos avançam&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O total de áreas atingidas por secas dobrou em trinta anos. Um quarto da superfície do planeta é agora de deserto. Só na China, as áreas desérticas avançam 10.000 quilômetros quadrados por ano, o equivalente ao território do Líbano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;6. Já se contam os mortos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Organização das Nações Unidas estima que 150.000 pessoas morrem anualmente por causa de secas, inundações e outros fatores relacionados diretamente ao aquecimento global. Estima-se que em 2030, o número dobrará.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;À algum tempo atras havia o grito "Save the whales", ou em bom portugues: Salvem as baleias. Bom, agora que as baleias estão, pelo menos um pouco, fora de perigo, me ocorreu que um novo grito deveria ser dado, não para salvar uma espécie específica de animal, mas para salvar todas as espécies...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"Save the Earth" [Salvem a Terra], esse deve ser o novo lema daqui para frente, ou em breve não se poderá ter lema algun já que a Terra ficar inabitavel em 100 anos, eu sei que pode ser exageiro, mas se não for 100 provavelmente vai ser em menos tempo, se tudo continuar como está. Agora depende de nós quanto tempo resta de vida para o nosso planeta que ja foi azul...&lt;/div&gt;&lt;hr /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF0000;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Aquecimento_global&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4602185803053509508?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4602185803053509508/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4602185803053509508&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4602185803053509508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4602185803053509508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/nascente.html' title='Nascente'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SlYM_p2CmKI/AAAAAAAAAaY/4c8gfpsssNI/s72-c/o-heroi-aquiles-filho-de-tetis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-2761399011199330045</id><published>2009-07-02T15:01:00.002-03:00</published><updated>2009-07-02T15:01:42.920-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apocalipse'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Batalha Final</title><content type='html'>Alexandre subiu correndo as escadas do prédio de Agatha.  Bom era o tempo em que eram amigos…&lt;br /&gt;Chegou ofegante a porta do apartamento, com o livro embaixo dos braços e começou a esmurrar a porta.&lt;br /&gt;- Agatha abre essa porta! Agatha, você não pode fazer, você não sabe o que esta fazendo! AGATHA ABRE ESSA PORTA!&lt;br /&gt; Não recebendo resposta, Alexandre chutou a porta. Uma, duas, até que essa se escancarou.&lt;br /&gt;- SAIA JÁ DAQUI ALEXANDRE! NÃO TE DOU O DIREITO DE INVADIR… - gritou Agatha que havia se precipitado para o ex-amigo, ao ouvir o barulho.&lt;br /&gt;- AGATHA VOCE NÃO PODE FAZER ISSO!&lt;br /&gt;- Você é tolo Alexandre. Sempre foi. Pense no poder que teremos nas mãos… ou melhor, eu terei!&lt;br /&gt;- Você sabe que eu tenho o oposto não sabe?&lt;br /&gt;Agatha riu.&lt;br /&gt;- O oposto é tão fraco Alexandre… como ousa?&lt;br /&gt;- Você quer mesmo invocar o mal Agatha?&lt;br /&gt;- O bem e o mal. Que definiu esses termos? O que é realmente bom e o que é realmente mal?  Quem disse que essas concepções estão corretas? O que temos como correto?&lt;br /&gt;- Tenho como correto o que me faz o bem.&lt;br /&gt;- E como sabe o que realmente te faz bem? Quem definiu que isto que sente é bom?&lt;br /&gt;- O meu caráter.&lt;br /&gt;- E quem moldou o caráter? Quem disse que há bem e mal? Forte e fraco? É imaterial.&lt;br /&gt;- Imaterial é seu coração Agatha.&lt;br /&gt;- Uma criança que possui pais assassinos e com eles convive provavelmente se tornará um assino. Ele tem aquilo como mal e errado. Mas, sua concepção de mal e errado diz que aquilo que esta fazendo esta certo. Indiretamente certo. Complicado né? É uma questão de pontos de vista Alexandre.&lt;br /&gt;- O seu esta severamente distorcido Agatha.&lt;br /&gt;Agatha jogou os cabelos negros e lisos para trás rindo.&lt;br /&gt;- Não meu caro Alexandre. O seu que esta manipulado.&lt;br /&gt;Agatha virou-se e saiu para um corredor de sua casa. O vestido vermelho farfalhando aos pés.&lt;br /&gt;- Agatha aonde vai?! Agatha!&lt;br /&gt;Alexandre a seguiu. Encontrou Agatha na cozinha com um livro velho aberto nos braços. Olhou uma ultima vez pare ele com seus olhos castanho claro e começou a ler a maldição.&lt;br /&gt;- PARE AGATHA!&lt;br /&gt;Tentou tirar o livro de suas mãos, mas o livro o queimou. Os olhos de Agatha brilhavam com brasas vivas.&lt;br /&gt;Desesperado abriu seu livro e começou seu encantamento. Os olhos se tornaram azuis como o céu. Via o mundo bidimensional, estranhamente iluminado.&lt;br /&gt;O semblante de Agatha era serio e revoltado. Um vento forte tomou conta da cozinha envolvendo-os. Alexandre lia seu encantamento com força.&lt;br /&gt;Ao lado de Agatha, um demônio se materializou. Um homem esquálido, de cabelos lisos, negros e longos, vestido com uma túnica negra e asas de morcego. Ao lado de Alexandre, se materializou um anjo. Alvo, com os cabelos ondulados e castanhos. Feições de guerreiro roupa de gladiador. Fez uma reverencia a Alexandre apoiado em sua espada.&lt;br /&gt;Tão logo se levantou e se pôs em posição de ataque para com o demônio que sorria displicente.&lt;br /&gt;- Por que me tirou de meu mundo? – perguntou o demônio a Agatha esnobando o anjo.&lt;br /&gt;- Meu caro, meu amigo e este… anjo, dizem-se maiores que vocês. Quero que provem seu poder, e mostrem como são mais poderosos.&lt;br /&gt;O anjo demonstrou indignação.&lt;br /&gt;- Mestre, foi para isso que me chamou?- perguntou olhando para Alexandre.&lt;br /&gt;- Foi. Dói ter que me virar contra uma antiga amiga, mas, seu juízo se foi.- Demônio prepare seu exercito que preparo o meu.&lt;br /&gt;O demônio riu friamente.&lt;br /&gt;- Ora anjo, o meu sempre esteve pronto. Você sabe que esse plano a nós pertence.&lt;br /&gt;- Pois estamos no mesmo ponto. Invoca-o então.&lt;br /&gt;O demônio riu mais alto.&lt;br /&gt;- Não pretende desenvolver uma batalha dentro da cozinha de uma mortal não é mesmo?&lt;br /&gt;- Temos toda uma Terra.                                        &lt;br /&gt;- Pois, primeiro os bobos… - disse o demônio apontando para a janela.&lt;br /&gt;- Com todo prazer!- vociferou o anjo atacando o demônio e empurrando-o. Ambos caíram pela janela.&lt;br /&gt;Agatha saiu correndo descendo as escadas furiosamente até a rua. Alexandre correu atrás para ver. Agatha, com um sorriso sádico no rosto. Alexandre com o terror estampado. Pessoas se reuniam, apavoradas ao redor. O céu era de um cinza sujo triste.&lt;br /&gt;Na rua, os dois exércitos já estavam formados. O de anjos reverenciou Alexandre. O de demônios nem se quer olhou para Agatha.&lt;br /&gt;- Golpe baixo anjo… - falou o demônio enfurecido&lt;br /&gt;- O primeiro de muitos! – gritou o anjo.&lt;br /&gt;A batalha havia começado. As espadas de luz, flamejantes, rasgavam o ar e demônios. O sangue podre povoava o ar. As pessoas correram apavoradas.&lt;br /&gt;Os cajados brilhantes e negros nocauteavam os anjos, fazendo com que estes se explodissem em luz.&lt;br /&gt;A massa de luz lentamente era absorvida pela escuridão. Gradualmente, o numero de cajados se tornava maior que o de espadas. Alguns demônios jogavam bolas de fogo que surgiam de suas mãos, fazendo com que os anjos se incinerassem. Os poderes lançados pelos anjos eram facilmente bloqueados. Jogavam em vantagem.&lt;br /&gt;Agatha sorrindo virou-se para o amigo.&lt;br /&gt;- Eu não disse? Veja seu “bem” esta fraquejando perante o meu “mal”.&lt;br /&gt;Alexandre olhava aterrorizado, com lagrimas nos olhos.&lt;br /&gt;Agatha começou a rir os olhos ainda flamejantes.&lt;br /&gt;- Você destruiu todos os anjos! Todos! OLHA O QUE VOCE FEZ AGATHA! OLHA O QUE VOCE CAUSOU!&lt;br /&gt;Agatha o olhava satisfeita.&lt;br /&gt;Os demônios em maior quantidade cercaram um grupo de últimos dez anjos. Um ponto de luz ao redor de uma massa negra.&lt;br /&gt;Ergueram seus cajados e apontaram para o centro. A luz explodiu e ofuscou a visão.&lt;br /&gt;- NÃO! – gritou Alexandre.&lt;br /&gt;A luz apagou e a massa negra mostrou seus cajados para o solo em comemoração.&lt;br /&gt;O demônio se aproximou de Alexandre e Agatha, que sorria sadicamente.&lt;br /&gt;- Por que sorri humana? Esta na hora de sua condenação. Você obviamente irá para o nosso reino. Você destruiu um planeta e uma legião. Jamais terá salvação.&lt;br /&gt;O sorriso de Agatha se apagou.&lt;br /&gt;- Como assim condenação? Vocês não podem destruir minha raça!&lt;br /&gt;O demônio riu gostosamente.&lt;br /&gt;- Humana, somos deuses, fazemos o que bem entendemos.&lt;br /&gt;- Mas eu os invoquei!&lt;br /&gt;- Sim e somos muito agradecidos por isso. Mas, como já disse anteriormente, esse plano a nós pertence. Isso não inclui humanos. Você destruiu sua raça.&lt;br /&gt;Agatha olhou horrorizada o demônio se afastar ate sua legião negra. Este ergueu o cajado ao céu. Os demais o imitaram.&lt;br /&gt;Uma espécie de fumaça, gás, começou a imanar dos cajados. Uma a uma as pessoas foram caindo. O céu estava coberto pela nuvem negra. O sol já não brilhava.&lt;br /&gt;Agatha e Alexandre caíram. O mundo rodava, o peito pesava.&lt;br /&gt;Fraca, Agatha olhou para Alexandre, com lagrimas nos olhos.&lt;br /&gt;- Me perdoe Alexandre… por favor… eu já não terei salvação mesmo.&lt;br /&gt;As lagrimas também escorriam dos olhos de Alexandre.&lt;br /&gt;- Te perdôo Agatha… te perdôo.&lt;br /&gt;De mãos dadas, aguardaram suas mortes e assistiram ao apocalipse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-2761399011199330045?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/2761399011199330045/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=2761399011199330045&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2761399011199330045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2761399011199330045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/07/batalha-final.html' title='Batalha Final'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4079510295893780189</id><published>2009-06-24T13:55:00.001-03:00</published><updated>2009-06-24T13:55:55.521-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medieval'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Traços Humanos</title><content type='html'>De todos os traços da personalidade humana a traição, sem duvida alguma é a mais notável.&lt;br /&gt;Venho por entres os séculos observando. As punhaladas sempre vêem em maior quantidade em relação aos laços de lealdade.&lt;br /&gt;O mais cruel, em minha opinião, foi o com minha irmã. Uma a mais apenas na historia. Mas minha irmã…&lt;br /&gt;Morávamos em uma aldeia há centenas de anos. O lugar era calmo e agradável. Não nos misturávamos muito com as outras pessoas. Mas posso dizer que era um vinculo de convivência agradável.&lt;br /&gt;Os anos foram se passando, as pessoas morrendo, outras chegando, as crianças cresceram, tiveram filhos… e esses filhos, tal como elas, ficavam doentes.&lt;br /&gt;Não havia muitos recursos, não havia antibióticos. Mas, havia nossos chás, nossas infusões. A nossa medicina jamais falhava. As nossas plantas tudo curavam.  Dessa forma, as crianças das qual já citei, cresceram sadias.&lt;br /&gt;Mas, toda nossa bondade é esquecida.&lt;br /&gt;A inquisição veio, e veio atrás de nós. Eu nunca soube quem nos denunciou.&lt;br /&gt;Numa noite entraram em nossa cabana. Escapei pela janela. Já havíamos conversado, eu e minha irmã sobre isso…&lt;br /&gt;Fugi para um lugar não muito longe dali onde passei a noite. Por meio de burburinhos ouvi que seria queimada em dois dias. Meu coração partiu como jamais havia se partido.&lt;br /&gt;Ainda havia uma luz em meu peito. Pensei que jamais as crianças e pessoas de qual havíamos tratados nos virariam as costas. Não depois de tudo o que fizemos por elas. A tiramos das garras da morte sempre astuta que insiste em dar fim àquilo que não se completou.&lt;br /&gt;Vi os dias passarem rápido. Vendo que nada se resolvia, entrei em desespero.&lt;br /&gt;O jeito era ir ver a execução e esperar que alguém se manifestasse. Tinham que se manifestar, nós praticamente garantimos a sobrevivência daquela aldeia!&lt;br /&gt;No outro dia cedo, vesti-me como uma capa que encobria meu rosto e fui ate o local da execução.&lt;br /&gt;Não podia dar sinais de minha presença ali, mas acreditava que o povo fielmente a salvaria. Chegando la, vi toda a aldeia em volta da onde seria a fogueira. E minha irmã la amarrada. Ela sentiu a minha presença e logo me achou.&lt;br /&gt;Incrível como se manteve dura. Não chorava nem esboçava nenhuma emoção. Um homem começou a ler então sua sentença. Eu olhava em volta em pânico, procurando alguém que se manifestasse.&lt;br /&gt;Com o decorrer da leitura, a movimentação começou. Mas, jamais do jeito que imaginei.&lt;br /&gt;Gritavam em uma só voz: “Bruxa! Bruxa! Bruxa! Bruxa!”. Os punhos erguidos.&lt;br /&gt;Eu estava inconformada. Muitos dos que gritavam haviam sido curados por nós! De enfermidades graves! Minha irmã vendo minha inquietação lançou-me um olhar duro e penetrante. Aquietei-me.&lt;br /&gt;Ao fim da leitura, ela respirou fundo. Pareceu se arrumar um pouco. Olhou para meu rosto uma ultima vez. Não agüentei, virei às costas e sai correndo chorando. Ela era forte. Não ouvi gritos seus.&lt;br /&gt;Larguei tudo para trás. Nunca mais voltei à aldeia ou a cabana. Deixei toda aquela população a própria sorte. Soube que foram dizimados por uma doença que eu e minha irmã poderíamos ter facilmente tratado.&lt;br /&gt;Hoje, com a medicina avançada não me procuram para curar enfermidades do corpo e sim da alma. Porque na alma, a ciência nunca consegue tocar.&lt;br /&gt;Mas recuso-me a ajudar de forma eficiente. Nunca se sabe do dia de amanhã. O sentimento de traição jamais ira se apagar de meu coração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4079510295893780189?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4079510295893780189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4079510295893780189&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4079510295893780189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4079510295893780189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/06/tracos-humanos.html' title='Traços Humanos'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-8078936469539575350</id><published>2009-06-17T12:17:00.005-03:00</published><updated>2009-07-09T13:01:58.736-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ecologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Nascente: Vênus - Parte II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0c/Pan_satyre_della_Valle.jpg/287px-Pan_satyre_della_Valle.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 287px; height: 600px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/0c/Pan_satyre_della_Valle.jpg/287px-Pan_satyre_della_Valle.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Voltei para casa e sentei-me no degrau da escada, pensando na visão que tivera e no que poderia significar, enquanto eu pensava, minha esposa despertou e, não me encontrando ao seu lado saiu em minha procura, encontrou-me na escada, sentou-se ao meu lado e perguntou:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Insônia?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Não, acordei cedo desta vez...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Está tudo bem? Você está com uma cara...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-saí para caminhar um pouco, fui até o arvoredo ali; apontei para o "bosque", e ...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- E?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Faltavam-me palavras para contar-lhe minha visão e o poder dela ainda estava presente em mim, era como se revelar o que ou quem eu tinha visto fosse uma tarefa muito penosa, mas minha esposa insistiu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-E?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Você não vai acreditar no que eu vi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-O que você viu, algum animal raro? - Minha esposa é bióloga e adora animais, se eu dissesse que tinha visto um Cervo, por exemplo, ela vestir-se-ia rápida como um raio e insistiria que eu a levasse para o lugar, mas a aparição que eu avistara era mais bela e mais terrível que qualquer Cervo possa ser.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Eu estava acordado, bem acordado, não imaginei e tampouco devaneei,  eu a vi!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Quem?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Vênus...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Vênus? Disse ela sem entender.  Mas para ver Vênus basta sair no quintal e olhar para o céu...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Não, o planeta não, eu vi Vênus, a deusa... como no quadro de Botticelli...Era floresta...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Eu gaguejava, não sabia como convencê-la de que minha visão não fora criada por minha mente, nem pelo sono, me faltavam novamente as palavras, tentava contar-lhe tão bela e terrível visão, não podia ou não sabia, a época, descrever como o olhar me penetrara a alma e como fui intimidado por seu poder, pela fixidez do seu olhar, pela terrível ternura em seu rosto, pela doce tristeza de sua voz, nunca antes me faltaram palavras para dizer coisa alguma, agora todo o lexico de um dicionário não me ajudaria a fazê-lo, abri a boca para tentar explicar, mas, desisti, suspirei e isso falou mais alto à minha esposa que multidão de palavras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;-Entendo, você a viu não foi? Eu também já vi, mas para mim era Pã ¹...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;____________________________________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;hr /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;1 - Pã (Lupércio ou Lupercus em Roma) era o deus dos bosques, dos campos, dos rebanhos e dos pastores na mitologia grega. Residia em grutas e vagava pelos vales e pelas montanhas, caçando ou dançando com as ninfas. Era representado com orelhas, chifres e pernas de bode. Amante da música, trazia sempre consigo uma flauta. Era temido por todos aqueles que necessitavam atravessar as florestas à noite, pois as trevas e a solidão da travessia os predispunham a pavores súbitos, desprovidos de qualquer causa aparente e que eram atribuídos a Pã; daí o nome pânico. [&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pan_(mitologia)"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Pan_(mitologia)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;]&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-8078936469539575350?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/8078936469539575350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=8078936469539575350&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8078936469539575350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8078936469539575350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/06/nascente-venus-parte-ii.html' title='Nascente: Vênus - Parte II'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-2216851112194929012</id><published>2009-06-10T19:31:00.000-03:00</published><updated>2009-06-10T19:32:33.381-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comédia'/><title type='text'>Os óculos</title><content type='html'>Prefácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto do SUS, dia 15 de agosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Numero três mil quatrocentos e vinte e oito!- chamou a atendente. – Por favor, o numero…&lt;br /&gt;- Sou eu! – falou José apressado. – Estou a mais de três horas nessa fila…&lt;br /&gt;O homem, magro, humilde meio que tateando foi ate a atendente.&lt;br /&gt;A atendente com má vontade perguntou:&lt;br /&gt;- Em que posso ajudar senhor?&lt;br /&gt;- Eu preciso marcar uma consulta de visão.&lt;br /&gt;- Como senhor?&lt;br /&gt;- Ver o médico dona! O médico dos zoio dona!&lt;br /&gt;- O oftalmologista então?&lt;br /&gt;- Oi?&lt;br /&gt;- Qual o problema do senhor?&lt;br /&gt;- Ah dona… eu vejo as coisa tudo meio bagunçada sabe…&lt;br /&gt;- Ah… psiquiatra então?&lt;br /&gt;José, desconcertado por não saber os termos da qual a moça se referia, respondeu:&lt;br /&gt;- É dona! É isso ai mesmo!&lt;br /&gt;A moça, mais irritada ainda por achar que estava lidando com um louco, olha na agenda.&lt;br /&gt;- Bem senhor, temos consulta daqui um ano e meio.&lt;br /&gt;- Um ano e meio?! – perguntou estupefato.&lt;br /&gt;- Sim, um ano e meio. Mais precisamente dia 24 de fevereiro.&lt;br /&gt;- Ah… marca né…&lt;br /&gt;- O senhor queira preencher esta papeleta… - respondeu a moça entregando-lhe um questionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano e meio depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Numero oitocentos e cinqüenta dois!- chamou à assistente.&lt;br /&gt;José enfiava o papel no olho tentando enxergar. Vendo apenas borrões, virou-se para o que imaginava ser uma mulher vestida de verde e perguntou:- Senhora… licença… que numero ta aqui? Num to enxergando sabe…&lt;br /&gt;A assistente estava pronta para chamar o próximo numero quando viu que um dos pacientes conversava com o vaso de plantas. Acostumada, levantou-se e dirigiu-se ao homem.&lt;br /&gt;- Senhor, deixe-me ver… - falou gentilmente tirando o papel de sua mão.&lt;br /&gt;- Oi!&lt;br /&gt;- Sim, agora é o senhor. Acompanhe-me.&lt;br /&gt;José levantou e saiu tateante acompanhando o vulto.&lt;br /&gt;- Pode entrar. Sente ali naquela poltrona.&lt;br /&gt;A assistente saiu e fechou a porta.&lt;br /&gt;Pelo menos as cadeiras ele sabia que eram cadeiras. Sentou-se e esperou.&lt;br /&gt;A médica surgiu com uma prancheta na mão. Na descrição da ficha preenchida há um ano, havia confusão mental.&lt;br /&gt;- Bom dia senhor José. Como não temos muito tempo, vamos direto ao ponto.&lt;br /&gt;A médica sentou-se de frente e lhe mostrou um quadro.&lt;br /&gt;- O que vê aqui senhor?&lt;br /&gt;- O dotora… pra ser sincero, nada não senhora… ta tudo embaçado sabe… tem uma rabisqueira ai só dona. Eu to cego ma num to lesado… isso ai são rabisqueiros.&lt;br /&gt;- Rabisqueiros? Veja direito.&lt;br /&gt;- O dotora… só vejo rabisco mesmo. – respondeu forçando a vista.&lt;br /&gt;- Como rabiscos?! Isso meu senhor é uma pintura abstrata valiosíssima!&lt;br /&gt;- Ab… ab o que dotora? É grave? Tem cura? Dotora eu não posso fica cego não!&lt;br /&gt;A médica então levantou bateu palmas e dois homens fortes chegaram com uma camisa de força.&lt;br /&gt;- O de sempre. – falou a medica a um deles&lt;br /&gt;- O dotora… que roupa é essa? O dotora é grave esse abstrota? Dotora pra onde tão me levando? Dotora! Ô dotora! Aguia aqui não ein! Tira essa aguia de perto de mim agora! Oceis tão… ai! O dotora, esses home aqui… dotora, meu seu teto ta girando… dotora…&lt;br /&gt;José desmaiou.&lt;br /&gt;- Numero oitocentos e cinqüenta e três! – chamou a assistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prólogo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Zé, o remédio!- falou o enfermeiro.&lt;br /&gt;José se levantou e foi ate la buscar sua dose.&lt;br /&gt;- O moço… eu gosto muito desse quarto cheio das almofada e tudo mais… mai, quando meu zóculo vão fica pronto ein? Esses remédio num tão funcionando…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-2216851112194929012?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/2216851112194929012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=2216851112194929012&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2216851112194929012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2216851112194929012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/06/os-oculos.html' title='Os óculos'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4464342814013791358</id><published>2009-06-08T14:46:00.006-03:00</published><updated>2009-06-09T12:58:07.317-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Arte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ecologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><title type='text'>Nescente</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/Si1YzVtLrSI/AAAAAAAAAZ4/txHbXl7itcM/s1600-h/botticelli-venus.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 129px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/Si1YzVtLrSI/AAAAAAAAAZ4/txHbXl7itcM/s200/botticelli-venus.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345025971781872930" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#990000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Vênus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando olho em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;direção&lt;/span&gt; ao nascente, me lembro daquele dia. Acordei antes do primeiro canto que anuncia a Alvorada, e é como dizem por aí; as horas mais escuras são, justamente, aquelas que precedem a Aurora. Não sei o que me acordou tão cedo, mas assim que despertei não consegui voltar a dormir, havia alguma perturbação no ar, como um preludio de tempestade, mas não havia nuvem no escuro céu da madrugada, apenas a lua crescente e as frias estrelas, tudo era silêncio e escuridão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saí da cama e decidi sair de casa, andar um pouco, acendi um cigarro e comecei a vagar, como é meu costume quando estou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;insone&lt;/span&gt; - Perto de casa existe um pequeno arvoredo, que há muito tempo fora um bosque e, antes disso (antes dos Bandeirantes), era uma floresta, que ia daqui até o Pernambuco, ou, quem sabe, até a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Amazônia&lt;/span&gt;. Andei até as árvores, toquei o tronco da primeira ao meu alcance, senti-a viva, quase ouvi a sua voz, era triste e doce.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi então que avistei uma mulher, primeiro pensei que delirava, pois estava nua, lembrei da deusa &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Vênus&lt;/span&gt; no quadro de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Botticelli&lt;/span&gt; que nascera das brumas, coberta apenas por seu cabelo, pois era assim a mulher, por isso chamei-a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Vênus&lt;/span&gt;, embora seu nome verdadeiro há muito morreu com o último da raça que morou aqui antes da invasão &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;européia&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era Floresta e vinha a mim - Ela aparece de modo diferente à cada um que a vê, para uns é o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Curupira&lt;/span&gt;, para outros a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Caipora&lt;/span&gt;, para mim, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Vênus&lt;/span&gt;. A mata abriu-lhe caminho e ela avançava &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;inexoravelmente&lt;/span&gt; até mim, não lhe temi; chegou ao meu lado e olhou-me.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seu olhar era &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;terrível&lt;/span&gt; de suportar, via através da minha pele, viu minha alma e pensamentos, não me disse palavra, mas compreendi-a, ela seguiu seu caminho, me deixando parado ali, abismado com seu poder, que, embora minguasse dia-a-dia, ainda era suficiente para intimidar um homem. Voltei para casa e sentei-me no degrau da escada, pensando...&lt;/div&gt;&lt;hr /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#FF0000;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4464342814013791358?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4464342814013791358/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4464342814013791358&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4464342814013791358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4464342814013791358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/06/nescente.html' title='Nescente'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/Si1YzVtLrSI/AAAAAAAAAZ4/txHbXl7itcM/s72-c/botticelli-venus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4526069748977696680</id><published>2009-06-03T19:39:00.001-03:00</published><updated>2009-06-03T19:41:33.756-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><title type='text'>Fim</title><content type='html'>A fuga era desesperada. O som dos tiros e das bombas eclodia em seus tímpanos com agressividade. Corriam, os dois irmãos, um ao lado do outro. A roupa, as armas, munição e demais itens pesavam, fazendo com que seus movimentos ficassem mais lentos. Tarso puxou o gêmeo pela mão. Não queria perde-lo de vista. Tentavam chegar a uma das bases.- VAMOS! – gritou Tarso, em meio aos tiros. O irmão consentiu com a cabeça.Correram o mais rápido que podiam. Tarso ia na dianteira. No caminho, corpos. Alguns inteiros, outros mutilados, vários agonizantes. A cena o deprimia. Não podia ajudar qualquer um deles.De repente, sentiu a mão de Thiago afrouxar-se e por fim, escapar da sua. Instantaneamente virou-se a procura do irmão. Não o viu atrás de si.&lt;br /&gt;- THIAGOOOOOOOOO! THIAAAGO!&lt;br /&gt;Olhou para o chão. Viu-se ali, estirado com um tiro em sua testa. O sangue escorrendo quente por entre os olhos.&lt;br /&gt;- THIAGO! –gritou desesperado.&lt;br /&gt;Agachou-se para auxiliar o irmão ferido. Mas a vida do espelho se esvaia por entre aquele furo.&lt;br /&gt;- Thiago, meu irmão, não morra, não morra… - chorava Tarso, agarrado a farda de Thiago.&lt;br /&gt;Thiago tentou abrir a boca para pronunciar algo porem, uma bolha de sangue formou-se.Tão pálido quanto o céu nublado daquele dia, fracamente puxou a medalha de identificação por entre as vestes. Fracamente entregou-a ao irmão.&lt;br /&gt;O ultimo suspiro de Thiago pode ser mensurado em um turbilhão de sentimentos. Os olhos negros olhavam para o infinito, eternamente para o infinito. E os de Tarso para o irmão morto. O pedaço de si que dava adeus. Que sumia. Que havia sido vitimado. Que seria vingado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4526069748977696680?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4526069748977696680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4526069748977696680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4526069748977696680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4526069748977696680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/06/fim.html' title='Fim'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3963278665919480020</id><published>2009-06-01T14:29:00.001-03:00</published><updated>2009-06-01T14:31:12.392-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noticias'/><title type='text'>Em breve</title><content type='html'>Em breve mais textos no Cia dos Contos, vamos passar por uma manutençao e logo teremos mais textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grato,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3963278665919480020?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3963278665919480020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3963278665919480020&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3963278665919480020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3963278665919480020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/06/em-breve.html' title='Em breve'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3975750764946245584</id><published>2009-05-14T16:05:00.003-03:00</published><updated>2009-05-14T16:33:51.755-03:00</updated><title type='text'>Entre o Céu e a Terra - Final</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;Capítulo 4 - 301&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;Olhar o relógio, ver pela enézima vez o número, Rechard na janela, o roubo, o transito, os sonhos todas essas coisas passaram pela mente de Júlia em frações de segundo. Seu cerebro funcionava com tal fúria que sequer percebeu que alguém entrara no apartamento; quando ela se virou viu-o olhando diretamente para ela.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Te protegi o máximo que pude, Júlia.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Me protegeu de que? De quem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Creio que agora ele se chama George...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não estou entendendo. Como você entrou aqui, Richard?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela foi até a porta e viu que permanescia fechada, mas não trancada, uma vez que fora arrombada, mas ela não ouviu sendo aberta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não preciso de portas para entrar. Respondeu Richard advinhando os pensamentos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que você quer de mim?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Só tenho uma missão aqui, proterger você.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- De que?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Já disse, George...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quem é esse?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Multiplas fraturas...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah, meu Deus, você anda me seguindo?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Sim, o tempo todo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Você é louco, vou ligar para a policia, saia de minha casa!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Elel riu, olhou-a e ainda sorrindo disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não notou que depois que você me conheceu sua vida melhorou? Eu que fiz isso, derrotei &lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Quimiel e ele não pode te destruir.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;-Quimiel? Então ela se lembrou de seu sonho, não era possivel que ele soubesse do sonho, ela jamais o mencionara para ninguém, ela detestava admitir, mas finalmente percebera.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;- Você é um Anjo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;- É assim que vocês nos chamam, aqui, não é?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ela assentiu fechou os olhos por um segundo desejando que tudo aquilo acabasse. Quando reabriu-os estava parada na sala de seu apartamento sozinha, em sua mão jazia uma pena, ela examinou a pluma e notou que havia algo escrito nela: "Estarei sempre te guardando".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Post scriptum&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;1 Na manha seguinte júlia foi trabalhar durante o trajeto ela conseguiu evitar dois acidentes e de ser assaltada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;2 O número 301 é o numero de homens que Gideão levou para batalha, ele levou consigo 300 homens (contando com ele 301).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: arial;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt; &lt;/span&gt;"E disse o SENHOR a Gideão: Com estes trezentos homens que lamberam as águas vos livrarei, e darei os midianitas na tua mão; portanto, todos os demais se retirem, cada um ao seu lugar." (Juizes 7 :7)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3975750764946245584?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3975750764946245584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3975750764946245584&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3975750764946245584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3975750764946245584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/05/entre-o-ceu-e-terra-final.html' title='Entre o Céu e a Terra - Final'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-6749530697916044069</id><published>2009-05-11T21:06:00.001-03:00</published><updated>2009-05-11T21:06:48.458-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Gatos</title><content type='html'>Eu sempre tive horror a gatos, mas, nunca os maltratei. Era eu aqui e eles la. Afinal, do mesmo modo que algumas pessoas tinham medo de cachorros eu tinha de gatos.&lt;br /&gt;Quando eu e meus pais nos mudamos na nova casa fiquei realmente brava. Nossa vizinha era uma senhorinha de uns setenta anos. A velha devia ter uns trinta gatos! Trinta!   Era um inferno. Aquele cheiro de urina no quintal… era terrível. Sem contar o barulho que faziam, principalmente em cima da minha laje, durante as madrugadas quando entravam para caçar ratos.&lt;br /&gt;            Por alguma razão, aqueles gatos me assustavam mais do que os outros. Toda vez que eu passava em frente aquela casa, tinha a impressão que todos eles me olhavam de forma meio… assassina por assim dizer. Pode parecer bobagem, eu sei, as eu tinha nítida essa impressão.&lt;br /&gt; Eu passava dura do lado da casa em parte por medo em parte por raiva. Não vou mentir, a minha vontade era chutar todos para bem longe. Mas eu jamais relei em qualquer um deles.&lt;br /&gt;            Um dia, passei extremamente raivosa, indo para a escola.  Nesse dia resolvi retribuir o suposto olhar que me lançavam. E a adorável velhinha estava ali. Ela viu o meu olhar assassino em seus gatos e retribuiu com a mesma intensidade a mim. Assustada, apertei o passo.&lt;br /&gt;            Repito: jamais encostei um dedo neles. Jamais.&lt;br /&gt;            Por incrível coincidência… não, não foi uma coincidência (vocês saberão o porquê mais a frente) um dos malditos felinos morreu naquela tarde. Ao que tudo indica era o favorito da velha. Quando eu voltava da escola vi a velha que chorava aos prantos com o gato no colo. O olhar dela, e dos gatos, foi uma das coisas que mais me assustou.&lt;br /&gt;            Eu vi aqueles vários olhos brilhantes me fitando. Aquelas fendas astutas e misteriosas. E, era incrível como o olhar da velha se assemelhava ao deles. Parecia afetado… parecia não, estava afetado de ódio. Eu podia ver faíscas. Com medo corri para casa.&lt;br /&gt;            Ao decorrer da tarde, como é de costume fazermos, esqueci do acontecido. Lembro-me que a única coisa que comentei foi com minha mãe, que um dos gatos havia morrido. Somente isso.&lt;br /&gt;            A noite chegou, tomei meu banho, jantei, adiantei algumas lições, sentei-me para ler um pouco e, mais ou menos as 22h30minh fui dormir. FECHEI A JANELA, arrumei minha cama e dei uma ultima olhada no quarto. Tudo na minha rotina diária. Nada de anormal.&lt;br /&gt;            Cansada, deitei e dormi quase instantaneamente.&lt;br /&gt;            Sempre tive o sono pesado. Chuvas, trovões ou quaisquer outras coisas passavam despercebidas em meu sono. Raramente acordava durante as madrugadas.&lt;br /&gt;            E, como todos sabem, pulo de gato é mais leve que uma pena.&lt;br /&gt;            Eu não sei o que aconteceu, nem como. Como já disse, eu fechei a janela antes de me deitar. Acordei com unhadas em meu rosto.&lt;br /&gt;            Eu sentia coisas fofas e agressivas por cima de mim. Vislumbrei a janela aberta e os demais gatos quem entravam me atacavam. Eu gritava desesperadamente.&lt;br /&gt;            As unhas me machucavam como nunca. Enfiavam-na sem dó por todo meu corpo. Em meus olhos. Senti meu globo ocular ser ferido. Meus braços queimavam, minhas pernas queimavam. E eu tentava jogá-los para os lados, mas eram muitos!&lt;br /&gt;            Meus pais ouvindo barulho entraram no quarto. Ficaram horrorizados com o que viram. Meu edredom já apresentava manchas de sangue eu havia me rendido a fúria dos gatos.&lt;br /&gt;            Desesperados, começaram a jogar coisas. Vendo que em nada adiantava, meu pai correu e pegou um balde de água.&lt;br /&gt;            Curiosamente, o balde não precisou ser lançado aos gatos. Eles automaticamente fugiram ao ver o balde com água na mão de meu pai.&lt;br /&gt;            Mudamos-nos daquela casa cerca de uma semana depois. Os gatos, pelo que soube foram sacrificados. Todos.&lt;br /&gt;            Porem, as marcas ficaram. Meu corpo é todo cheio de cicatrizes, principalmente no rosto. Fiquei cega do olho esquerdo e o direito é parcialmente desfigurado. Meu horror por gatos só aumentou. Tranco meu quarto toda noite.&lt;br /&gt;            Não que seja necessário. O hospício é um local muito seguro, diga-se de passagem…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-6749530697916044069?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/6749530697916044069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=6749530697916044069&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6749530697916044069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6749530697916044069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/05/gatos.html' title='Gatos'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-9112513335819311403</id><published>2009-05-05T21:52:00.000-03:00</published><updated>2009-05-05T21:53:39.996-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>O último por do sol</title><content type='html'>Ela fazia todo dia o mesmo caminho, de cabeça baixa. Passos rápidos para casa. Mal olhava para atravessar a rua. Mas, havia sempre um lugar que ela parava e olhava. Embaixo de um pontilhão. Sempre parava e observava os trilhos. Algumas vezes, subia a encosta e sentava-se para olhar o por do sol. Alguns dias não já que no inverno, o sol se punha mais cedo e não dava tempo.&lt;br /&gt;            Eram os dias que lhe davam mais medo. As ruas eram desertas, o vento cortava-lhe a face e, tinha a impressão, que todo o mal existente no mundo, rondava sua volta.&lt;br /&gt;            Houve uma tarde em que, tudo de ruim chegou ate si, logo que pôs os pés para fora do escritório. Ela poda sentir, os arrepios, sussurros, os medos. Tudo a sua frente.&lt;br /&gt;Havia saído mais cedo. O sol ainda brilhava no céu, como ouro. Apertou o passo, mais do que o normal, e foi andando. Quanto mais chegava perto do pontilhão, mais podia sentir aquela coisa ruim, entalada na garganta.&lt;br /&gt;            Desesperada, começou a correr… correr como nunca havia corrido em sua vida. Mais do que suas pernas suportariam, mais que tudo.&lt;br /&gt;            Porém, embaixo do pontilhão, ela parou. Ela sentiu uma gota em sua face e, com a mão, limpou. Viu a mão vermelha, suja de sangue. Olhou para o alto. Havia uma garota pendurada, enforcada. A corda cuidadosamente atrelada aos trilhos.&lt;br /&gt;            Pálida, as lagrimas de sangue escorriam-lhe pelos olhos. Uma mão fria tocou-lhe o ombro. A garota estava atrás de si.&lt;br /&gt;            - Eu sentia o mesmo que você. Agora passou. Por que não tenta também?- e apontou novamente para o pontilhão. Havia uma corda cuidadosamente pronta para si.&lt;br /&gt;            - É… eu vou tentar…&lt;br /&gt;            Subiu a encosta do pontilhão, puxou a corda para si e a pôs no pescoço.&lt;br /&gt;            - Vai querida, ira te fazer bem… - disse a garota, com meiguice.&lt;br /&gt;            - Sim eu vou… - respondeu Sofia.&lt;br /&gt;            E pulou para o infinito. Para ver o por do sol mais belo de sua vida… o ultimo por do sol de sua vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-9112513335819311403?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/9112513335819311403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=9112513335819311403&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/9112513335819311403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/9112513335819311403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/05/o-ultimo-por-do-sol.html' title='O último por do sol'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-2513946289069814466</id><published>2009-05-05T12:16:00.005-03:00</published><updated>2009-05-05T12:48:18.759-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobrenatural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mítico'/><title type='text'>Entre o Céu e a Terra - Parte VII</title><content type='html'>&lt;div&gt;Enquanto dirigia Júlia começou a ficar preocupada, aquela era uma região praticamente desconhecia da cidade e, em geral evitava passar por ali, só passando em dias, como hoje, de muito tráfego, mas dessa vez saiu tudo errado, como se alguma coisa quisesse impedi-la de chegar em casa. O transito se arrastou por quase duas horas e ela praticamente não avançara mais que duzentos metros - Nem se quer choveu para isso estar assim, gritou. Quando finalmente chegou em casa, encontrou o apartamento aberto, houvera um arrastão, e muitos vizinhos que estavam lá na hora foram agredidos e feitos de refém até que tudo que os ladrões pudessem carregar fosse levado. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela estava cansada, roubada e decididamente não estava para conversas, mas entreouviu um dos vizinhos comentar:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O único apartamento que eles não conseguiram entrar foi o 301, forçaram a porta e até tentaram usar as chaves do porteiro, mas não conseguiram entrar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Sério? Suzana! Quem mora lá?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah, é um tal de Richad não sei do que, dizem que ele é contador...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ele não é médico?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Ouvi dizer que era advogado...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Júlia não se lembrava de ter perguntado qual era a profissão dele, estava cansada, mas a curiosidade venceu-a, o que teriam os vizinhos a dizer sobre Richard? Será que sabiam algo que ela ignorava? Ou apenas estavam especulando? Tudo o que sabiam era que ele não tinha esposa e tampouco filhos, que tinha um emprego do outro lado da cidade e que, embora fosse jovem, era muitíssimo bem sucessedido, e que, apesar disso, morava ali. Começou a cançar-se daquela conversa, cada um tinha sua "teoria" a respeito do misterioso morador do 301. Mesmo Júlia soubendo pouco mais que as pessoas que estavam ali, achou que eles não sabiam de nada, e que certamente estavam dizendo aquelas coisas só por dizer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao entrar no seu apartamento notou que, embora os ladões tivessem arrombado a porta, não levaram nada de grande valor, na realidade, levaram somente a mesa de centro, ela riu, detestava aquela mesa, mas fora um presente de sua mãe, não podia livrar-se dela, os ladrões tinham lhe feito um favor. Repntinamente viu, pelo reflexo do espelho da sala, Richard na Janela do seu apartamento, virou-se assustada, mas não havia ninguém lá, teria imaginado? Mas por que Richard? Por que novamente ele... Olhou para o relógio, estava parado, 3:01 ...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-2513946289069814466?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/2513946289069814466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=2513946289069814466&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2513946289069814466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2513946289069814466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/05/entre-o-ceu-e-terra-parte-vii.html' title='Entre o Céu e a Terra - Parte VII'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-8084238843983482029</id><published>2009-05-05T00:31:00.001-03:00</published><updated>2009-05-05T00:32:25.988-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noticias'/><title type='text'>Noticias</title><content type='html'>Estamos mudando a aparência do blog, espero que todos gostem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-8084238843983482029?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/8084238843983482029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=8084238843983482029&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8084238843983482029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8084238843983482029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/05/noticias.html' title='Noticias'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-1742323113910949669</id><published>2009-05-01T11:15:00.001-03:00</published><updated>2009-05-01T11:17:04.934-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medieval'/><title type='text'>Orion, o inicio de sua história</title><content type='html'>Há muito tempo, em uma pequena vila, Orion vivia em seu nobre castelo. Sua face era desconhecida por todos, porém seu nome era temido.&lt;br /&gt;Ao completar dezoito anos tem uma surpresa desagradável, chegou em seu castelo após mais uma aula com o Gnomo Hosty, adentrou a sala principal, subiu a escada em direção ao quarto de sua mãe, sentia que algo estava errado. Ao abrir a porta viu sua mãe deitada no chão com seu pai mordendo o pescoço dela.&lt;br /&gt;_Pare!&lt;br /&gt;Seu pai olhou para ele, seus olhos eram vermelhos, avançou sobre Orion e o mordeu o pescoço.&lt;br /&gt;Desmaiou e só despertou no dia seguinte.&lt;br /&gt;_O que fez com ela, o que fez comigo? - Perguntou Orion ao ver seu pai sentado em frente a sua cama.&lt;br /&gt;_Agora você é um vampiro, mas sua mãe está morta, ela mereceu isso.&lt;br /&gt;Maldito! - Os olhos de Orion se tornaram vermelhos e seus caninos cresceram.&lt;br /&gt;_O que acha que vai fazer, meu filho? Você é fraco, como humano seria fraco pra sempre.&lt;br /&gt;As paredes começaram a tremer, as velas se apagaram.&lt;br /&gt;_Cuidado meu pai, como sabe, sou feiticeiro, meu poder já não é tão pequeno, o desenvolvi e estou muito mais poderoso.&lt;br /&gt;Orion apontou a mão para seu pai a frente de sua mão surgiu um brilho e ele pode ver uma fumaça surgindo de seu braço.&lt;br /&gt;O que vai fazer? Esta luz parece o sol. Pare! Isso vai nos destruir!&lt;br /&gt;Vale o risco! - Ao dizer isso lançou sobre seu pai um raio de luz branca e, em seguida, ele virou pó.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Orion não matou seu pai, ele estava morto. Seu corpo não foi destruído pela luz, apenas o corpo do seu pai. Abandonou o castelo e suas riquezas, lançou no castelo uma maldição. Saiu em viagem e se tornou um dos salvadores de Arton.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-1742323113910949669?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/1742323113910949669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=1742323113910949669&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1742323113910949669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1742323113910949669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/05/orion-o-inicio-de-sua-historia.html' title='Orion, o inicio de sua história'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-2350594395803092305</id><published>2009-04-20T18:05:00.002-03:00</published><updated>2009-04-20T18:25:09.447-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ficção cientifica'/><title type='text'>A Espécime.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Raquel abriu os olhos. Uma luz forte e intensa penetrou por seus olhos sensíveis. Tentou erguer as mãos para se proteger da luz, porém, não conseguiu. Mãos, pés, cabeça. Todos amarrados. A luz ofuscava sua visão não deixando que pudesse ver onde estava. Sentia a superfície lisa e fria da mesa. Estava nua.&lt;br /&gt;            - ME SOLTEM! QUEM ESTA AI? ONDE ESTOU?!&lt;br /&gt;      &lt;em&gt;       “Espécime ativo. Segunda injeção em dois minutos.”&lt;/em&gt; - falou uma voz feminina, amplificada em um alto falante.&lt;br /&gt;            - O QUE? TIREM-ME DAQUI!&lt;br /&gt;            &lt;em&gt;” Espécime ativo. Segunda injeção em um minuto.” &lt;/em&gt;- falou novamente a voz.&lt;br /&gt;            Raquel se debatia na mesa. Então sentiu uma mão enluvada em seu braço.&lt;br /&gt;            - Me largue, agora!&lt;br /&gt;            A pessoa nada respondeu.&lt;br /&gt;           &lt;em&gt; “ Espécime ativo. Segunda injeção em trinta segundos.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;            A mão segurou seu braço fortemente.&lt;br /&gt;          &lt;em&gt;   “Experimento ativo. Segunda injeção em dez segundos.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;            Sentiu a agulha penetrar em sua pele e o liquido correr por suas veias. E logo, sentiu uma dor alucinante, como nunca sentiu antes. Uma dor que queimava o corpo todo, que corroia, que fazia o coração bater sofridamente.&lt;br /&gt;            E depois a escuridão.&lt;br /&gt;            Raquel abriu os olhos. Uma luz forte e intensa penetrou por seus olhos sensíveis. Tentou erguer as mãos para se proteger da luz, porém, não conseguiu. Mãos e pés. Ambos amarrados. A luz ofuscava sua visão não deixando que pudesse ver onde estava. Sentia a superfície lisa e fria da mesa. Estava nua. Levantou a cabeça e viu mexas de cabelo branco caírem sobre os olhos. Brancos?! Desesperada olhou para seu corpo.&lt;br /&gt;            Parecia ter criado mais músculos, sua pele estava arroxeada, as unhas longas. E o cabelo branco. Horrorizada, chamou por ajuda.&lt;br /&gt;            - ONDE EU ESTOU?!ALGUEEEEEEEEEEEEEEEM?! AJUDE-ME!&lt;br /&gt; &lt;em&gt;           “Espécime ativo. Terceira injeção em dois minutos.”&lt;/em&gt; - falou uma voz feminina, amplificada em um alto falante.&lt;br /&gt;            Tinha a impressão de já ter ouvido aquela voz em algum lugar.…&lt;br /&gt;            - SOCORROOOOO!&lt;br /&gt;           &lt;em&gt; “ Espécime ativo. Terceira injeção em um minuto.”&lt;/em&gt; - falou novamente a voz.&lt;br /&gt;            -AAAAAAAAAAAAAAAH ME SOLTEM!&lt;br /&gt;            Debatia-se furiosamente em vão.&lt;br /&gt;         &lt;em&gt;   “ Espécime ativo. Terceira injeção em trinta segundos.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;           - ME SOLTEEEEEEEEEE!    &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;             “Experimento ativo. Terceira injeção em dez segundos.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Sentiu a agulha penetrar em sua pele e o liquido correr por suas veias. E logo, sentiu uma dor alucinante, como nunca sentiu antes. Uma dor que queimava o corpo todo, que corroia, que fazia o coração bater sofridamente.&lt;br /&gt;            E depois a escuridão.&lt;br /&gt;Raquel abriu os olhos. Uma luz forte e intensa penetrou por seus olhos sensíveis. Tentou erguer as mãos para se proteger da luz, porém, não conseguiu. Mãos, pés, cabeça. Todos amarrados. A luz ofuscava sua visão não deixando que pudesse ver onde estava. Sentia a superfície lisa e fria da mesa. Estava nua.&lt;br /&gt;            - ME SOLTEM! QUEM ESTA AI? ONDE ESTOU?!&lt;br /&gt;            Respirava desesperada. Que lugar era aquele?! Aquela luz lhe era familiar. Muitas coisas naquele lugar lhe pareciam familiares. Tinha a impressão de Deja vu, de já ter repetido aquilo inúmeras vezes.&lt;br /&gt;          &lt;em&gt;  “Espécime ativo. Quarta injeção em dois minutos.”&lt;/em&gt; - falou uma voz feminina, amplificada em um alto falante.&lt;br /&gt;            - ESPECIME?!&lt;br /&gt;            Conhecia aquela voz! Não sabia de onde, mas conhecia!&lt;br /&gt;           &lt;em&gt; “ Espécime ativo. Quarta injeção em um minuto.” &lt;/em&gt;- falou novamente a voz.&lt;br /&gt;            - SOCORRO! SOCOOOORRO!&lt;br /&gt;            Estava rouca. Mas por quê? Não havia gritado o suficiente… sentiu uma mão enluvada em seu braço.&lt;br /&gt;            - QUEM É VOCE?! SOLTE-ME! ONDE ESTOU? ME LARGAAAA! ME SOOOLTA! TIRE SUAS MAOS DE MIM!&lt;br /&gt;            &lt;em&gt;“ Espécime ativo. Quarta injeção em trinta segundos.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;            A mão segurou seu braço fortemente.&lt;br /&gt;            - ME SOLTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;          &lt;em&gt;  “Experimento ativo. Quarta injeção em dez segundos.”&lt;/em&gt;        &lt;/p&gt;&lt;p&gt;           Novamente a agulha entrava. Novamente dor. Mas, dessa vez não houve escuridão, e sim, fúria.&lt;br /&gt;             &lt;em&gt;“Alerta, espécime livre. Fechando laboratório. Alerta, espécime livre. Fechando laboratório em dois minutos."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;            Raquel estava horrorizada. Estava presa em algo que não podia domar. Que arrebentou tudo que lhe prendia e agora quebrava tudo o que via pela frente. Que rasgava a barriga do cientista fazendo suas vísceras caírem sobre seus pés. Seus pés que agora eram quase garras afiadas.&lt;br /&gt;            O monstro indomável corria para o grupo de três cientistas acuados em um canto. Tentaram fugir, mas nada podia lhe escapar.&lt;br /&gt;          &lt;em&gt;  “Alerta, espécime livre. Fechando laboratório. Alerta, espécime livre. Fechando laboratório em um minuto. "&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;            De um quebrou o pescoço e arrancou-lhe a língua.&lt;br /&gt;            De outro, arrancou a cabeça.&lt;br /&gt;        &lt;em&gt;    “Alerta, espécime livre. Fechando laboratório. Alerta, espécime livre. Fechando laboratório em trinta segundos”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;            Uma ultima cientista tentava fugir. Arrancou ambas as pernas. Lambeu o sangue. Era bom.&lt;br /&gt;            &lt;em&gt;“Laboratório fechado. Espécime isolado”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;            As duas consciências haviam se fundido. Raquel já não existia e o monstro jamais soube de sua existência.&lt;br /&gt;            O espécime foi ate um espelho que havia sua frente e observou seu reflexo.&lt;br /&gt;            Conservava suas feições humanas porem diferenciadas. Longos cabelos brancos como a neve caiam-lhe ate a cintura. A retina tão alva quanto os cabelos. Unhas longas e negras saiam de suas mãos e pés. A pele arroxeada mostrava todas suas veias e destacava sua sobrancelha alva.&lt;br /&gt;            Com suas garras abriu a porta. Queria sair dali. E se foi…&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-2350594395803092305?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/2350594395803092305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=2350594395803092305&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2350594395803092305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2350594395803092305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/04/especime.html' title='A Espécime.'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-1762926296512853414</id><published>2009-04-14T12:11:00.003-03:00</published><updated>2009-04-14T12:41:37.329-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobrenatural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mítico'/><title type='text'>Entre o Céu e a Terra - Parte VI</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0);"&gt;Capítulo 3 - Deja vu&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era por isso que Júlia reconhecera Richard, ela sonhara com ele durante semanas, contudo em sua mente ela sabia que não era possível, ela só o conhecera recentemente, provavelmente estava completando as lacunas do sonho com fatos da realidade, pelo menos tentava se convenser disso,  sua razão, no entanto, falhava, pois sabia que sentira um Deja vu quando encontrara-se com Richard e no mesmo dia, George. Ficou pensando no significado do sonho e não demorou muito, voltou a dormir, um sono irriqueto no qual ela fugia de um carro e um homem vinha, ela não viu de onde, e salvava-a no último minuto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais uma vez ela foi tirada do seu sono pelo despertador, desligou-o e cumpriu novamente a sua rotina de banho-vestir-café, tão apressada que nem se lembrou do sonho. Hoje ela iria com seu carro, não era mais seu rodizo, ela já estava saindo quando alguém bateu a porta. Era Richard.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Olá, hoje é meu rodizio, será que podia me levar? Só até o hospital, de lá eu pego um ônibus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Não quero ser indelicada, mas por que você não pega o ônibus daqui mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-É que eu gostei da companhia. Disse corando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Ah...eu... CLARO, eu te dou uma carona. Júlia respondeu sem jeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foram por todo caminho conversando como velhos amigos e se deram bem, mais ainda que da primeira vez, Julia notava que mais uma vez não havia transito na cidade, quase como se fosse um feriado, era muito estranho, sempre que estava com Richard o transito fluia incrivelmente bem. Chegaram ao hospital e ela informou à Richard onde era o ponto de ônibus mais próximo e qual ele deveria tomar, despediram-se e ela entrou no hospital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo o dia foi a mesma rotina de sempre, hoje, para compensar o dia anterior, tiveram muitas entradas novas no hospital e Júlia quase não tinha tempo para encaminhar os paciêntes aos médicos plantonistas; se não fosse a ajuda de Dora ela não teria dado conta do serviço. No fim do seu turno, elas sairam juntas para o estacionamento, cada qual pegou seu carro e sairam. O transito estava terrivel, congestionamento nas marginais, era simplesmente impossivel sequer entrar nelas, então Júlia decidiu fazer outro percurso, menos seguro, mas mais rápido para casa, mesmo neste outro percurso havia certa lentidão no trafego...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-1762926296512853414?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/1762926296512853414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=1762926296512853414&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1762926296512853414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1762926296512853414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/04/entre-o-ceu-e-terra-parte-vi.html' title='Entre o Céu e a Terra - Parte VI'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-2760250844201859304</id><published>2009-04-06T20:53:00.000-03:00</published><updated>2009-04-06T20:54:24.433-03:00</updated><title type='text'>Imagem consciência</title><content type='html'>A água, agora vermelha escorria pela válvula da pia do banheiro enquanto lavava as mãos. Depois de devidamente lavadas, lavou a cuba. Por fim, resolveu lavar o rosto. Puxou a toalha para secar o mesmo e depois se mirou no espelho do armário do banheiro. Sua expressão era uma. A de seu reflexo outra.&lt;br /&gt;            - Ate quando vai isso?- falou seu reflexo.&lt;br /&gt;            - Não vejo problema… - respondeu.&lt;br /&gt;            - Você matou mais uma vez. – falou o reflexo calmamente.&lt;br /&gt;            Paulo deu as costas.&lt;br /&gt;            - Provocou-me.&lt;br /&gt;            - Quantos já te provocaram? Uns dez pelo menos não?&lt;br /&gt;            Paulo andava de um lado para o outro.&lt;br /&gt;- Por que não cala sua maldita boca?!&lt;br /&gt;            - Por que as consciências não se calam?!&lt;br /&gt;            - Você não é minha consciência. Consciência é una a pessoa.  Pense, age e reage como eu reagiria.&lt;br /&gt;            - Prove.&lt;br /&gt;            - POR QUE NÃO SOME?!- gritou Paulo mirando novamente sua imagem.&lt;br /&gt;            - Vamos, desconte sua fúria em mim. Como descontar a raiva em algo imaterial?&lt;br /&gt;            Paulo deu um urro e agarrou-se a beira da pia.&lt;br /&gt;            - Ser fraco… - prosseguiu o reflexo- mal pode com as próprias frustrações.&lt;br /&gt;            - Cale a boca…&lt;br /&gt;            - Você tem idéia de como é repugnado na sociedade? Pessoas fracas não são bem aceitas. Quanto mais do tipo como você, que mata por puro descontentamento. Você mesmo não pode saciar suas necessidades psicológicas. Você quer impor seu modelo medíocre de pessoa às outras e, quando estas não aceitam, você as mata.&lt;br /&gt;            - Pare… - as lagrimas começavam a escorrer. Sua expressão era de quem fazia um grande esforço. Rosto franzido.&lt;br /&gt;            - Pensa que isso vai terminar quando? Esse tipo pútrido de ser que você possui jamais será aceito. Você matara mais e mais, ate que só restara você. E então nem mesmo você se aceitara. Então você mesmo acabara com sua raça. Sabe por quê? Por que é isso que fazem os fracos, os tolos, os inúteis, os miseráveis em mente, desprezíveis.&lt;br /&gt;            Paulo agora estava caído no chão. Contorcia-se com as mãos puxando o cabelo.&lt;br /&gt;            - Imagem maldita… imagem maldita… você esta só na minha mente, na minha mente.&lt;br /&gt;            - É claro que estou na sua mente, fraca e tola. Sou sua consciência.&lt;br /&gt;            - Não, não é.&lt;br /&gt;            - Ate nisso é repugnante. Não consegue nem enxergar seus próprios pensamentos… por que não faz um favor bem grande a todos? Por que não se mata? Temos giletes em cima da pia. E você sabe direitinho a técnica não é mesmo?&lt;br /&gt;            - Eu não sou fraco!&lt;br /&gt;            O reflexo riu.&lt;br /&gt;            - Idiota! Ordinário! Ninguém gosta de você! Ninguém quer um tipinho como o seu convivendo no meio dessa sociedade!&lt;br /&gt;            - ELAS ESTAO ERRADAS!&lt;br /&gt;            - Elas??! Elas?! Você acha mesmo que a maioria esta errada?! Olhe como você é asqueroso! Você não enxerga nem o obvio porque não lhe convém. Entenda uma coisa, você jamais será amado por alguém, por que ninguém é tão trouxa quanto você. Ninguém gosta de você.&lt;br /&gt;            - EU NÃO PRECISO DE NINGUEM!&lt;br /&gt;            - Então por que não faz esse favor a elas?!- Paulo sentou-se- Por que não se mata?! Vamos, não pode ser tão ruim… e pense: eu sumirei junto com você. Não há vida, não a consciência. Vai não se acha tão esperto? Quem esta errado, você ou eles?&lt;br /&gt;            - Eles! – respondeu Paulo com convicção.&lt;br /&gt;            - Então! Mostre a eles que você é superior! Deixe essa terra de gentinha.&lt;br /&gt;            - Você esta me confundindo…&lt;br /&gt;            - Só estou fazendo seu jogo. Vou te mostrar os dois lados: o lado a qual eu falo: você é um ser imundo e insolente e deve se matar para redimir seus erros e terminar com sua maldita raça que destrói vidas inocentes. A sua verdade: é esperto e os demais estão errados. Você deve morrer porque não é nobre o suficiente para viver neste meio.&lt;br /&gt;            Paulo refletia.&lt;br /&gt;            - Veja a lamina- falava a imagem. – Brilha… espera avidamente por seus pulsos. Por que não mata sua sede ein?&lt;br /&gt;            As palavras ressoavam na mente de Paulo. Por que não mata sua sede ein? Por que não mata sua sede ein?&lt;br /&gt; Por que não mata sua sede ein? Por que não mata sua sede ein? MATE MATE MATE!&lt;br /&gt;            Paulo levantou-se abruptamente e pegou a navalha.&lt;br /&gt;            - Isso vai em frente campeão!&lt;br /&gt;            Paulo desceu certeiro a lamina sobre o pulso. Ambos. O sangue esguichou quente e começou a manchar o chão de sangue. O reflexo gargalhava alto.&lt;br /&gt;            - FRACO, PODRE, IMUNDO, RASCUNHO DE VERGONHA HUMANA!       &lt;br /&gt;            Paulo queria muito socar aquele espelho. Muito mesmo. Mas as forças já não deixavam. E tudo ficou tão negro quanto à escuridão. A ultima coisa que ouviu foi uma voz que lhe disse: hipócrita repugnante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-2760250844201859304?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/2760250844201859304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=2760250844201859304&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2760250844201859304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2760250844201859304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/04/imagem-consciencia.html' title='Imagem consciência'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4177316515510464203</id><published>2009-03-30T20:15:00.000-03:00</published><updated>2009-03-30T20:17:00.190-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><title type='text'>Liberdade</title><content type='html'>O penhasco era alto e as água batia nas pedras abaixo de si.  Seu vestido longo e negro ondulava ao vento, junto com seus cabelos ruivos. O sol queimava sua face alva, secava suas lagrimas e seus pés sentiam a grama e as pedrinhas no chão. Observou os passarinhos voando, pelo céu azul, límpido.&lt;br /&gt;            Queria largar todos os problemas para trás. A vida lhe faz sofrer tanto e ninguém estendia a mão para ajudá-la. Ninguém queria ver seu sorriso de novo. Ela não queria sorrir de novo, para nada nem ninguém.&lt;br /&gt;            Observou o movimento do mar… pra frente, pra trás, pra frente e pra trás… não queria olhar pra trás. Só veria mais sofrimento, mais pessoas más, mais perdas. Para frente, para trás, para frente, para trás… uma borboleta azul pousou em sou ombro. Era bonita. Tentou pega-la, mas ela voou. Para frente, para trás, para frente, para trás, para frente PARA FRENTE! A liberdade a envolveu levemente, como uma mão que acalenta.&lt;br /&gt;            Então, descobriu que queria sorrir somente mais uma vez. Mas para quem realmente merecia, para quem nunca a traíra… para os pássaros e para as borboletas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4177316515510464203?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4177316515510464203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4177316515510464203&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4177316515510464203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4177316515510464203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/03/liberdade.html' title='Liberdade'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-2682047782277262388</id><published>2009-03-26T15:54:00.003-03:00</published><updated>2009-03-26T16:12:57.002-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobrenatural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mítico'/><title type='text'>Entre o Céu e a Terra - Parte V</title><content type='html'>&lt;div&gt;Finalmente Quimiel apareceu, surgindo das sombras; vestia-se de modo semelhante à Caerel, mas bastava um olhar um pouco mais atento para perceber a diferença, embora o homem que surgira das sombras fosse belo e elegante, sua beleza e elegância não se comparavam a Caerel que possuia algo a mais. Foi Quimiel quem primeiro falou:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- O que é que você está fazendo aqui, Caerel?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Aqui é minha área, Quimiel.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Quem foi que disse? Essa área é minha há séculos!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ele quem disse. Respondeu Caerel olhando para o alto.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Ninguém me falou nada. O que Ele quer aqui? Faz séculos que ele não se importava com esse lugar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Desde quando Ele tem de lhe dar satisfações? Mas se você quer mesmo saber, há uma pessoa aqui que ele quer que eu ajude.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Quem?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acha que se eu soubesse eu lhe contaria? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então como pretende ajudar alguém que você não sabe quem é?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Expulsando você, é claro, mas se preferir você pode sair por livre e espontânea vontade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acha mesmo que vou sair daqui, sem lutar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Já se esqueceu da última vez em que lutamos?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você venceu, mas teve ajuda de Gabriel.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ora, você tinha uma legião ao seu lado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Você derrotou a legião, sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Sim é verdade. Retorquiu o primeiro. Então você sabe que eu posso derrotar-lhe sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Não pode. E sem Gabriel aqui para ajudar-lhe, você nunca me vencerá, enquanto Ele não me ordenar sair, ficarei!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Posso muito bem chamar Gabriel aqui, ele viria em segundos ao meu auxilio.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você não pode convocar ele aqui, não tem tal autoridade!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como você sabe? Pelo que eu sei há muitas coisas que você ignora sobre O Reino.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ora, as coisas nO Reino não mudam assim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah mudam sim, não se lembra quem outrora foi o segundo, só sendo colocado depois de Emanuel? E agora quem é o segundo? Não é Gabriel? Eu estava lá quando aconteceu, ou se esqueceu de que lado da luta eu estava? Não foi o próprio Jeová quem o derrotou?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Como ousa invocar o nome dEle!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O primeiro homem riu e respondeu:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Eu, ao contrario de você, posso dizer o nome, eu não fui banido. Vai sair ou vamos lutar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ah! Não ouse me desafiar depois de ter dito o nome dEle!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Então você sairá?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Claro que não!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ambos se encararam por tanto tempo que Júlia que a essa altura já reconhecera o sonho e mais, reconhecera os dois homens, o que se chamava Quimiel era o paciente das multiplas fraturas, George; o que se chamava Caerel era Richard, quando ela se deu conta disso, o raciocínio do seu cérebro começou a agir e a despertou: 3:01 horas da madrugada...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-2682047782277262388?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/2682047782277262388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=2682047782277262388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2682047782277262388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/2682047782277262388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/03/entre-o-ceu-e-terra-parte-v.html' title='Entre o Céu e a Terra - Parte V'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4290751817353872414</id><published>2009-03-24T17:52:00.000-03:00</published><updated>2009-03-24T17:53:16.821-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><title type='text'>Fé</title><content type='html'>O anjo observava sua protegida com doçura sobrenatural. A paz iluminava o caminho de Janaina, pela ultima vez. Seria duro, difícil. Porem necessário. Ela havia sido aprovada, chegava à hora de se unir a legião. E ela nem sabia disso.&lt;br /&gt;            O anjo aproximou-se. Queria encher de luz o coração de Janaina nessa hora.&lt;br /&gt;            Janaina, que andava a passos rápidos, dobrou a esquina:            - Passa a bolsa!&lt;br /&gt;            Sentiu o pescoço sendo pressionado e o cano frio da arma em sua nuca.&lt;br /&gt;            - Por favor… tenho minhas filhas pra cuidar…&lt;br /&gt;            As lagrimas escorriam pelo seu rosto moreno.&lt;br /&gt;            - Deus não manda na sorte nem no azar de ninguém tia! SOLTA A BOLSA!&lt;br /&gt;            O ladrão puxou-lhe a bolsa bruscamente.&lt;br /&gt;            - NÃO!- gritou Janaina desesperada. Todo seu pagamento estava ali. O sustento da família.&lt;br /&gt;            Virando-se rapidamente, tentou retomar a bolsa.&lt;br /&gt;            O assaltante por impulso atirou. O tirou pegou em cheio no peito de Janaina que caiu de costas. Calmamente, o assaltante se agachou, pegou a bolsa e disse:&lt;br /&gt;            - Deus não separa os bons dos maus, moça. Não na Terra.&lt;br /&gt;            Virou as costas e calmamente foi embora.&lt;br /&gt;            O anjo cintilava em fúria. Carniceiro maldito! Ousava pronuncia o nome de Deus! Desceu ate sua iluminada, que agonizava no chão. Tão linda! Os cabelos morenos caiam-lhe sobre o rosto.&lt;br /&gt;            - Deus… por que… minhas filhas… Deus cuide de minhas filhas…&lt;br /&gt;            O sangue já escorria de sua boca.&lt;br /&gt;            O anjo pousou a mão sobre seu peito. A alma se encheu de paz e esperança. As longas asas do anjo ofereciam proteção e tranqüilidade.&lt;br /&gt;            - Vem velar por suas filhas la de cima. Vem. - falou o anjo estendendo-lhe sua mão iluminada.&lt;br /&gt;            O ar parou.&lt;br /&gt;            O céu parou.&lt;br /&gt;            As estrelas se apagaram.&lt;br /&gt;            Quando o corpo de Janaina foi encontrado, ela ainda mantinha a expressão de alegria e serenidade marcada na face.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4290751817353872414?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4290751817353872414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4290751817353872414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4290751817353872414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4290751817353872414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/03/fe.html' title='Fé'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4468474066695495599</id><published>2009-03-18T17:03:00.000-03:00</published><updated>2009-03-18T17:08:43.928-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>A Sala de Chá - Parte 4</title><content type='html'>Jody abriu o baú e de lá de dentro tirou uma clava de brinquedo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Eu não estou entendendo mais nada, Jody, você quer brincar de chazinho ou de luta?&lt;br /&gt;- Corra, Sandra. - Jody disse, assumindo uma face macabra.&lt;br /&gt;- Jody, isto não tem a menor graça.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A filha dos Gabbman não disse nada, só permaneceu com seu olhar maquiavélico vidrado em Sandra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Por um instante, Sandra jurou que as bonecas estavam encarando-a. Detalhes muito realistas. Dakota era cor-de-pêssego, já Caroline, possuía uma pele pálida como céu nublado. Os olhos de Dakota eram castanho-claros, e os da outra eram bastante escuros.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A ficha estava caindo, ou Jody era uma atriz muito boa, ou aquilo era realmente sério.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Pare, Jody! Não me obrigue a bater em você! - Sandra gritou com ela, ajeitando um pedaço de seu cabelo ruivo que caiu sobre seus olhos.&lt;br /&gt;- É só uma questão de tempo. - disse Jody, já bem próxima de Sandra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sandra andava de costas, os braços levemente inclinados para trás, como procurando algo que a segurasse para ela não cair. As duas chegaram no corredor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jody esticou seu braço e desligou a luz do quarto, deixando o corredor emergir em escuridão, trevas e terror.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Quer tomar chá? - A filha dos Gabbman falou, enquanto deferia o primeiro golpe com a clava, que não era de brinquedo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Um barulho de vidro quebrando. Jody havia quebrado o espelho. Sandra gritara, e agora, descia desesperada pela escada mais próxima.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Degrau após degrau, tropeçando um pouco, mas fazendo o máximo para não cair escada abaixo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- 1, 2, 3, ... - Jody iniciou uma contagem. - ..., 4, 5, 6, ...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sandra estava chegando no fim da escada, que parecia muito maior do que antes, ela derrapou no último degrau. ...7, 8, 9, ...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- ...10! Pronta ou não, lá vou eu. - Jody disse, começando a descer as escadas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sandra esforçava-se para levantar, mas a queda causou-lhe muita dor. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jody estava na metade da escada, quando Sandra finalmente conseguiu levantar-se, mas a dor da queda ainda estava em seu corpo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sandra jogou-se contra à porta, a fim de chegar mais rápido nela. Pôs a mão na maçaneta e a girou, não deu certo, ela continuou girando, freneticamente e com força, mas a porta estava trancada. Faltava somente um degrau da escada, para Jody pegá-la.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A babá passou correndo pela sala de estar e foi direto para a cozinha, tentar a porta dos fundos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ela pôs a mão na maçaneta da porta de madeira branca e girou, mas também estava trancada.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jody chegara na porta da cozinha.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- O que você quer, sua psicopata? - disse Sandra, virando-se de forma à ficar de frente.&lt;br /&gt;- Não está claro, Sandra? Quero matar você. - Jody disse, em um tom meigo de criança.&lt;br /&gt;- Então, por que não fez isso logo? Ou enquanto eu dormia? - o medo forçava Sandra a gritar.&lt;br /&gt;- Porque, assim como os gatos brincam com os ratos, antes de devorá-los, eu gosto de brincar com as minhas vítimas.&lt;br /&gt;- Vítimas? - Sandra perguntou, confusa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Jody saiu de frente da porta e foi, calmamente, até a pia da cozinha. Ela jogou a clava contra a parede e, então, pegou uma faca comum, fina, no faqueiro que havia sobre a bancada da pia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4468474066695495599?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4468474066695495599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4468474066695495599&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4468474066695495599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4468474066695495599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/03/sala-de-cha-parte-4.html' title='A Sala de Chá - Parte 4'/><author><name>Holy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-khgPMACHqU/SgYzweOxsoI/AAAAAAAAACI/uoXN4JsDO-o/S220/loly67.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5690978564550459565</id><published>2009-03-07T09:21:00.007-03:00</published><updated>2009-03-07T10:09:41.438-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sobrenatural'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mítico'/><title type='text'>Entre o céu e a Terra - Parte IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao entrar no 301, Júlia teve a sensação de conhecer o paciente, não era a primeira vez que tinha essa sensação naquele dia, mas era ainda muito mais estranho que os dois homens que ela julgava já ter conhecido antes estivessem ligados por um número, 301. Ela não acreditava em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;carma&lt;/span&gt;, destino, ou qualquer que fosse o nome que as pessoas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;crédulas&lt;/span&gt; davam a esse tipo de acontecimento, contudo a coincidência era tanta que foi forçada a admitir que talvez houvesse mais que o acaso operando nessas situações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O restante do dia de trabalho foi &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;estranhíssimo&lt;/span&gt;, nem um acidente, nem uma entrada nova no hospital, era como se São Paulo tivesse parado por um dia, mais tarde naquele dia ela saberia pelo Jornal da TV que a policia não registrara um único crime na cidade aquele dia, mas antes que saísse de seu plantão ela devia visitar o homem do 301 e depois seria substituída por Alice, uma companheira desde a época da graduação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando ela saiu do hospital, notou a cidade estava calma, anormalmente calma, sem transito na rua, nem movimentação de pedestres, ela não precisou esperar muito tempo pelo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;ônibus&lt;/span&gt;, pela primeira vez em muito tempo, não estava atrasado e nem lotado, era como se toda a cidade tivesse saído de férias e poucos tivessem permanecido. Chegou em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Pirituba&lt;/span&gt; e a sensação de estar vivendo um dia anormal se intensificou, ninguém na rua, no centro até podia ser, mas ali, naquele bairro que fervilhava vida vinte e quatro horas por dia, não havia sequer um cachorro vagabundo na rua, nem mesmo os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;catadores&lt;/span&gt; de papel, ou os pedintes que ficavam na calçada, Júlia começava a se questionar se não estaria sonhando.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No condomínio não era surpresa que não visse ninguém, mas mesmo assim era uma calma estranha que pairava sobre a cidade e, até mesmo ali, ele ainda podia sentir essa calma, não era a segurança que o condomínio oferecia com seus muros altos e cercas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;eletrificadas&lt;/span&gt;, era como se simplesmente não houvesse perigo em nenhum lugar na cidade. Ela entrou em seu apartamento e ligou a TV, nessa hora recebeu a noticia de que não houvera um único registro de crime na cidade, nem mesmo um assalto ou sequestro relâmpago, nada, que as autoridades consideravam um recorde. Naquela noite ela dormiu e teve um outro sonho que ela só se lembraria pela manhã...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Capitulo 2 - Richard&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Homo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;homni&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;lupus&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele estava esperando havia muito tempo, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;Quimiel&lt;/span&gt; demorava muito para aparecer, geralmente ele não deixava aquela região sem sua influência, mas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;Caerel&lt;/span&gt; estava preparado, sabia que logo chegaria e talvez tivessem de batalhar novamente, não tolerava a arrogância do adversário, e não gostava de simplesmente não poder expulsá-lo sem batalhar, ele tinha poder para fazer isto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5690978564550459565?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5690978564550459565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5690978564550459565&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5690978564550459565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5690978564550459565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/03/entre-o-ceu-e-terra-parte-iv.html' title='Entre o céu e a Terra - Parte IV'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4707376786859350490</id><published>2009-03-02T17:42:00.003-03:00</published><updated>2009-03-02T17:48:56.557-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>A Sala de Chá - Parte 3</title><content type='html'>- O que é, Sandra? - Jody perguntou rápido.&lt;br /&gt;- O que você estava fazendo aí?&lt;br /&gt;- Me preparando para dormir.&lt;br /&gt;- Certo... e com quem você estava falando?&lt;br /&gt;- Eu não estava falando com ninguém. - Jody estendeu sua mão para o interruptor, a fim de ligar a luz do corredor.&lt;br /&gt;- Mão minta para mim! - Sandra ameaçou-a, erguendo sua mão na recente claridade do corredor.&lt;br /&gt;- É uma surpresa... - a pequena garota murmurou, baixinho e acrescentuo. - Pra você.&lt;br /&gt;- Uma surpresa? Para mim? - Sandra perguntou, estranhando tal presente.&lt;br /&gt;- Sim, ainda não estava pronto, mas se você quiser ver...&lt;br /&gt;- Ah, claro que eu quero ver. - Sandra já estava bem perto de Jody, tinha se ajoelhado para ficar da altura da garota e acariciava-lhe o rosto.&lt;br /&gt;- Certo, então entra. - Jody disse, desligando a luz do corredor e entrando no quarto, Sandra a seguiu para dentro daquela escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que Jody certificou-se de que Sandra estava lá dentro, ela acendeu a luz do quarto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Essas são minhas amigas. - Jody disse, suavemente, enquanto Sandra paralisou-se de medo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em frente à Sandra, estavam duas bonecas, daquelas de tamanho real e bem realistas. Eram tão reais que assustaram Sandra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;As duas bonecas estavam "sentadas" em uma mesinha branca com detalhes de relevo em rosa-claro, e havia algumas xícaras sobre a mesa, alguns pratinhos e um bule, todos brancos, para combinar com a mesa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Suas amigas são lindas, Jody. - ela disse, observando-as e um pouco perplexa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Uma usava um vestido amarelo e seu cabelo era ruivo, bem comprido e liso. A outra estava com um vestido verde e tinha o cabelo também comprido e liso, mas era preto. As duas eram muito mais altas que Jody, parecendo ter quinze ou dezesseis anos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Quais os nomes delas? - Sandra perguntou.&lt;br /&gt;- A de amarelo se chama Dakota e a de verde se chama Caroline.&lt;br /&gt;- Que quarto é esse? &lt;br /&gt;- Era o antigo quarto de hóspedes, mas minha mãe deixa eu brincar de chazinho aqui, então agora é a Sala de Chá. - Jody explicou.&lt;br /&gt;- Essa era surpresa?&lt;br /&gt;- Mais ou menos, ainda falta uma coisa.&lt;br /&gt;- O quê?&lt;br /&gt;- É que eu queria convidar você para o nosso chá. - Jody falou, apontando para uma cadeira desocupada na mesinha.&lt;br /&gt;- Ah, claro, mas outro dia, agora está tarde e você tem que ir dormir.&lt;br /&gt;- Você não está entendendo, Sandra, eu disse que você foi convidada para &lt;span style="font-style:italic;"&gt;o nosso chá&lt;/span&gt;. - Jody repetiu, dando ênfase no convidada.&lt;br /&gt;- Sinceramente, eu não estou entendendo.&lt;br /&gt;- Você vai entender. - Jody disse, andando até um baú que havia naquele quarto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O quarto não era muito grande, não tinha suas paredes pintadas, podia-se ver a madeira da parede, e algumas pilhas de coisas empoeiradas estavam amontoadas em um canto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4707376786859350490?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4707376786859350490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4707376786859350490&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4707376786859350490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4707376786859350490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/03/sala-de-cha-parte-3.html' title='A Sala de Chá - Parte 3'/><author><name>Holy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-khgPMACHqU/SgYzweOxsoI/AAAAAAAAACI/uoXN4JsDO-o/S220/loly67.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-315042064458664346</id><published>2009-02-25T18:05:00.000-03:00</published><updated>2009-02-25T18:07:50.421-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Vozes</title><content type='html'>Na noite em que entrei em seu quarto, ela dormia docemente. O peitinho subia em leves e rítmicos movimentos. Os cabelos loiros, da cor do trigo, se espalhavam pelo travesseiro. A pele alva como o luar era ainda mais empalidecida pela luz fraca do abajur. Sua mãozinha, pequena como a de um anjo, segurava a mão do ursinho de pelúcia ao seu lado. As lagrimas corriam pela minha face.&lt;br /&gt;            “Vamos, mate-a!” – me disse a voz.&lt;br /&gt;            - Eu não posso! É só uma criança… um doce anjo…&lt;br /&gt;            “Ela já te tirou um monte de coisa, ela ira te tirar o seu marido, ela trará a desgraça para sua vida, ela te deixara na miséria…”&lt;br /&gt;            - É uma criança!&lt;br /&gt;            “Isso é o que você pensa. Vamos, mate-a. Ou quer que ela faça isso com você? Ela ira te matar com a mesma frieza que mataria uma mosca.”&lt;br /&gt;            - Uma criança… - meus olhos já estavam inchados de tanto chorar. E a outra voz então falou:             “Ela vai sim te matar… aqueles olhos azuis dela, ela ira olhar fixamente para você e então te matara…”&lt;br /&gt;            - Minha filha… minha criança…&lt;br /&gt;            “Mate-a! A culpa é dela. Toda dela. Aquele aborto não foi espontâneo, foi ela que bateu em seu ventre em quanto dormia.”             - Ela não fez isso… - minha voz havia se tornado mais dura.             “Fez sim, e ainda riu. Vamos, mate-a! MATE-A!”&lt;br /&gt;            Fui tomada pelo impulso. Avencei sobre ela com a faca… nova… afiada. Cortei-lhe a jugular. Foi quando cai em mim, da besteira que havia feito.&lt;br /&gt;            Pobre da minha filha. Abriu os olhinhos assustada. Eu a vi sufocando, gemendo. Seus olhinhos azuis suplicavam por ajuda.&lt;br /&gt;            - Mã-aã-e – disse ela com a voz fraquinha.&lt;br /&gt;            Descontrolada, a abracei fortemente. Meu anjinho, minha flor, meu raio de luz. O que eu havia feito? Minhas lagrimas se misturavam ao sangue que saia de seu pescossinho. A senti apertando minha blusa. As vozes riam.&lt;br /&gt;            -SAIAM, SAIAM DAQUI, SAIAM DA MINHA VIDA!&lt;br /&gt;            Eu peguei minha filha no colo e sentei-me no chão.&lt;br /&gt;            - Desculpe a mamãe… desculpe…&lt;br /&gt;            Ela também chorava. Suas ultimas palavrinhas rasgaram meu coração.&lt;br /&gt;            - Dês-ss-culpe ma-m-mmãe… eu na-aa-ao quer-ia ter pego sua ma-q-q-quiag-gem sem sua ordem… desc-c-pe…&lt;br /&gt;            Eu chorei ainda mais. Pobre criança. O que eu havia feito com a minha doce filha?! Apertei ainda mais seu corpinho frio e mais pálido ainda. Sua mãozinha ainda agarrava minha blusa.&lt;br /&gt;             Naquele dia, meu marido havia viajado. Quando voltou dois dias depois, me encontrou ainda na mesma posição, sentada, com o corpinho de nossa filha agarrado a mim. Seu cadáver já não apresentava os traços angelicais de antes.&lt;br /&gt;            Hoje, ninguém me visita. Passo os dias sozinha nesse quarto branco… esse branco irritante que me lembra tanto o pálido rostinho da minha filhinha. A solidão é minha amiga.&lt;br /&gt;            Gostaria que suspendessem minha medicação. Talvez assim, as vozes voltariam e eu enfim, teria companhia para conversar…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-315042064458664346?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/315042064458664346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=315042064458664346&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/315042064458664346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/315042064458664346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/02/vozes.html' title='Vozes'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5063011357799930581</id><published>2009-02-23T12:39:00.007-03:00</published><updated>2009-02-23T13:46:32.792-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mítico'/><title type='text'>Entre o Céu e a Terra - Parte III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Durante todo percurso até o hospital conversaram, sem perceber Júlia revelava muita coisa sobre si mesma e mais tarde reprovaria tal comportamento, mas Richard era tão encantador e aparentava ser confiável que, enquanto estavam juntos, ela lhe contou muitas coisas. Ele, entretanto, falou pouco a seu respeito e fez muitas perguntas pessoais. Então Júlia começou a suspeitar que ele sabia mais que aparentava; isso a preocupou por algum tempo durante a viagem, mas logo essa preocupação foi apagada. O carro parou em Frente ao hospital.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;- Até mais tarde. Despediu-se Júlia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;- Até, se precisar de carona de novo bata no 301, será um prazer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ela entrou e, por hábito, foi ao vestiário; lá encontrou Maria Auxiliadora, a Dora, a outra enfermeira que fazia o plantão em junto com Júlia. Elas não eram o que se pode chamar de amigas, no entanto respeitavam-se e trabalham muito bem juntas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;- Por pouco que você não está atrasada. Comentou Dora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;- Me esqueci que hoje era dia do rodízio, por sorte um vizinho me deu uma carona.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;- Sorte mesmo, hoje a Ângela está com a tocha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ângela era a exigente Enfermeira chefe do hospital, e ela não costumava tolerar atrasos, quaisquer que fossem os motivos;  "Saia mais cedo, assim se alguma coisa acontecer você não se atrasará", esse era seu mote. As enfermeiras detestavam-na, ser exigente faz parte da profissão, é verdade; uma enfermeira descuidada pode por em risco as vidas dos pacientes, mas não havia a menor necessidade de ser grosseira e gritar com as enfermeiras na frente dos pacientes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;-Então é melhor irmos logo à sala dela pegar as fichas dos pacientes e fazer as medicações, assim nos livramos dela por enquanto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;-Só estava esperando você me convidar, Júlia. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;Ao Dizer isso Dora Sorriu, não era seu habito ser tão agradavel com Júlia, em geral ela a tratava com certa formalidade, como proficional, já que não eram nem de longe as melhores amigas. Foram para a sala de Ângela e ela estava sentada em sua cadeira, com algumas fichas de pacientes na mão, sentava-se de costas para a porta e quando as duas enfermeiras entraram ela lhes deu as boas vindas e disse:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;-Júlia e Maria Auxiliadora, temos poucas internações novas hoje, na verdade só um homem com multiplas fraturas, aparentemente ele se jogou, ou caiu, do predio em que trabalhava como segurança, ele deu entrada durante a madrugada, no momento estamos esperando o ortopedista para avaliar se será nescessário operar. Júlia, você vai até o quarto 301 e verifique esse paciente, aplique uma ampola de tiopental sódico no soro e se precisar um sedativo tabém, entendeu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;- sim senhora.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;- O que está esperando? Ande! O paciente não virá até você.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;Com isso Júlia saiu da sala deixando Dora sozinha com a chefe, enquanto ela caminhava até o ambulatório para apanhar a medicação lhe ocorreu um deja vu,  ela já tinha ouvido falar em um "quarto" 301, era o mesmo número do apartamento de Richard, ela achou que era uma coincidência muito estranha, mas por hora decidiu não dar atenção ao fato.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5063011357799930581?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5063011357799930581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5063011357799930581&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5063011357799930581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5063011357799930581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/02/entreo-o-ceu-e-terra-parte-iii.html' title='Entre o Céu e a Terra - Parte III'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-1373936433909081953</id><published>2009-02-17T21:43:00.000-03:00</published><updated>2009-02-17T21:50:01.240-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>A Sala de Chá - Parte 2</title><content type='html'>- Jody? Cadê você menina! Jody? - ela perguntava freneticamente, enquanto revirava aquela pequena parte da casa.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas Sandra não encontrava Jody de forma alguma.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ela começou a revirar as almofadas, em uma tentativa tola de ver se a menina não estava escondida encolhida lá, nada. Então ela correu para a cozinha. Mas Jody também não estava lá.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- O que foi? - Jody perguntou para Sandra, enquanto aparecia descendo as escadas que ficavam ao lado da cozinha.&lt;br /&gt;- Jo-jody?! Onde você estava? Eu fiquei preocupada.&lt;br /&gt;- Eu fui lá em cima. - ela disse, entregando o prato de biscoitos, vazio, para Sandra.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Depois, ela foi de volta para frente da televisão. Sandra, um pouco pasma e surpresa, foi para a cozinha e deixou o pequeno prato dentro da pia.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pegou um copo e um pouco d'água e bebeu. Depois, voltou para a sala de televisão.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A luz da cozinha e a televisão eram as únicas coisas iluminando a casa naquela noite. Sandra ficava deitada no sofá e Jody no carpete em frente ao sofá.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sem perceber, Sandra caiu no sono.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mais tarde, acordara. A televisão permanecia ligada em frente a ela. Ela olhou no relógio da parede, eram dez e trinta e sete.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Eu tenho que colocar Jody na cama. - ela lembrou-se, após um bocejo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sandra levantou-se do sofá, mas percebeu que Jody não estava deitada no carpete.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Jody?! Jody! Onde você tá!? Você não tem nada melhor para fazer além de desaparecer...?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ela começou a procurar Jody pela casa, passou uns dez minutos procurando por todo o primeiro andar, que era composto da cozinha, uma sala de estar, duas escadas para o segundo andar e uma porta que levava à garagem, além da porta da frente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sandra procurou em todas as partes do primeiro andar duas vezes, então Jody só poderia estar no segundo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A jovem começou a subir as escadas para o segundo andar, foi um pouco cansativo chegar até o topo após aquele cochilo e a busca frenética pela filha dos Gabbman.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O segundo andar era um grande corredor, em uma das pontas havia a escada em que Sandra subira, e na outra, a escada que ficava ao lado da cozinha, havia quatro portas no corredor. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Lá estava bastante escuro, iluminado somente por um feixe de luz que vinha por debaixo de uma porta no meio do corredor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E Sandra ouviu a voz de Jody vindo daquela porta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-1373936433909081953?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/1373936433909081953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=1373936433909081953&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1373936433909081953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1373936433909081953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/02/sala-de-cha-parte-2.html' title='A Sala de Chá - Parte 2'/><author><name>Holy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-khgPMACHqU/SgYzweOxsoI/AAAAAAAAACI/uoXN4JsDO-o/S220/loly67.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-6410801229738472780</id><published>2009-02-12T16:05:00.002-02:00</published><updated>2009-02-12T16:05:45.824-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Sonho Vivo- Parte 8</title><content type='html'>No meio de toda aquela bagunça, Julia se havia ate se esquecido de seu sonho. Mas o seu sonho não havia se esquecido dela.  Estava louco para matá-la, ver seu sangue correndo, brilhante, morno.  Agora tinha muitas, muitas facas! E usaria cada uma delas. Espetaria cada parte daquela casca inútil que ela chamava de corpo.&lt;br /&gt;            Seria divertido...&lt;br /&gt;            Rindo, correu. Tudo ao seu tempo… tudo ao seu tempo…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Mas Julia acabou por lembrar-se dele. Não conseguia dormir a varias noites. Somente cochilava. E o pior: precisava ir à faculdade, mesmo sem animo.&lt;br /&gt;            Mas era impossível não perceber que estava estranha. Havia criado o habito de desconfiar de todos e, perguntar para as pessoas se estava vendo: “aquele cara estranho ali.”&lt;br /&gt;            As coisas já não saiam tão bem quanto imaginava. As cartas havia “chego” antes da policia. No interrogatório, gaguejara e demonstrara claramente nervosismo. Havia se incriminado, tinha certeza. Era uma questão de tempo ate perguntarem sobre seu comportamento atualmente aos seus amigos. E eles diriam que ela anda nervosa, desatenta e etc.&lt;br /&gt;             E Flavia… Flavia não estava nem ai. Aquela calma a irritava muito!&lt;br /&gt;            Após alguns dias, decidiu: iria fugir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-6410801229738472780?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/6410801229738472780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=6410801229738472780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6410801229738472780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6410801229738472780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/02/sonho-vivo-parte-8.html' title='Sonho Vivo- Parte 8'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4963719787453693007</id><published>2009-02-09T20:08:00.010-02:00</published><updated>2009-02-09T20:56:32.763-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mítico'/><title type='text'>Entre o Céu e a Terra - Parte II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O despertador tocou, acordando Júlia de seu sonho, era o mesmo sonho, todas as noites nesse mês: ela sonhava com dois homens discutindo sobre um local que parecia familiar a ela, mas nunca conseguia se lembrar de onde era, saiu da cama desejando que pudesse ter dormido mais um pouco e, quem sabe, descobrir o que acontecia depois. Era certo que este sonho tinha algum significado, não que ela acreditasse nesse tipo de coisa, mas um sonho recorrente assim, por mais que ela detestasse admitir, só poderia ser uma espécie de mensagem, mas qual?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela apanhou uma toalha limpa no guarda-roupas, despiu a camisola e foi ao banheiro, tomou um banho um pouco mais demorado, voltou ao quarto e vestiu-se para trabalhar, ainda faltava meia hora até que devesse sair, aproveitou, então, o tempo restante para tomar café e ler o jornal. As 6:50 (&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;am) &lt;/span&gt;ela saiu do apartamento onde morava e foi até a garagem onde guardara seu carro na noite anterior, só então ela lembrou que era o dia do rodízio do seu carro, isso a preocupou, não havia combinado com ninguém a carona, e não queria tomar multa; pensou em tomar um ônibus, mas já não havia tempo, um táxi seria muito caro, sair de Pirituba até Bela Vista de táxi seria um desperdício. Foi então que um vizinho, que aparentemente percebera o dilema de Júlia, ofereceu-lhe uma carona, ele trabalhava no Jabaquara, ela aceitou imediatamente a oferta e disse:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Muito Obrigado, você salvou minha vida, eu nunca chegaria a tempo no hospital sem tomar uma multa...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Qual Hospital?  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu trabalho como enfermeira no Beneficência Portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quer que eu a deixe lá?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Se não for atrapalhar...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não, não vai, por coincidência hoje eu resolvi sair mais cedo, estou bastante adiantado, que horas começa o seu plantão?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- As oito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não me lembro de ter me apresentado, Meu nome é Richard.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Júlia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Júlia tinha uma estranha sensação de que já conhecia Richard, só não se lembrava de onde, algo nele lhe era muito familiar, como se tivesse visto seu rosto dezenas de vezes antes; mas não era possível, ela acabara de o conhecer. Algo em seu sub-conciênte insistia, ela, porém, calou essa pequena parte do seu cérebro dizendo a si mesma que, se realmente ela o conhecia, logo se lembraria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4963719787453693007?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4963719787453693007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4963719787453693007&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4963719787453693007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4963719787453693007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/02/entre-o-ceu-e-terra-parte-ii.html' title='Entre o Céu e a Terra - Parte II'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3693084140821985093</id><published>2009-02-03T17:39:00.000-02:00</published><updated>2009-02-03T17:40:28.827-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>A Sala de Chá</title><content type='html'>- Não precisa se preocupar, às nove já estaremos de volta. E Jody é bem quietinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem. - assentiu Sandra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se até às nove, nós não estivermos chegado, você pode por Jody na cama e ir para sua casa. Não esqueça de trancar a porta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro. - assentiu Sandra novamente, com um ar entediado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Daisy finalmente ultrapassou aquela porta, deixando Sandra sozinha com Jody, a filha de Daisy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Gabbman eram uma família qualquer de subúrbio, a família era composta por Joe, Daisy e Jody.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota de 16 anos, Sandra, foi quem arranjou o trabalho de babá da Jody aquela noite. Os pais da menina iriam sair para uma peça de teatro com a irmã de Daisy, e assim, teriam de deixar Jody com alguém, Sandra ofereceu-se para o cargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ela era morava próxima aos Gabbman, um ou dois quarteirões, se não me engano, e já a conheciam, eles acharam ela digna de confiança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os dois saíram, estava anoitecendo. Jody estava assistindo televisão na sala de estar e Sandra foi lhe fazer companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jody tinha oito anos, era gorducha, de olhos verdes bem claros e cabelo loiro. Já Sandra, tinha cabelos ruivos bem longos e ondulados, alta e de um peso ideal de sua idade, seus olhos eram castanho-escuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que está assistindo, Jody? - Sandra perguntou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- TV. - Ela respondeu, sem ao menos olhar para Sandra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer algo pra comer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jody somente assentiu com a cabeça, novamente, sem nem olhar a presença de Sandra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá bom, eu vou pegar biscoitos. - disse Sandra, levantando-se do sofá e caminhando até à cozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela procurou pelos armários e achou um jarro com a palavra "Cookies" estampado em sua frente. Ela pôs a mão dentro e pegou os únicos três biscoitos que haviam lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sandra pôs os biscoitos em um pratinho e voltou para a sala, mas Jody não estava lá, porém, a televisão permanecia ligada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Jody? - Sandra a chamou. - Jody!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela deixou o prato com os biscoitos em cima da mesinha que havia ali e foi procurar Jody. A casa dos Gabbman, diferente das outras da cidadezinha, era bem grande e com dois andares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um tempo de procura pelo primeiro andar, Sandra desistiu e voltou para a sala. Deixou-se cair no sofá, exausta de procurar a garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela olhou para a mesinha que havia ao lado do sofá, os biscoitos não estavam mais lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem o prato.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3693084140821985093?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3693084140821985093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3693084140821985093&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3693084140821985093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3693084140821985093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/02/sala-de-cha.html' title='A Sala de Chá'/><author><name>Holy</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='19' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_-khgPMACHqU/SgYzweOxsoI/AAAAAAAAACI/uoXN4JsDO-o/S220/loly67.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3840905231709824981</id><published>2009-01-29T17:57:00.002-02:00</published><updated>2009-02-23T13:48:57.493-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mítico'/><title type='text'>Entre o Céu e a Terra.</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Há mais coisas entre o Céu e a Terra que supõe a nossa vã filosofia (Willian Shakespeare)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um homem, vestido com um elegante terno risca de giz, estava pardo no fim de uma rua sem saída, pairava uma névoa estranha no ar; um outro homem que vestia um terno igualmente bem cortado, porém completamente preto, se aproximou do primeiro e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- O que é que você está fazendo aqui, Caerel?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Aqui é minha área, Quimiel.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Quem foi que disse? Essa área é minha há séculos!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ele quem disse. Respondeu Caerel olhando para o alto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Ninguém me falou nada. O que Ele quer aqui? Faz séculos que ele não se importava com esse lugar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Desde quando Ele tem de lhe dar satisfações? Mas se você quer mesmo saber, há uma pessoa aqui que ele quer que eu ajude.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Quem?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acha que se eu soubesse eu lhe contaria? &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então como pretende ajudar alguém que você não sabe quem é?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Expulsando você, é claro, mas se preferir você pode sair por livre e espontânea vontade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Acha mesmo que vou sair daqui, sem lutar?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Já se esqueceu da última vez em que lutamos?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você venceu, mas teve ajuda de Gabriel.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ora, você tinha uma legião ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Você derrotou a legião, sozinho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qualquer um que ouvisse essa conversa poderia achar que ambos eram traficantes, ou mafiosos, que estavam discutindo por um local estratégico, mas a conversa começara a ficar estranha. Esses homens estavam falando em legiões, o que implica em “soldados”, mas como poderia um homem sozinho derrotar vários soldados? Mesmo que fosse um exímio lutador?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;-Sim é verdade. Retorquiu o primeiro. Então você sabe que eu posso derrotar-lhe sozinho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não pode. E sem Gabriel aqui para ajudar-lhe, você nunca me vencerá, enquanto Ele não me ordenar sair, ficarei!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Posso muito bem chamar Gabriel aqui, ele viria em segundos ao meu auxilio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Você não pode convocar ele aqui, não tem tal autoridade!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como você sabe? Pelo que eu sei há muitas coisas que você ignora sobre O Reino.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ora, as coisas nO Reino não mudam assim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah mudam sim, não se lembra quem outrora foi o segundo, só sendo colocado depois de Emanuel? E agora quem é o segundo? Não é Gabriel? Eu estava lá quando aconteceu, ou se esqueceu de que lado da luta eu estava? Não foi o próprio Jeová quem o derrotou?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao ouvir o ultimo nome, homem que vestia um terno preto pareceu encolher-se de medo, e ter envelhecido cem anos em segundos, como se só a pronuncia do nome o torturasse.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como ousa invocar o nome dEle!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro homem riu e respondeu:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Eu, ao contrario de você, posso dizer o nome, eu não fui banido. Vai sair ou vamos lutar?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Ah! Não ouse me desafiar depois de ter dito o nome dEle!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Então você sairá?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3840905231709824981?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3840905231709824981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3840905231709824981&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3840905231709824981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3840905231709824981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/01/entre-o-ceu-e-terra.html' title='Entre o Céu e a Terra.'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-9129139887774241151</id><published>2009-01-26T11:39:00.000-02:00</published><updated>2009-01-26T11:40:11.303-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Sonho Vivo- Parte 7</title><content type='html'>Em sua casa, Flavia tomava banho. Havia ajudado uma Julia infantil tomar o seu e esta agora dormia. Tinha medo da reação de Julia quando ela acordasse. Estava fora de si e desequilibrada. Mas o sono cura muita coisa. Quando finalmente descansasse acordaria amedrontada e nervosa. Saiu do banho e deitou-se. Resolveu dormir um pouco também. Estava exausta. Aquela não era a vida que havia planejado para si. Sempre sonhara em ser uma boa profissional, e levar uma vida boa e calma. Fizera tudo isso porque a única coisa que queria era isso. Ter uma vida boa e calma. Nessa altura, pensava que a parte do “boa” havia se excluído automaticamente de seu padrão. Mas ainda dava pra se ter uma vida calma. Olhou do lado e viu Julia dormindo.&lt;br /&gt;            Aquela era outra coitada. Existem pessoas que nascem para quebrar a cara, para sofrer, para correr. Julia era uma dessas. Dizem que pagamos tudo de mal que fizemos em outra vida. Julia estava pagando pelo que quer seja que tenha feito em sua vida passada. E pagaria na próxima também. Parando para analisar, Flavia concluiu que era um ciclo vicioso.&lt;br /&gt;            Cansada, virou do lado e dormiu.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;             Julia acordou abafando um grito. Como se estivesse saído de um afogamento. A cabeça estava pesada, zonza olhou em volta de si. Onde estava? Ela não conhecia aquele lugar... como havia chegado ali mesmo…? Ate que veio um lampejo a sua mente. Sangue, soda caustica, clorofórmio. Provavelmente estava na casa de Flavia!&lt;br /&gt;Correu pela casa tentando achar o quarto e encontrou Flavia sentada a mesa, lanchando.&lt;br /&gt;            - Boa tarde! Esta servida?- disse ela mostrando seu pão de presunto e queijo mordido.&lt;br /&gt;            - Como pode agir tão naturalmente?!- disse Julia com lagrimas aos olhos. – Nós matamos três homens! TRES!           &lt;br /&gt;            - Xiiii, a vizinhança não precisa saber.&lt;br /&gt;            - Acha mesmo que vamos escapar?! Pensa o que? Que não deixamos rastros?!&lt;br /&gt;            - E quem disse que eu terminei?- falou Flavia calmamente tomando um gole de suco.&lt;br /&gt;            - E vai matar quem agora?&lt;br /&gt;            - Ninguém. Agora iremos receber ameaças.&lt;br /&gt;            - Hããã?!&lt;br /&gt;            - Seguinte mocinha de pouco cérebro. Isso pode ser ridículo, mas espero que funcione. Sabe aquelas cartas de revista? Tipo, recortado e colado?&lt;br /&gt;            - Sei.&lt;br /&gt;            - Eu farei algumas. Daí, você as levara, e eu ficarei com algumas. Estaremos sendo ameaçadas, ta?&lt;br /&gt;            - Sim… - respondeu Julia atônita.&lt;br /&gt;            - Depois começaram os telefonemas. Eu te direi à hora em que devera ir a policia. Iremos nós duas apavoradas por que estamos recebendo ameaças. Você tem vizinhos?&lt;br /&gt;            - Algumas senhoras. Não conheço boa parte. Mudei-me a menos de uma semana na rua. Só há a minha casa e mais duas.&lt;br /&gt;            - Maravilha. A policia com certeza ira interrogá-las quanto, a saber, se você estava em casa ou não. Elas obviamente dirão que não sabem. Claro que a policia ira desconfiar.&lt;br /&gt;            - Mas e você?&lt;br /&gt;            - Ontem? Eu estava na sua casa não lembra? Eu dormi la e nós comemos pizza que você mesma fez. - e piscou para Julia.- Depois nós viemos para ca, para… para… para nada, veio e acabou.&lt;br /&gt;             - E eu não fui à faculdade por que mesmo?&lt;br /&gt;            - Porque você estava meio indisposta.&lt;br /&gt;            - Isso! Você dormiu la ontem a noite, eu acordei mal e você achou melhor eu vir para ca!&lt;br /&gt;            - Exatamente!&lt;br /&gt;            - Ei, espere!- falou Julia de supetão.&lt;br /&gt;            - Pois não?&lt;br /&gt;            - Se ninguém sabia do projeto... ninguém sabia da gente, certo?&lt;br /&gt;            - Sim…&lt;br /&gt;            - Então… por que precisamos de tudo isso?&lt;br /&gt;            - É melhor prevenir do que remediar. A secretaria vai falar sobre mim. Eu fui diversas vezes ao consultório de Julio e ele me atendia prontamente independente da quantidade de pacientes que houvesse a minha frente. Impossível ela não ter achado um tanto estranho. Ma fique na sua casa tranqüila. Ou nem tanto quase seu sonho homicida apareça, não podemos nos esquecer dele. Vá a faculdade amanha normalmente. Tente fazer cara de quem pegou aquela virose. Conte para o maior numero de pessoas.&lt;br /&gt;            - Então eu vou indo.&lt;br /&gt;            - Ok. Não quer mesmo um lanche?&lt;br /&gt;            - Não, obrigada, não estou com fome. Ate.&lt;br /&gt;            - Ate- despediu-se Flavia. Viu que Julia estava quase chorando. – Por favor, não chore. O porteiro pode achar estranho.&lt;br /&gt;            Julia saiu sem olhar para trás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-9129139887774241151?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/9129139887774241151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=9129139887774241151&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/9129139887774241151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/9129139887774241151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/01/sonho-vivo-parte-7.html' title='Sonho Vivo- Parte 7'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-1389710892340915774</id><published>2009-01-22T18:49:00.005-02:00</published><updated>2009-01-22T19:39:22.356-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Politica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='História'/><title type='text'>Eppur si muove</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SXjd2Q8Nc4I/AAAAAAAAATg/BYsblDmdPAg/s1600-h/beemoviepromo.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 178px; height: 200px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SXjd2Q8Nc4I/AAAAAAAAATg/BYsblDmdPAg/s200/beemoviepromo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5294225286304199554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Reza a lenda que Galileu Galilei, ao sair do tribunal após sua condenação, disse uma frase célebre: "Eppur si muove!", ou seja, "contudo, ela se move", referindo-se à Terra.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É engraçado como essa frase pode se aplicar a praticamente qualquer situação que acontece, embora não devesse acontecer daquela maneira, por exemplo o voo das abelhas; pesquisas afirmam que, segundo as leis da aerodinâmica, e segundo ainda, testes feitos em um túnel de vento, as abelhas não podem voar. O peso, a forma, as dimensões do corpo e o pequeno tamanho das asas tornam impossível o voo das abelhas, contudo elas voam. Essa frase também pode ser aplicada a ações e fatos que desafiam a lógica e, embora ninguém creia que seja possível, simplesmente acontecem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos acontecimentos mais impressionantes dos últimos tempos foi a eleição do primeiro presidente negro dos EUA. Muitos podem achar natural que o desejo de mudança fez com que a população escolhesse um candidato que fosse mais inovador, evidentemente que esse fato não deve ser negado, mas é importante ressaltar os desafios encarados pelo candidato e agora presidente &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Barack_Obama"&gt;Barack Hussein Obama&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certamente ele sofreu preconceito e, provavelmente, muitas pessoas disseram que seria impossível que sendo negro e filho de um imigrante se tornasse presidente; aqui faz-se necessária uma citação ao filme &lt;a href="http://www.adorocinema.com/filmes/bee-movie/bee-movie.asp"&gt;Bee Movie: A história de uma abelha&lt;/a&gt; da Dream Works que no inicio apresenta a seguinte narração:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Para os humanos o voo das abelhas é impossível, suas asas são pequenas demais para sustentar o seu corpo gordinho, mas como as abelhas não estão nem aí para o que os humanos acham impossível, elas voam assim mesmo". Isso certamente se aplica ao atual ocupante da Casa Branca, com certeza ele deve ter ignorado o que as pessoas diziam que para ele ser impossível e trabalhou duro para conquistar o lugar que agora ocupa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Barack Obama inspira mais que uma mudança no cenário mundial, ele serve de exemplo à todos que são desacreditados, possivelmente por gerações será lembrado, não só como o primeiro presidente negro dos EUA, mas como um homem que jamais desistiu de lutar e tentar todas as possibilidades que a vida lhe ofereceu, um homem que não falou, mas agiu, como se dissesse àqueles que não acreditaram nele : "&lt;span class="Apple-style-span"   style="  white-space: pre; font-family:Arial;font-size:13px;"&gt;Eppur si muove".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-1389710892340915774?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/1389710892340915774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=1389710892340915774&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1389710892340915774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1389710892340915774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/01/eppur-si-muove.html' title='Eppur si muove'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SXjd2Q8Nc4I/AAAAAAAAATg/BYsblDmdPAg/s72-c/beemoviepromo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3509079647139976132</id><published>2009-01-19T09:22:00.002-02:00</published><updated>2009-01-19T09:28:40.216-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Sonho Vivo- Parte 6</title><content type='html'>Flavia andava rapidamente seguida por Julia. Havia trocado a roupa ensangüentada por outra limpa e passada. Julia seguia perto.&lt;br /&gt;- Vamos chegar antes da secretaria. – falou Flavia. – Teremos que sair antes dela também. Temos que ser rápidas. &lt;br /&gt;- Você sabe onde fica o estacionamento? O local onde ele estaciona seu carro todos os dias?&lt;br /&gt;- Sei.&lt;br /&gt; - Vamos abordá-lo la. Fica mais fácil de entrar.&lt;br /&gt;- Boa!&lt;br /&gt;- É muito longe do consultório?&lt;br /&gt;- Nada. Fica nos fundos.&lt;br /&gt;- Ótimo. Tem certeza que essa historia do copinho de água vai colar?!&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Boa. – respondeu Julia erguendo o polegar. – E agora?&lt;br /&gt;- Sabe aquele velho truque do paninho?&lt;br /&gt;- A mãe de quem?!&lt;br /&gt;Flavia suspirou e baixou a cabeça.&lt;br /&gt;- Clorofórmio – disse ela, de ma vontade.&lt;br /&gt;- Aaaaahhhh! Seeei! Vai umedecer o pano e fazê-lo desmaiar.&lt;br /&gt;- Isso.&lt;br /&gt;- Entendi! – disse Julia sorrindo. Flavia olhou bem para Julia.&lt;br /&gt;- Você esta bem? Ate agora você estava resistindo a tudo, e agora... sorri assim, como se fosse uma criança.&lt;br /&gt;- Não eu não estou bem. – respondeu Julia solenemente.&lt;br /&gt;Por um momento pareceu alheia a tudo. Ergueu a cabeça. O olhar se perdeu na imensidão do céu. Julia olhou para o rosto de Flavia e novamente para o céu. E começou a rir. Rir descontroladamente.&lt;br /&gt;- Do que ri?!- perguntou Flavia espantada.&lt;br /&gt;- Não faço… a mínima… idéia!&lt;br /&gt;- Você me assusta.&lt;br /&gt;Julia ria sem compromisso.&lt;br /&gt; - Chega!- Flavia deu-lhe um forte tapa no rosto. Os cinco dedos ficaram marcados na face de Julia que olhou para ela como se esta fosse uma estranha.&lt;br /&gt;- Não faz isso! Dói!&lt;br /&gt;- Vamos. – falou Flavia agarrando Julia pela mão, ignorando o comentário. – Você precisa dormir. Esta desequilibrada. Seus pensamentos estão confusos, seu cérebro cansado... – falou Flavia enquanto caminhavam.&lt;br /&gt; - Eu to cansada mesmo...&lt;br /&gt;- Aposto como não ira se lembrar de metade do que fez hoje, amanhã.&lt;br /&gt;- Esta me chamando de doente mental?!&lt;br /&gt; - Silencio! Chegamos!- sussurrou Flavia. Olhou pela fresta do portão da clinica. Não havia carros. – Ele ainda não chegou. Vem.&lt;br /&gt;Flavia subiu na arvore que havia ao lado. Era grande e frondosa, esconderia bem ambas e lhes dariam uma boa visibilidade.&lt;br /&gt;- Sobe Julia.&lt;br /&gt; - Tenho medo de altura. – disse Julia temerosa olhando para o alto, como se a arvore tivesse o dobro da altura real.&lt;br /&gt;- Era só o que me faltava… SOBE LOGO!&lt;br /&gt;- Não grite comigo…! – falou Julia chorosa. Fechou os olhos e começou a tatear a arvore.&lt;br /&gt;- Você não pretende subir de olhos fechados não é mesmo?- perguntou Flavia abobada não acreditando no que via.&lt;br /&gt;- Vou.&lt;br /&gt;- Vá pro inferno garota! Larga logo de frescura e sobe!&lt;br /&gt;- Me da sua mão! Por favor…&lt;br /&gt;Julia estendeu a mão enquanto as lagrimas desciam quentes por seu rosto. Flavia teve um assomo de raiva, mas este foi paralisado ao ver Julia chorando. Pobre jovem. O cansaço e os acontecimentos dos últimos dias confundiram sua mente. Ao mesmo tempo em que sabia aonde iria, o que iria fazer, onde morava e afins, sentia-se uma criança de dez anos que precisa de proteção e olha tudo com ingenuidade. Pesarosa, Flavia estendeu-lhe a mão. Sem olhar para trás, Julia subiu e permaneceu estática em seu lugar.&lt;br /&gt;- Ele não deve demorar. Já esta quase na hora…&lt;br /&gt;Julia permaneceu calada.&lt;br /&gt;- Bom é que posso ver a outra rua, ou seja, consigo ver o carro dele vindo. Olha acho que é ele!&lt;br /&gt;Julia permaneceu quieta, enquanto Flavia umedecia o pano. Esperou o carro entrar no estacionamento.&lt;br /&gt;- Vem!- sussurrou ela a Julia.&lt;br /&gt; Julia permaneceu estática.&lt;br /&gt;- Ah, não tenho tempo para suas manhas. &lt;br /&gt;Flavia desceu da arvore, tomando o máximo de cuidado para não fazer nenhum barulho. Ficou na espreita. Assim que o medico desceu do carro ela avançou. Socou-lhe o pano no rosto. Não houve tempo para resistência. O medico desmaiou imediatamente. Colocou o pano na bolsa e pegou a garrafinha com a água envenenada. Abriu a boca do medico desmaiado e despejou o conteúdo. Agora era uma questão de tempo.&lt;br /&gt;- Deu certo?!- falou-lhe uma voz ao ouvido. O que ocorreu com Flavia foi um misto rápido de emoções. Medo susto alivio raiva alivio raiva calma. Tudo ao mesmo tempo. E lhe resultou em uma única palavra.&lt;br /&gt;- Deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O homem olhava fixamente como uma criança olhando um doce para a pilha de maletas a sua frente. Obviamente ninguém o notava. A maleta reluzia em sua pele enrugada. Entrou na loja e foi ate ela. Tão linda! Passou as mãos nas facas. Sentia seu corte afiado sobre seus dedos. Eram frias como gelo. Lindas... brilhantes... afiadas... possuíam um cabo escovado em inox. Fantásticas. Não ia resistir! Eram sete ao todo, presas por uma cavidade na mala. Sistematicamente arrumadas por tamanho. Era dele! Dele! Pegou uma das maletas fechadas no chão e colou sob o casaco. Ninguém ia ver. Gargalhou alto. Ninguém ouviria. Saiu sem descrição para rua, com as inúmeras facas chacoalhando sob seu casaco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3509079647139976132?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3509079647139976132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3509079647139976132&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3509079647139976132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3509079647139976132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/01/sonho-vivo-parte-6.html' title='Sonho Vivo- Parte 6'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-1661029979755845155</id><published>2009-01-12T14:53:00.003-02:00</published><updated>2009-01-12T15:09:16.731-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crônicas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>As relações entre as espécies ... Sorte, ou a falta dela.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/Rx3imiWyXyI/AAAAAAAAAEI/j31RfnqHnr0/s1600-h/Looney-Tunes---Wile-E-Coyote--C11754810.jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124501102702780194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; WIDTH: 145px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/Rx3imiWyXyI/AAAAAAAAAEI/j31RfnqHnr0/s400/Looney-Tunes---Wile-E-Coyote--C11754810.jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;Coiotis Famintus&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;S&lt;/span&gt;empre torci pelo papaléguas, juro, mas as vezes eu sentia pena do pobre coiote. Sério, olhem a cara do desventurado, o pior é que ele tem inteligência, cada plano mais milaborante pra pegar o papaléguas, o problema é que ele não tem nem um pinguinho de sorte. Mesmo quando tudo está perfeitamente planejado, arquitetado e medido, alguma coisa sai errado e ele se dá mal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Até o nome dele que aparece na legenda dá dó: Coiotis Famintus, o papaléguas é Spidimus Maximus, lógico que isso é uma brincadeira da Worner com os nomes científicos dos animais, mas mostra bem que o pobre coiote passa fome.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Foram produzidos milhares de episódios do Papaléguas, não sei quantos ao certo, e sabem quantas vezes ele pegou a superveloz ave? Tentem adivinhar ...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Nem uma única vez, ele nem chegou perto, não é pra ter pena? Lembrei, então,  que é um desenho, e como tal seria sempre impossível que ele pegasse o papaléguas, o astro do desenho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal;"&gt;Quando contei à minha mãe à respeito da minha procupação com a inanição do pobre coite, ela me disse que ele só não comia o papaléguas e que o desenho só mostrava ele tentando pegar o papaléguas, mas que, provavelmente, ele comia uns carneirinhos de vez em quando só que não aparecia na tv. Então passei a me preocupar com os carneirinhos...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-1661029979755845155?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/1661029979755845155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=1661029979755845155&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1661029979755845155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/1661029979755845155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/01/as-relaes-entre-as-espcies-sorte-ou.html' title='As relações entre as espécies ... Sorte, ou a falta dela.'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/Rx3imiWyXyI/AAAAAAAAAEI/j31RfnqHnr0/s72-c/Looney-Tunes---Wile-E-Coyote--C11754810.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-7769432083967542507</id><published>2009-01-07T16:43:00.003-02:00</published><updated>2009-01-07T16:51:36.483-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Sonho Vivo- Parte 5</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Matamos ele. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Como assim: matamos ele?! Tenho cara de assassina agora?!&lt;br /&gt;-Ta, tem outra solução? Você prefere morrer na...&lt;br /&gt;- Chega!&lt;br /&gt;- Chega o caramba!- Flavia avançou furiosamente para Julia.&lt;br /&gt;- Acha mesmo que eu vou entrar la com um revolver , dar um tiro e já era?! Me poupe...- Julia olhava para Flavia chocada. - Como pode ser tão fria...?&lt;br /&gt;- Como pode ser tão sensível... – falou Flavia veemente. – Um ser daquele nem merecia estar vivo! Seco, esqueceu-se do que é o amor...&lt;br /&gt;- Por que diz isso?&lt;br /&gt;- Nada, nada... – respondeu Flavia abanando as mãos.&lt;br /&gt;- Ta, e qual é seu plano brilhante de assassinato perfeito?&lt;br /&gt;- Na verdade... é bem sujo.&lt;br /&gt;- Como assim?- perguntou Julia temerosa.&lt;br /&gt;- Vamos esquartejá-lo.&lt;br /&gt;- O QUE?! VOCE TA BRINCANDO NÉ?!&lt;br /&gt;- Não. – respondeu Flavia calmamente.&lt;br /&gt;- Eu não vou esquartejar ninguém!&lt;br /&gt;- Pode deixar que eu faço...&lt;br /&gt;- Você fala com uma naturalidade...&lt;br /&gt;Flavia nada respondeu. Apenas fitou o rosto de Julia por uma fração de segundo. Ai finalmente falou.&lt;br /&gt;- Vá ao mercado e compre soda caustica. Tanto faz liquida ou granulada.&lt;br /&gt;- Para...?&lt;br /&gt;- Vai! Vá ao menor mercado que você achar, aquele onde não há câmeras de vigilância.&lt;br /&gt;- Por falar em câmeras de segurança...&lt;br /&gt;- Anda!&lt;br /&gt;Furiosa, Julia virou as costas e saiu.&lt;br /&gt;Já andava a quinze minutos. Não passavam das sete da manha. Entrou em uma vendinha que encontrou. Era escura e nada convidativa.&lt;br /&gt;- Por favor, o senhor tem soda caustica?- perguntou ela gentilmente a um senhor muito mal humorado que assistia televisão atrás do balcão.&lt;br /&gt;- Procure ali! – disse ele rispidamente, apontando para uma prateleira qualquer sem nem ao menos olhar para Julia.&lt;br /&gt;Contra feita, procurou dentre as prateleiras. Achou um pacote e levou ate o balcão.&lt;br /&gt;- São R$5,90. – falou o velho- Anda mocinha não tenho o dia inteiro!&lt;br /&gt;Julia jogou dez reais em cima do balcão. O velho jogou o troco em cima do balcão e voltou a assistir seu programa. Julia pegou o pacote, deu as costas e voltou ao laboratório. Entrou sem que ninguém a visse. O guarda dormia serenamente. Mesmo no meio daquela bagunça, teve a capacidade de olhá-lo e pensar: “incompetente...” Foi ate a sala onde Flavia estava. Segurou-se para não gritar.&lt;br /&gt;- O que você fez...? – perguntou ela com a voz fraquinha.&lt;br /&gt;- Lixei sua face, e mãos para não deixar as digitas.&lt;br /&gt;Tadeu agora era uma massa disforme de carne e sangue.&lt;br /&gt;- Trouxe a soda?&lt;br /&gt;- Trouxe... - respondeu Julia em choque. – Você deve ter ficado louca. As câmeras gravaram isso...&lt;br /&gt;- Olhe em cima da sua antiga cama e vera que esta errada. – falou Flavia pegando a sacolinha com a soda de sua mão. Julia olhou em cima da cama e viu as câmeras destruídas.&lt;br /&gt;- O guarda não viu isso?!&lt;br /&gt;- Não dei arsênio a ele. Sem cheiro, incolor, sem gosto. Com esse calor, um copo de água bem gelado é sempre bem vindo.&lt;br /&gt;Flavia abriu o pacote de soda e jogou um pouco sobre a face e as mãos de Tadeu.&lt;br /&gt;- Para que esta fazendo isso?! - Para garantir que ninguém irá reconhecê-lo. Depois disso, só pela arcada dentaria ou exame de DNA.&lt;br /&gt;- Cruzes... Não quero ver isso. – Julia tampou os olhos.&lt;br /&gt;- Tampouco eu. Vamos embora. Precisamos dar cabo de Julio agora.&lt;br /&gt;- Que pretende fazer?&lt;br /&gt;- Copo de água de novo.&lt;br /&gt;- Como?&lt;br /&gt;- Esta calor né...? – falou Flavia vagamente.&lt;br /&gt;- Como vai fazer?!&lt;br /&gt;- Vamos...&lt;br /&gt;- Sabe onde ele esta?!- perguntou Julia.&lt;br /&gt;- Ja ja ele chega em seu consultório.&lt;br /&gt;- E agente vai entrando assim? Fácil?&lt;br /&gt;- Ele me da atenção a qualquer momento.&lt;br /&gt;Julia suspirou. Passou as mãos pelo cabelo. Loucura. Loucura. No mínimo...&lt;br /&gt;- Vamos. – disse Flavia.&lt;br /&gt;Arrastando os pés, Julia seguiu Flavia.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-7769432083967542507?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/7769432083967542507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=7769432083967542507&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/7769432083967542507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/7769432083967542507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/01/sonho-vivo-parte-5.html' title='Sonho Vivo- Parte 5'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-6376552164400438960</id><published>2009-01-04T12:37:00.006-02:00</published><updated>2009-01-05T08:06:21.129-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><title type='text'>Lição de casa - Parte II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SWDMC2FH5aI/AAAAAAAAATA/z4pgCCO_Msk/s1600-h/beijo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 174px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SWDMC2FH5aI/AAAAAAAAATA/z4pgCCO_Msk/s200/beijo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5287450311781770658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;-Liga de casa!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caminhamos uns vinte minutos, a cada passo a angustia crescia em meu peito, me esquecera completamente do meu ódio, estava tão completamente preocupado em pensar o que ela diria ao descobrir que, alem de tímido eu era também BV, tinha arrepios só de imaginar ela contando às amigas o meu vexame.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-É aqui, disse ela parando em frente de um sobrado cor-de-rosa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Você não mora longe de minha casa, disse eu ainda mais apavorado agora que sabia que morava a  três quadras.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Eu sei, retrucou-me corando de leve.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu não entendi o por que ela tinha corado, mas fingi que não notara e fiz muito bem. Então após esse breve dialogo, ela tocou a campainha e aguardou. Não obteve resposta. Tocou novamente, nada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Meus pais saíram.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Ah, que coisa, a gente ensaia outro dia então, eu respondi já começando a ir embora, mas ela me deteve e disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não seja bobo, eu tenho a chave.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Então, por que tocou a campainha?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Para ver se eles estavam aqui.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Fiquei sem entender, mas ela abriu o portão e me puxou para dentro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Vamos anda logo vamos lá na sala ensaiar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Depois que liguei para casa começamos o ensaio, no inicio meramente líamos as falas e nem chegávamos a encená-las. Passada mais de uma hora, já decoráramos as falas e dávamos início às representações. Na primeira vez não nos beijamos, tampouco o fizemos da terceira, mas na quarta tentativa foi inevitável. Como eu estava de olhos fechados fingindo-me de morto só podia sentir o rosto dela aproximando-se do meu, cada segundo mais próximo, já sentia seu hálito fresco, agora não faltava muito, então aconteceu, o meu glorioso primeiro-beijo, e digo que não fui tão mal como imaginara que seria, até por que ela meramente encostou os lábios nos meus, mas já era alguma coisa. Ela se levantou e disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-O que acha? Já está bom?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Agora era minha vez de corar, mas ao contrário dela eu corara violentamente, sentia meu corpo todo escarlate, mas forçando mais que minha timidez podia suportar eu respondi:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Acho que foi bom, mas gostaria de ensaiar um beijo de verdade, nunca se sabe quando será necessário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela olhou-me com ar de quem não acredita, aquele que as mães fazem quando sabem que o filho está mentindo, mas respondeu:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Ah, claro, por que não? Mas você sabe como faz?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Chegara em fim à hora da verdade, eu respondi com sinceridade:&lt;/div&gt;&lt;div&gt; -Não, mas você pode me ensinar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu estava tão encabulado que só conseguia olhar para meus pés, ela com doçura e suavidade disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Sabe de uma coisa? Eu sempre achei você uma gracinha, mas você nunca falava comigo...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Bom, na verdade, eu nunca falo com ninguém; respondi-lhe com muito mais confiança agora.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela sorriu, e odiei aquele sorriso, se aproximou de mim e disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Faça exatamente o que eu fizer, mas sempre pro lado oposto entendeu?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Sim&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Beijamo-nos, e foi bom, ficamos ensaiando a tarde toda, ora a peça ora os beijos. Fui para casa feliz, naquela época uma tarde aos beijos era tudo que um garoto de treze anos podia querer. Começamos a namorar alguns ensaios depois e, quando finalmente chegou o dia, a nossa parte do teatro foi a mais aplaudida e tiramos juntos um dez. A professora veio até a mim no fim da aula e me disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não disse que o teatro te curaria?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Bom, Professora, não quero contradizer a senhora, mas creio que quem me curou foi a Amanda. Sorri então para minha namorada odiando-a como no primeiro dia em que a vi. Muitos anos mais tarde, Apesar de eu não ser o galã da novela das oito, casamo-nos e desta feliz união nasceram-nos três meninos e, se querem saber, eu ainda a odeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ciadoscontos.blogspot.com/2008/12/lio-de-casa.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-6376552164400438960?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/6376552164400438960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=6376552164400438960&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6376552164400438960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6376552164400438960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/01/lio-de-casa-parte-ii.html' title='Lição de casa - Parte II'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SWDMC2FH5aI/AAAAAAAAATA/z4pgCCO_Msk/s72-c/beijo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-5343118151437515580</id><published>2009-01-01T16:02:00.001-02:00</published><updated>2009-01-01T16:05:44.085-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medieval'/><title type='text'>Guerra por Galla - Parte 4</title><content type='html'>_Senhor rei, é hora de mostrar para o inimigo que o que nós podemos fazer, enviei mensageiros para todos os nossos aliados parceiros e devedores de guerra. – explicava um dos sábios – Em menos de uma semana todos estarão aqui.&lt;br /&gt;_Ótimo – o rei demonstrava claramente sua satisfação – não se esqueçam de chamar Orion, o mago dos magos, ele sempre nos defendeu e ele precisa saber desta batalha.&lt;br /&gt;_Sim meu rei – outro sábio falava – enviamos nosso melhor mensageira para que encontrasse e informasse Orion sobre os recentes acontecimentos.&lt;br /&gt;_Quem exatamente foi enviado? – perguntou curioso o rei.&lt;br /&gt;_Enviamos Irricam – explicava o sábio – nosso Mensageiro Teleporter.&lt;br /&gt;_Perfeito! – exclamou o rei – então, vamos aguardar a chegada de Orion, certamente ele chegará antes de qualquer outro.&lt;br /&gt;Os sábios se espalharam pelo castelo, cada um pesquisando sobre algo que poderia ser útil para o ataque à Hasteam.&lt;br /&gt;No dia seguinte a reunião, por volta das dez horas da noite, um grande brilho apareceu em Galla, algo como uma grande explosão de luz. Todos saírem de suas casas e correram para o centro de Galla, um homem que aparentava ter vinte anos estava em pé envolto por uma capa branca, preso a sua cintura havia uma espada oriental, katana. Em suas costas havia preso um cajado branco com um globo brilhante com um brilho branco muito forte. Este homem tem notoriamente orelhas pontiagudas como as dos meio-elfos².&lt;br /&gt;_Orion – saudou o rei ajoelhando frente ao homem – é de grande honra ter-me em sua presença.&lt;br /&gt;_Eu quem fico honrado – saudou Orion ajoelhando frente ao rei.&lt;br /&gt;Ambos se levantaram o a luz sumiu, Orion acompanhou o rei ao castelo e todos aguardaram ele adentrar as portas do castelo antes de voltarem às suas casas.&lt;br /&gt;Sem demora o rei e os sábios se reunirão com Orion na sala de reuniões:&lt;br /&gt;_Vencemos duas batalhas em nosso portão – começou a explicar o sábio – a primeira vez tivemos a ajuda do dragão regente do gelo, Dianitus.&lt;br /&gt;_Da segunda vez tivemos a ajuda de um golem – continuou outro sábio – mas não podemos esperar por um novo ataque.&lt;br /&gt;_Precisamos agora de algo para invadir Hasteam – falou o general – se ficarmos aqui esperando eles acabarão por adentrar nossos portões e acabar de uma vez com nossa cidade.&lt;br /&gt;_Entendo – falou Orion – aguardemos até amanhã de manhã e então, irei até Hasteam e farei um estudo sobre os postos dos guardas e então planejaremos um ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ciadoscontos.blogspot.com/2008/12/guerra-por-galla.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ciadoscontos.blogspot.com/2008/12/guerra-por-galla-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ciadoscontos.blogspot.com/2008/12/guerra-por-galla-parte-3.html"&gt;Parte 3&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-5343118151437515580?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/5343118151437515580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=5343118151437515580&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5343118151437515580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/5343118151437515580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2009/01/guerra-por-galla-parte-4.html' title='Guerra por Galla - Parte 4'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-6106996158554597161</id><published>2008-12-30T22:05:00.002-02:00</published><updated>2008-12-30T22:10:43.233-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Sonho Vivo- Parte 4</title><content type='html'>- E vamos fazer o que?&lt;br /&gt;- A solução é uma só.&lt;br /&gt;- Qual?&lt;br /&gt;- Você precisa matar seu sonho.&lt;br /&gt;Julia arregalou os olhos.&lt;br /&gt;- Eu?! Mas por que eu?!&lt;br /&gt; - Por que o sonho é SEU!&lt;br /&gt;- Ta... mas... como vamos achá-lo? Por que não avisamos a policia?&lt;br /&gt;- Julia, não creio que alguém alem de nós duas possa vê-lo.&lt;br /&gt;- Por quê? – perguntou Julia admirada.&lt;br /&gt; - Ele é fruto de sua imaginação certo? Ou seja, ele é irreal diante de outras pessoas, porque é o que ocorreu em sua mente. Eu posso vê-lo, por que vi seu sonho, fui como parte sua. Apesar de ele ter se materializado em nossa dimensão, ele não é real. Você não vai entender o que estou dizendo... tenho quase certeza que agora, ele vagueia calmamente por entre a multidão sem ser visto.&lt;br /&gt;- Mas então como vou achá-lo?!&lt;br /&gt; - Você era o “objeto” em questão no sonho. O intento dele era te matar coisa que não conseguiu. Ou seja...&lt;br /&gt;- Ele vai voltar... – sussurrou Julia.&lt;br /&gt;- Provavelmente. Você terá que matá-lo Julia. Não há outra saída.&lt;br /&gt;- Fantástico! Ai eu saio na rua com uma plaquinha escrita em letras bem grandes: “PROCURA-SE SONHO PERDIDO DE ALTA PERICULOSIDADE. RECOMPENSA-SE.” O que você acha?! – perguntou Julia em choque.&lt;br /&gt;- Acho que não teve graça.&lt;br /&gt;- Mas eu faço o que? Me fala!&lt;br /&gt;- Ele vai voltar atrás de você, ou de nós. &lt;br /&gt;- Mas como matar? - Temos que tentar.&lt;br /&gt; - Tenta o que meu deus?!&lt;br /&gt;- Tentar oras! Tudo que pudermos!&lt;br /&gt;- Sonhos morrem?!&lt;br /&gt;- Não faço idéia.&lt;br /&gt;- Boa!- e fez sinal com o polegar.&lt;br /&gt;- Olha, na minha idéia, ele existem em partes.&lt;br /&gt; - Como assim?&lt;br /&gt;- Ele foi real o suficiente para matar Tadeu. Ou seja, ele é material. Porem, nós vemos ele porque saiu de sua mente, e eu vi. Creio que morra como todos os mortais.&lt;br /&gt;- Mas... mas... e o cadáver?&lt;br /&gt;- Ein?&lt;br /&gt;- Ta, suponha que uma de nós venha a matá-lo. Ele será um cadáver?&lt;br /&gt;- Provavelmente.&lt;br /&gt; - Mas só nos veremos?&lt;br /&gt;- Sim.&lt;br /&gt;- E agente enterra como?!&lt;br /&gt;- Não enterra.&lt;br /&gt;- Mas ira cheirar mal.&lt;br /&gt;- Não se não ficarmos perto.&lt;br /&gt; - Mas e as outras pessoas?!&lt;br /&gt;- Lembre-se: ele não existe para elas.&lt;br /&gt;- Ah isso é muito confuso... &lt;br /&gt;- É eu sei... – Flavia foi ate o corpo de Tadeu.&lt;br /&gt;- O que vai fazer?!&lt;br /&gt;- Dar o fim no corpo dele.&lt;br /&gt;- COMO?! &lt;br /&gt;- Sumir com o cadáver.&lt;br /&gt;- Precisamos chamar a policia, isso sim!&lt;br /&gt;- Ok, ai você explica que seu sonho resolveu dar uma de serial killer?&lt;br /&gt;- E acobertar cadáveres é uma ótima saída?&lt;br /&gt; - Não vão sentir falta dele.&lt;br /&gt;- COMO NÃO?! &lt;br /&gt;Flavia suspirou. Olhou pesarosamente para o cadáver e sentou-se na cama onde pouco antes, Julia dormia.&lt;br /&gt; - Essa pesquisa... ela é chefiada por apenas mais um medico, Doutor Julio, você deve conhecê-lo.&lt;br /&gt;- Sei sim quem é.&lt;br /&gt; - Pois bem... quando tentamos iniciá-la  ninguém nos apoiou. Diziam que era ilógico e irracional. Morávamos em uma cidade que não vem ao caso você saber. Então, depois de muito brigarmos, resolvemos cortar laços com nossos amigos e prosseguirmos como nossas pesquisas. Eu e Tadeu. Foi quando Julio apareceu, nos oferecendo- nos apoio. É claro que aceitamos. Ele é muito poderoso e inteligente sabe... concedeu-nos verba para praticamente tudo. &lt;br /&gt;- E o que ele ganharia com isso? -&lt;br /&gt; Ai que esta. Caso obtivéssemos sucesso em nossa pesquisa, o credito da descoberta deveria ser dado todo a ele. Do contrario, o fracasso seria exposto contra nós.&lt;br /&gt;- E mesmo assim aceitaram?!&lt;br /&gt;- Queríamos muito ver o que iria acontecer... mas voltando. Passado essa parte, precisávamos de alguém para sonhar. Foi quando você apareceu na rua. Órfã, precisando de dinheiro, uma cobaia perfeita. Perdoe-me o termo, mas é o que consigo definir. &lt;br /&gt;- E o que isso tem haver com a morte de Tadeu? Como ninguém vai se importar com ele? Me de uma relação pra tudo.&lt;br /&gt;- Agora vem a parte complicada. Tadeu tal como você é órfão, e foi criado em um orfanato. Você deve entender bem agora o que eu quis dizer.&lt;br /&gt;- Sim... entendo...&lt;br /&gt;Julia teve uma infância miserável. Morou ate os cinco anos com os pais. O pai bêbado, desempregado, a mãe viciada em drogas. Ela, sem irmãos, sofria de tudo calada. Depois, foi morar com uma tia em outro estado. La foi mais largada ainda. A tia morreu e ela foi parar nas ruas aos sete anos. Então foi levada para um abrigo, onde viveu ate a maioridade.&lt;br /&gt;- Tudo ok Julia?&lt;br /&gt;- Ah, sim, continue.&lt;br /&gt;- Agora temos um problema maior.&lt;br /&gt; - Outro?- perguntou Julia desanimada.&lt;br /&gt;- Julio. Lembra que eu acabei de te dizer? Se algo desse errado, a culpa seria toda nossa.&lt;br /&gt;- Sim... e agora?&lt;br /&gt; - E agora se contarmos, seremos presas, e depois mortas por um sonho que ninguém mais vê.&lt;br /&gt; - HÃ?!&lt;br /&gt;- O governo não sabe dessa pesquisa. É muito fácil para o Julio falar a policia que fomos nós quem matamos Tadeu.&lt;br /&gt;- E o que agente faz agora?! Foge?!&lt;br /&gt; - Para que? Para ele descobrir que algo deu errado e termos o mesmo fim que acabei de mencionar?!&lt;br /&gt;- Ta e faz o que?&lt;br /&gt;- Apagamos as evidencias.&lt;br /&gt;- Hum?&lt;br /&gt;- Matamos Julio.&lt;br /&gt;- O QUE?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-6106996158554597161?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/6106996158554597161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=6106996158554597161&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6106996158554597161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/6106996158554597161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2008/12/sonho-vivo-parte-4.html' title='Sonho Vivo- Parte 4'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-7689987081472103216</id><published>2008-12-28T21:55:00.005-02:00</published><updated>2008-12-28T22:06:00.541-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amor'/><title type='text'>Lição De Casa</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SVgTZES3UgI/AAAAAAAAAS4/KBpphZtJmrA/s1600-h/alunos.gif"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 196px; height: 200px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SVgTZES3UgI/AAAAAAAAAS4/KBpphZtJmrA/s200/alunos.gif" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5284995484089799170" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;Ela tinha 15, eu 13. Nunca tínhamos nos falado. Eu TÍMIDO, ela, líder natural. Estávamos na mesma classe; não que ela fosse repetente, eu que estava adiantado, sou das chuvas de Novembro, ela, das águas de Março, o que nos dava, a maior parte do ano, dois anos de diferença.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu era TÍMIDO e, como os outros alunos “carinhosamente” me chamavam, CDF (Cabeça de Ferro) – já que eu não conseguia falar, compensava sendo um gênio. Eu nunca fui muito bonito, não que eu seja um monstro horrendo, mas digamos que eu jamais seria o galã da novela das oito que, por algum motivo, nunca começa oito horas.  Resumindo, era TÍMIDO, CDF, e, o mais importante, não era um galã de novela, e detestava tudo isso, por causa dela. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Antes dela, minha vida era ótima, eu não falava com ninguém, e ninguém falava comigo – ótimo! – a única palavra que saia da mina boca, em sala de aula, quando o professor insistia em ignorar minha mão no ar, era: - Presente.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Claro que sendo TÍMIDO, CDF, não-galã-da-novela-das-oito eu nunca tinha namorado ninguém, era o que a garotada chamava, na época, de BV (Boca Virgem), ela, pelo que me disseram, já perdera as contas de quantos beijos deu antes de entrar na minha vida.  Eu detestava ser TÍMIDO, CDF, não-galã, BV, mas acima de tudo, eu a detestava. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Detestava o jeito que seu cabelo mexia quando andava, o cheiro de sândalo, seus olhos azul-esverdeados, sua voz suave e viva. Abominava ver que conforme respirava seu peito se movia suavemente; que quando ficava apreensiva mordia o canto da boca. Odiava-a por intero, com todas as minhas forças odiava, cada dia com maior intensidade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um dia, a professora de português teve “uma idéia brilhante”, faríamos um teatro! Claro que a priori eu recusei, mas ao ser informado que ficaria com zero, meu lado CDF venceu meu lado Tímido. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A peça: Romeu e Julieta, logicamente eu queria com toda minha alma ser um dos figurantes, de preferência um que morresse no começo da encenação, mas a professora, muito amável, me explicou que não seria a peça original, pois não haveria tempo, mas cada grupo encenaria uma parte da peça. Ou seja, eu teria de falar.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Isso, porém, não foi o pior – não, não poderia ser fácil; a professora escolheria os Romeus e as Julietas. Eu e ela, a Amanda (odiava até o nome dela) e eu, formaríamos um par. Eu implorei para professora, disse-lhe que provavelmente eu desmaiaria na frente da sala, que nunca falara em público, que isso era absurdo, etc, mas ela não me deu ouvidos, disse-me:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você vai se sair bem acredite em mim, conheci muita gente tímida na vida, que se curou fazendo teatro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Não quero ser curado, só não quero ficar com zero! Respondi&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Você vai fazer o Romeu na cena final. Sabe qual é? Foi a resposta que me deu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Sei. Ele toma um veneno pensando que ela morreu de verdade; ela acorda vê o frasco, e... Foi aí que notei o que me esperava. Mais que falar em público, eu teria que beijar em público.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-E ela o beija e se apunhala. A professora terminou a sentença.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Professora...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Sem discussão!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Como eu não queria parecer muito idiota, resolvi que teria que convencer ela a ensaiar, mesmo que a odiasse, eu odiava mais a idéia de tirar um zero.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Amanda, a gente tem que ensaiar! Quando você quer ensaiar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Hoje! Você vem comigo para minha casa. Sorriu e foi falar com umas amigas, ficaram de risinhos e ela sempre olhando para mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por desventura, as aulas voaram, como se fossem foguetes, e, ao meio dia e vinte minutos, eu saí, vi Amanda e disse:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;-Amanda, me espera! Eu tenho que ligar em casa, se não minha mãe vai ficar preocupada...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-7689987081472103216?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/7689987081472103216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=7689987081472103216&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/7689987081472103216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/7689987081472103216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2008/12/lio-de-casa.html' title='Lição De Casa'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08300213647041691854</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUv1ddTBl7I/AAAAAAAAASY/jdrD83XUPl8/S220/P4150011.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SVgTZES3UgI/AAAAAAAAAS4/KBpphZtJmrA/s72-c/alunos.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-8652217665535650761</id><published>2008-12-26T10:48:00.000-02:00</published><updated>2008-12-26T02:13:42.411-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='guerra'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medieval'/><title type='text'>Guerra por Galla - Parte 3</title><content type='html'>Adentraram a chamada Floresta de Pedra, neste lugar, as arvores eram duras feito rocha, não tinham folhagem ou flores. Os homens caminhavam em guarda, o dragão sobrevoava baixo a fim de identificar o golem antes dos homens.&lt;br /&gt;Ficaram lá a frente uma montanha em meio as arvores cinzentas, os homens se aproximaram e, a montanha mexeu e um olho os observavam. O golem se pôs de pé, media por volta de 6 metros de altura. Olhou para os guerreiros e em seguida para o dragão, abriu sua bocarra e uma voz alta e rouca disse:&lt;br /&gt;_Quem ser vocês?&lt;br /&gt;Foi o dragão que respondeu fazendo uma reverencia ao Golem:&lt;br /&gt;_Sou Dianitus, dragão regente do gelo e estes são homens de Galla.&lt;br /&gt;Todos fizeram uma reverência ao golem que logo falou:&lt;br /&gt;_O que homens de Galla quem em minha casa?&lt;br /&gt;_Queremos sua ajuda – o dragão quem respondeu olhando fixamente para o golem.&lt;br /&gt;_Ajudar com o que? – o golem parecia desconfiado&lt;br /&gt;_O reino de Hasteam esta em guerra contra Galla, vencemos a primeira batalha, mas precisamos de um reforço forte – explicou-lhe o dragão – eles tem um ser místico, um gato do trovão, por isso precisamos de sua ajuda, já que você é imune ao trovão.&lt;br /&gt;_O que ganharei em troca? – perguntou o golem&lt;br /&gt;_O que o golem quer? – perguntou o dragão&lt;br /&gt;_Antes, não me chame de golem, meu nome é Krobi – o golem parou pó um minuto como se pensasse em algo – golem quer jóia vermelha para por na cabeça.&lt;br /&gt;_Você terá a jóia vermelha caso vença o gato de Hasteam – disse feliz o dragão&lt;br /&gt;Assim, os soldados, o dragão Dianitus e o golem Krobi seguiram viajem de volta para Galla.&lt;br /&gt;Por sorte, a Floresta de Pedra era realmente próxima de Galla, assim, não demoraram em chegar ao reino de Galla, entraram pela porta sul.  O dragão e o golem ficaram nas catacumbas do reino, os soldados se posicionaram, a noite estava chegando e logo Hasteam chegaria com seu exercito e com o gato elétrico.&lt;br /&gt;À noite caio e, no momento em que surgiram os inimigos no horizonte, todos na muralha puderam ver: um gato de pelo menos quatro metros, de cor cinza e branco, seus pelos arrepiados, seus olhos branco azulados, ele corria em direção a muralha, por onde passava ficava um brilho forte, raios ladeavam ele.&lt;br /&gt;O golem se adiantou para fora, o dragão ficou sobrevoando o golem. O gato saltou para cima do golem que o segurou com suas enormes mãos. Segurou a cauda do gato e o girou no ar e o arremessou contra o exercito de Hasteam. O dragão voou em direção ao exercito inimigo e lançou sobre eles seu raio de gelo, o gato lançou-se sobre o dragão mas, antes que o acertasse foi puxado pelo golem que novamente agarrara sua cauda. O gato descarregou um raio no golem que nada sentiu, apenas um clarão dominou a área por um segundo. O golem girou novamente o gato e o arremessou longe. Correu em sua direção e antes que o gato percebesse agarrou sua cabeça e com suas mãos esmagava a cabeça do gato.&lt;br /&gt;Começou a nevar, o dragão lançou um forte raio de gelo no gato que o congelou por completo. O golem o soltou antes que suas mãos congelassem junto.&lt;br /&gt;O povo de Hasteam fugiu assustado se perguntado de onde saiu aquele golem que acabou com seu felino.&lt;br /&gt;O felino foi morte pelos homens de Hasteam e enterrado ao longe. Deram ao grande golem uma pedra vermelha e bonita que ele encaixou em sua fronte e voltou para sua casa.&lt;br /&gt;Mas, ainda não era o fim da guerra, era hora de Galla planejar um ataque direto ao reino inimigo. Ficar apenas ali na defesa não seria bom o bastante, um dia suas defesas poderiam ser quebradas pelo inimigo. Era hora de agir, o conselho se reuniu com os generais para discutirem um plano de ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ciadoscontos.blogspot.com/2008/12/guerra-por-galla.html"&gt;Parte 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ciadoscontos.blogspot.com/2008/12/guerra-por-galla-parte-2.html"&gt;Parte 2&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-8652217665535650761?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/8652217665535650761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=8652217665535650761&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8652217665535650761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/8652217665535650761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2008/12/guerra-por-galla-parte-3.html' title='Guerra por Galla - Parte 3'/><author><name>Regivaldo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05588282374811769268</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_KsHAlNavuUw/SgG1ZIEmyhI/AAAAAAAAAM0/x7YYMQJFB_0/S220/eu1-1.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-4932488945778240926</id><published>2008-12-24T11:14:00.002-02:00</published><updated>2008-12-24T11:19:37.466-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Suspense'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Terror'/><title type='text'>Sonho Vivo- Parte 3</title><content type='html'>- Ela não acorda!&lt;br /&gt;- Ah, me de licença!- Tadeu tentava acordar Julia. Flavia então foi correndo ate em frente à sala vedada. Olhava as imagens sendo projetadas... Julia estava sofrendo no sonho... ia morrer!&lt;br /&gt; - ACORDE ELA LOGO! ESTA PRESTES A SER ASSASSINADA!- gritou Flavia.  Mas havia algo errado. Havia momentos em que a imagem deixava de ser uma projeção e tornava-se algo mais concreto... quase real... Flavia correu para o medico. Foi impulsionada a puxar os sensores da cabeça de Julia. Mas uma mão a deteve.&lt;br /&gt; - Não!- falou o medico.&lt;br /&gt; - Como não?! Desliga!&lt;br /&gt;- Por que desligar?!&lt;br /&gt;- Ele esta se tornando real!&lt;br /&gt; - Hã?!&lt;br /&gt;___________________________________________________________________&lt;br /&gt;Julia chorava. Sentia-se sufocada. Sentia que o casaco do homem era mais pesado que o comum. Bateu a mão e sentiu uma leve pontada... eram facas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________________________________________________________&lt;br /&gt; Julia acordou com uma mão a esganando! Não conseguia saber onde estava nem nada, só conseguia ver aquele rosto deformado com a qual estava sonhando (se é que havia acordado). Debatia-se furiosamente.&lt;br /&gt;- Arrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrgh!&lt;br /&gt;Julia ouviu o grito de alguém vindo por trás daquele homem. O homem a soltou e viu Flavia que vinha correndo com um bastão de metal na mão. O homem então, saiu correndo. Empurrou Flavia e a derrubou no chão. Saiu pela porta, deixando Julia em estado de choque. Ficou assim por uns cinco minutos. Nesse meio tempo analisava a cena.&lt;br /&gt;No chão, o medico com a garganta cortada jazia morto em volta de uma poça de sangue, pálido como leite. Seu jaleco agora era de um vermelho brilhante e vivo. No seu rosto havia uma expressão ainda congelada de medo, duvida e terror. Na parede havia rastros de sangue. Haviam lutado. Na sua roupa de cama também havia marcas de sangue. Mais a frente viu Flavia que gemia no chão.  Então o torpor foi substituído pelo desespero. Arrancou os fios que estavam em sua cabeça e saiu correndo ate Flavia.&lt;br /&gt;- Flavia, Flavia, você esta bem? Eu vou chamar a policia, e vou...&lt;br /&gt;- Não!- gemeu Flavia.&lt;br /&gt;- Como não?! O que aconteceu?!&lt;br /&gt;- Não chame a policia! Por favor.&lt;br /&gt;- Mas você precisa ser medicada e...&lt;br /&gt;- Eu estou ótima... - cambaleante, Flavia levantou-se e apoiou-se na amiga.- Eu não sei o que deu errado...&lt;br /&gt;- Mas o que aconteceu?&lt;br /&gt;- Não sei... ou melhor, faço idéia...- ainda zonza, Flavia aproximou-se da Sala Vedada.&lt;br /&gt;- Esta vendo aqui?- e apontou para a vedação da porta.&lt;br /&gt;– É um material especial... difícil de explicar, não é minha área. Se você olhar bem aqui- e apontou a um ponto- há uma leve ondulação. Ela não havia ontem. O material por alguma razão dilatou. &lt;br /&gt;- E...&lt;br /&gt;- As dimensões se fundiram. - Sendo mais especifica... - Teu sonho se tornou real. Aquele homem que fugiu por aquela porta, é o mesmo que te atacava em seu pesadelo.&lt;br /&gt;Julia olhava estarrecida.&lt;br /&gt; - Você esta zoando com a minha cara não é mesmo?&lt;br /&gt; - Você acha mesmo que mesmo que eu brincaria?&lt;br /&gt;- Mas é absurdo! Como um sonho pode se tornar realidade?! Não há cabimento! &lt;br /&gt;- Interessante que aquele homem é igualzinho ao que estava em seu pesadelo. EU VI sair da sala. Não exatamente sair, mas, eu via os contornos dele ficarem cada vez mais nítidos e depois enfraquecerem novamente.&lt;br /&gt;Julia olhava para Flavia inexpressivamente.&lt;br /&gt; - O que foi? Julia?&lt;br /&gt;Julia começou a rir gradativamente. Em poucos segundos, gargalhava gostosamente.&lt;br /&gt;- Julia?!&lt;br /&gt;- Que coisa ridícula! Não pode me enganar com essa historia!&lt;br /&gt; Flavia perdeu a paciência. Agarrou Julia pelo braço e a empurrou ate o cadáver do medico.&lt;br /&gt; - Você ta vendo aquilo?!- e apontou para o cadáver – Vai me dizer o que? Que ele esta fingindo? Que não esta morto? Que aquilo não é sangue e sim catchup? &lt;br /&gt;- Mas...&lt;br /&gt;- Julia aceite os fatos! Você é uma estudante de artes plásticas, é obvio que não entende do que estou falando. Mas eu SEI. E você tem que aceitar!&lt;br /&gt;Julia tinha os olhos cheios de lagrimas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-4932488945778240926?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/4932488945778240926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=4932488945778240926&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4932488945778240926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/4932488945778240926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2008/12/sonho-vivo-parte-3.html' title='Sonho Vivo- Parte 3'/><author><name>Caroline</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='24' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_AqCCkFfHeuQ/SULKR4XGIfI/AAAAAAAAACs/qtWCF5sJP84/S220/100_1051.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5237315180177258319.post-3909370208123573412</id><published>2008-12-19T16:17:00.007-02:00</published><updated>2008-12-19T16:37:20.708-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Humor'/><title type='text'>Domingo no parque</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUvm7VwbPiI/AAAAAAAAASA/ERSklwebyPc/s1600-h/Foto2008+%28646%29.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 231px; height: 173px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_RSg754-uI_E/SUvm7VwbPiI/AAAAAAAAASA/ERSklwebyPc/s400/Foto2008+%28646%29.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5281568895148965410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A saga de um domingo qualquer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um domingo desses, eu fui ao parque, porque são todos feitos de domingos. Os parques são dominicais.  - Verdade! - Se não acreditas, faz o seguinte: vai ao parque durante a semana, uma terça, por exemplo, e vê quanta gente está lá além de ti, se não estiveres sozinho, encontrarás, provavelmente, bem poucas, isso eu garanto, mas se fores no domingo, no mesmo horário, vais encontrar o parque lotado, vivo.&lt;br /&gt;A minha tese é que durante a semana, os parque, não existem completamente, quer dizer, ficam num estado de quase-existência, por mais que pessoas, por alguma estranha razão, queiram visitá-lo durante a semana, o parque em si não é o mesmo. É como se estivesse adormecido, envolto por alguma magia ou escondido, já passaste em frente a um parque durante a semana? Reparaste nele? Ou sequer o notaste? Estou certo que nem uma vez olhaste para o parque, enquanto passavas, de segunda a sexta-feira.&lt;br /&gt;Eu mesmo, outro dia, estava andando com meu cachorro por aí, num domingo, por um caminho que sempre faço e eis que eu me deparo com um parque! Fiquei um bom tempo me perguntando, se o parque teria brotado do solo ou se a prefeitura ficara competente a ponto de construir um parque da noite para o dia.&lt;br /&gt;Por isso digo e repito, os parques só existem nos domingo! É que os domingos são especiais; no domingo as crianças são mais crianças, e mais livres também, livres também são os pais que não se preocupam em saber onde estão os rebentos, o parque é seguro. Os passarinhos cantam dominicalmente e até os patos, mau-humorados, são muito agradáveis no domingo-com-pão.&lt;br /&gt;Domingo é o dia mundial da macarronada, da feijoada, do churrasco, do inhoque, da lasanha e é claro: do parque. Todo mundo vai ao parque no domingo, ou o descobre.&lt;br /&gt;Os domingos são, como direi?&lt;br /&gt;...Hum...&lt;br /&gt;Os domingos são PARQUÍFEROS!&lt;br /&gt;Isso mesmo parquíferos, acabei de inventar! O Aurélio definiria parquíferos assim:&lt;br /&gt;PARQUÍFERO: [adj. m.] aquilo que traz os parques à existência ou que faz com que as pessoas se lembrem deles.&lt;br /&gt;Os parques precisam do domingo e vice-versa, porque ficar em casa assistido tv no domingo é impossível. Vai ver é por isso que as pessoas vão aos parques no domingo, por causa da tv.&lt;br /&gt;A tv,...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;---&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;hr /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bom eu sou o Leci &lt;span style="font-size:180%;"&gt;Junior&lt;/span&gt; de quem o Regivaldo estava falando, leitores vocês notarão que meu estilo é mais humorístico e sarcástico, e em alguns casos vocês vão encontrar nos meu textos alguma critica  à sociedade/governo, tudo sempre regado com forte ironia.&lt;br /&gt;Espero que gostem:&lt;br /&gt;Leci Generoso Lopes Junior.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5237315180177258319-3909370208123573412?l=ciadoscontos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/feeds/3909370208123573412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5237315180177258319&amp;postID=3909370208123573412&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3909370208123573412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5237315180177258319/posts/default/3909370208123573412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ciadoscontos.blogspot.com/2008/12/domingo-no-parque.html' title='Domingo no parque'/><author><name>Junior</name><uri>http://www.blogge
